29 de dez de 2010

REFLEXÕES


CARTA DE ANO NOVO

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.


O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.


Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.


Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.


Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.


Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.


Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.


Novo Ano! Novo Dia!


Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.


Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.


Não maldigas, nem condenes.


Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.


Não te desanimes, nem te desconsoles.


Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.


Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:


- Ama e auxilia sempre.


Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.



Emmanuel
Vida e Caminho - Francisco Cândido Xavier

28 de dez de 2010

MINUTOS DE SABEDORIA


12

NÃO aceite maus conselhos!
Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo!
Sempre existe uma saída para qualquer problema, por mais complexo e
difícil que nos pareça.
A Força Divina que rege os universos está dentro de nós.
Ligue-se ao Pensamento Universal de Bondade e Amor, e vencerá todos
os obstáculos.

Torres Pastorino

26 de dez de 2010

BIOGRAFIA

CORNÉLIO PIRES

Cornélio Pires nasceu na cidade de Tietê, Estado de São Paulo, no dia 13 de julho de 1884, e a sua desencarnação aconteceu na cidade de S. Paulo, no dia 17 de fevereiro de 1958.

Homem de personalidade inconfundível, tornou-se figura popular e de bastante destaque em todo o Brasil, graças ao trabalho, por ele encetado, de viajar pelas cidades do Interior do Estado de S. Paulo e outros Estados, estreando na condição de caipira humorista.

Em sua juventude aspirava participar de um concurso de admissão numa Faculdade de Farmácia. Animado desse propósito viajou de Tietê para S. Paulo, a fim de se inscrever como candidato a um desses concursos, porém, apesar do seu desempenho não logrou êxito nesse seu intento.

Tomou então a deliberação de dedicar-se ao jornalismo, passando a trabalhar na redação do jornal O Comércio de São Paulo, em cujo cargo desenvolveu um aprendizado bastante estafante. Posteriormente passou a exercer atividades nos jornais O São Paulo e O Estado de São Paulo, tradicional órgão da imprensa paulista, onde desempenhou a função de revisor e, finalmente, no ano de 1914, passou a dar a sua contribuição ao órgão O Pirralho.

Numerosos escritores teceram comentários sobre a personalidade de Cornélio Pires e, para ilustração, passemos a citar Joffre Martins Veiga, que em seu trabalho A Vida Pitoresca de Cornélio Pires, escreveu " Ninguém amou tanto a sua gente como Cornélio Pires; ninguém se preocupou tanto com seus semelhantes como esse homem, que foi, antes de tudo, um Bom". O famosos poeta Martins Fontes, por sua vez, escrevendo sobre ele, afirmou: "é um bandeirante puro, um artista incansável, enobrecedor da Pátria e enriquecedor da língua".

Admirado também pelo grande jornalista Amadeu Amaral, este deu-lhe a sugestão de tornasse um dos maiores divulgadores do folclore brasileiro.
Pelos idos de 1910, Cornélio Pires lançou o livro Musa Caipira, obra que foi largamente saudada pela crítica, graças ao seu conteúdo tipicamente brasileiro. Sílvio Romero tornou-se um dos seus mais salientes críticos, comentando da seguinte forma o lançamento dessa obra: " Apreciei imensamente o chiste, a cor local, a graça, a espontaneidade de suas produções que, além do seu valor intrínseco, são um ótimo documento para o estudo dos brasileirismos da nossa linguagem".

No início do presente século, Cornélio Pires começou a freqüentar a Igreja Presbiteriana, entretanto não conseguiu conciliar os ensinamentos dessa religião com o seu modo de pensar. Ele não admitia a existência das penas eternas e de um Deus que desse preferência aos seguidores de determinadas religiões. O demasiado apego aos formalismos da letra, na interpretação dos textos evangélicos fez com que ele quase descambasse para o materialismo.

Nessa época ele desconhecia o que era Espiritismo, entretanto, durante as suas viagens ao Interior, aconteceram com ele vários fenômenos mediúnicos, inclusive algumas comunicações do Espírito Emilio de Menezes, as quais muito o impressionaram. Como conseqüência ele passou a estudar obras espíritas principalmente as de Allan Kardec, Leon Denis, Albert de Rochas e alguns livros psicografados pelo médium Francisco Cândido Xavier.

Dali por diante integrou-se decididamente no Espiritismo, interessando-se muito pelos fenômenos de efeitos físicos. Nos anos de 1944 a 1947 ele escreveu os livros Coisas do Outro Mundo e Onde estás, ó morte?, tendo desencarnado quando escrevia Coletânea Espírita.

De sua vasta bibliografia destacamos: Musa Caipira, Versos Velhos, Cenas e Paisagens de minha Terra, Monturo, Quem conta um conto, Conversas ao Pé do Fogo, Estrambóticas Aventuras de Joaquim Bentinho - O Queima Campo, Tragédia Cabocla, Patacoadas, Seleta Caipira, Almanaque do Saci, Mixórdