24 de abr de 2018

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO IX
INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO


       541. Numa batalha, há Espíritos que a assistem e que amparam cada uma das forças em luta?
      — Sim, e que estimulam a sua coragem.
Comentário de Kardec: Assim os antigos nos representavam os deuses tomando partido por este ou aquele povo. Esses deuses nada mais eram do que os Espíritos representados por figuras alegóricas.
      542. Numa guerra, a justiça está sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido a favor do errado?
      — Sabeis perfeitamente que há Espíritos que só buscam a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra; a justiça da causa pouco lhes importa.
      543. Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção dos seus planos de campanha?
      — Sem nenhuma dúvida. Os Espíritos podem influenciá-lo nesse sentido, como em todas as concepções.
      544. Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe planos errados, com vistas à derrota?
      — Sim, mas não tem ele o seu livre-arbítrio? Se o seu raciocínio não lhe permite distinguir uma ideia certa de uma falsa, terá de sofrer as conseqüências e faria melhor em obedecer do que em comandar.
      545. O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de dupla vista, uma visão intuitiva que lhe mostre por antecipação o resultado dos seus planos?
      — E freqüentemente o que acontece com o homem de gênio. É o que ele chama inspiração e lhe permite agir com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e se servem das faculdades de que ele é dotado.
     546. No tumulto do combate, o que acontece aos espíritos dos que sucumbem? Ainda se interessam pela luta, após a morte?
     Alguns continuam a se interessar, outros se afastam.
 Comentário de Kardec: Nos combates, acontece o mesmo que se verifica em todos os casos de morte violenta: no primeiro momento, o Espírito fica surpreso e como aturdido, não acreditando que está morto; parece-lhe ainda tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que a realidade se lhe impõe.
     547. Os Espíritos que se combatiam quando vivos, uma vez mortos se reconhecem como inimigos e continuam ainda excitados uns contra os outros?
     — Nesses momentos, o Espírito jamais se mostra calmo. No primeiro instante, ele ainda pode odiarão seu inimigo e mesmo o perseguir. Mas quando as idéias se lhe acalmarem, verá que a sua animosidade não tem mais ramo de ser. Não obstante, poderá ainda conservar resquícios maiores ou menores, de acordo com o seu caráter.
     547 – a) Ouve ainda o fragor da batalha?
     — Sim, perfeitamente.
     548. O Espírito que assiste friamente a um combate, como espectador, testemunha a separação entre a alma e o corpo? E como esse fenômeno se apresenta a ele?
     — Há poucas mortes realmente instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo corpo foi mortalmente ferido não tem consciência disso no mesmo instante. Quando começa a retomar consciência é que se pode distinguir o Espírito a mover-se ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a vista do corpo morto não produz, nenhum efeito desagradável. Toda a vida tendo sido transportada para o Espírito, somente ele chama a atenção e é com ele que o espectador conversa ou a quem dá ordens.

10 de abr de 2018

LIVRO DO MÊS


Nossa sugestão de leitura é o capítulo intitulado: O necessário e o Supérfluo, do livro A Educação a luz do Espiritismo, por Lydienio Barreto de Menezes. Nesse capítulo, o autor assinala o seguinte:

Como pode o homem conhecer o limite do necessário? “Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa."

Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades?

“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais." (O Livro dos Espíritos - Questão 715 e 716)

“Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta» reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Frequentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as consequências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXV, item 7).

Ao analisarmos a questão 716 de “O Livro dos Espíritos vamos observar que a Natureza dotou o homem de condições para avaliar quais os limites de suas reais necessidades. Porém, fugindo do caminho que a Natureza sempre apontou, foi aumentando cada vez mais as suas necessidades e, nos dias atuais, milhões e milhões são gastos na compra de produtos que, se nunca tivessem existido, não fariam falta nenhuma. Estamos vivendo a era do consumismo.

Poderão alguns argumentar que a produção desses produtos gera empregos necessários para a manutenção de muitas famílias, o que refutamos, pois esses empregos e capitais poderiam ser utilizados na produção de uma maior quantidade de alimentos ou bens necessários para atender a um número maior de habitantes que não têm acesso a eles, já que a aquisição do supérfluo não está ao alcance de todos. (...)

Respondendo à questão 715 que encima este comentário, os Espíritos Superiores disseram: “Aquele que é ponderado conhece os limites das necessidades por intuição.“ O inconsequente, que tenta açambarcar os bens da Terra para se proporcionar o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário, olvida a lei de Deus e terá que responder pelas privações que houver causado aos outros.” - Questão 717.


Acautelem-se, portanto os pais ensinando aos seus filhos quanto ao equilíbrio tão necessário no consumo dos bens que eles - os pais - ou a natureza oferecem, para evitar surpresas futuras.

Sugestão de: Antônio Oliveira.

Visite nossa Biblioteca - Ivan de Almeida Sá

1 de abr de 2018

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
DIRIGENTE
03
Vida Feliz - Lição XXII
Ana Maria
Maria Helena
Uniões antipáticas - LE, 939 e 940
Gilberto Marques
10
Perdoai para que Deus vos perdoe - ESE, X, 1 a 10
Lêda Lúcia
Ana Maria
17
Os elementos gerais do Universo - LE 1aparte, II
Sérgio Daemon
Dircileide
24
Fenômenos renovadores - Livro: Momentos de Saúde
Maria Fausta
Ivone Maria
Sextas - 20h
06
Pecado por pensamento - Adultério - ESE,VIII, 5 e 6
Nilza Erich
Walkyria
O Materialismo - LE, 147 e 148
Heloise Barros
13
Comportamento e Consciência - Livro: Momentos de Consciência
Fátima Queiroz
Gilberto Marques
20
Vida Feliz - Lição XXIII
Camila
Nancy Sales
A alma - LE, 134 a 146
Ivone Maria
27
Estudando Léon Denis: Dever e Liberdade - Livro: O Porquê da Vida
Ângela Vidal
Ivani
Sábado - 17h:30min
07
Aprendendo com André Luiz
Wantuil Rodrigues
Maria Cristina
14
Vida Feliz - Lição XIX
Pedro Henrique
Sara Castelo
A prece - LE, 658 a 666
Sônia Brandão
21
Não ponhais a candeia debaixo do alqueire - ESE,XXIV
Mauro Araújo
Nancy Sales
28
Tema Livre
Bernardo Marques
Dircileide

26 de mar de 2018

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO IX
INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO

          536. Os grandes fenômenos da Natureza, esses que se consideram como perturbações dos elementos, são devidos a causa fortuitas ou têm pelo contrário, um fim providencial?                                          
         — Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.
      536 – a) Esses fenômenos sempre objetivam o homem ?
      – Algumas vezes têm uma razão de ser diretamente relacionado ao homem mas freqüentemente não tem outro objetivo que o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza.
      536 – b) Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primaria, nisso como em todas as coisas; mas como sabemos que os Espíritos podem agir sobre a matéria e que eles são os agentes da vontade de Deus perguntamos se alguns dentre eles não exerceriam uma influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?
      — Mas é evidente; isso não pode ser de outra maneira. Deus não se entrega a uma ação direta sobre a Natureza, mas tem os seus agentes dedicados, em todos os graus da escala dos mundos.
      537. A Mitologia dos antigos é inteiramente fundada sobre as idéias espíritas, com a diferença de que consideravam os Espíritos como divindades. Ora, eles nos representavam esses deuses ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir à vegetação etc. Essa crença é destituída de fundamento?
      — Tão pouco destituída de fundamento que está ainda muito aquém daverdade.
      537 – a) Pela mesma razão poderia haver Espíritos habitando o interior da Terra e presidindo aos fenômenos geológicos?
      — Esses Espíritos não habitam precisamente a Terra, mas presidem e dirigem os fenômenos segundo as suas atribuições. Um dia tereis a explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor.
      538. Os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza formam uma categoria especial no mundo espírita, são seres à parte ou Espíritos que foram encarnados, como nós?
     — Que o serão, ou que o foram.
      538 – a) Esses Espíritos pertencem às ordens superiores ou inferiores da hierarquia espírita?
     — Segundo o seu papel for mais ou menos material ou inteligente; unsmandam, outros executam; os que executam as coisas materiais são sempre de uma ordem inferior, entre os Espíritos como entre os homens.
     539. Na produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é somente um Espírito que age ou se reúnem em massa?
     — Em massas inumeráveis.
     540. Os Espíritos que agem sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento de causa em virtude de seu livre-arbítrio, ou por um impulso instintivo e irrefletido?
     — Uns, sim; outros, não. Faço uma comparação: figurai essas miríades de animais que pouco a pouco fazem surgir do mar as ilhas e os arquipélagos;acreditais que não há nisso um objetivo providencial e que essa transformação da face do globo não seja necessária para a harmonia geral? São, entretanto, animais do último grau os que realizam essas coisas, enquanto vão provendo às necessidades e sem perceberem que são instrumentos de Deus. Pois bem,  da mesma maneira os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto; enquanto elesensaiam para a vida, e antes de terem plena consciência de seus atos e de seu livre-arbítrio, agem sobre certos fenômenos de que são agentes sem o  saberem. Primeiro, executam; mais tarde, quando sua inteligência estiver  desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material; mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral. É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, de que o  vosso Espírito limitado ainda não pode abranger o conjunto!

8 de mar de 2018

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


TODO DIA É DIA DA MULHER
As mulheres são tão importantes para a humanidade, que a elas foram reservadas duas datas no calendário terreno: 8 de março, como dia internacional; e 30 de abril, como dia nacional.
Ouvi de uma colega de trabalho: “Ficarei feliz quando não houver um dia específico para se homenagear a mulher.”
É uma afirmação curiosa e, a nosso ver, profunda, pois todo dia é “dia da mulher”.
Por que não há “dia do homem”?
Embora alguns já tenham sugerido tal data, talvez até de maneira pouco séria, toma-se como princípio que todos os dias são dos homens. Então, não há necessidade de destacar um dia para tal homenagem.
O registro de duas datas para a comemoração do dia da mulher não deixa de configurar a triste realidade de que a mulher ainda é vítima de discriminação e preconceito, medo e violência, humilhação e vergonha, agressão e dor, como as estatísticas mundiais demonstram e a mídia estampa em suas reportagens.
Segundo pesquisa da ONU, sete em cada dez mulheres no mundo serão vítimas de violência física ou sexual. O Brasil, não tem do que se orgulhar nesse quesito, pois está entre os primeiros no ranking das estatísticas de violência contra a mulher.
Por outro lado, tais homenagens, justas e merecidas, ensejam manifestações e reivindicações no sentido de aperfeiçoar as relações sociais, minimizando as diferenças de tratamento por questão de gênero.
Estamos gradativamente avançando em termos legislativos. Há previsão de proteção pela lei. E o Brasil possui legislação avançada no que tange à violência contra a mulher. Entretanto, há muito que aperfeiçoar quanto à aplicabilidade da legislação.
Questionava-se no passado se a mulher tinha alma. Que coisa!
Hoje compreendemos que a mulher tem alma, porém, devemos reconhecer que ela precisa ser tratada com respeito.
A mulher tem sentimento e merece ser amada.
A mulher é competente e necessita ser reconhecida, sem discriminação.
A mulher alimenta a vida e requisita, com justiça, ser tratada dignamente.
Se não fosse por uma mulher, eu não teria a oportunidade de escrever e, você, de ler essas palavras.
Por isso, nossa gratidão e congratulações a todas as mulheres!



2 de mar de 2018

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
DIRIGENTE
06
O Objetivo da encarnação - LE, 132 e 133
Nancy Sales
Ana Maria
O sono - Revista Espírita, dez./1858
Myriam Fernandes
13
Separação da alma e do corpo - LE, 154 e 162
Luiz Fernando
Ivone Maria
20
Não vim destruir a lei - ESE, I, 1-8
Aimar Sobreira
Dircileide
27
Vida Feliz - lição XV
Alice Maria
Antônio
 Oliveira
Decisão de ser feliz - Livro: Momentos de Saúde
Ivone Maria
Sextas - 20h
02
A fatalidade e os pressentimentos - Revista Espírita, dez./1858
Bernardo Marques
Gilberto Marques
09
Aquele que se eleva será rebaixado - ESE, VII, 3 a 6
Laura Barra
Walkyria
16
Aquisição da Consciência - Livro: Momentos de Consciência
Bruno Toscano
Ana Maria
23
Léon Denis: Vida e Obra
Ângela Vidal
Dircileide
30
Vida Feliz - lição XVII
Camila
Nancy Salles
O óbolo da viúva - ESE, XIII, 5 e 6
Dircileide
Sábado - 17h:30min
03
Aprendendo com André Luís
Wantuil Rodrigues
Walkiria
10
Parábola dos Talentos
Gilberto Marques
Maria Cristina
17
Vida Feliz - lição XVIII
Ivani
Nancy Salles
A alma depois da morte - LE, 149 e 153
Sara Castelo
24
Tema Livre
Danilo Vilela
Sara Castelo
31
Educação integral - Livro: Momentos de Meditação
Priscila Chagas
Dircileide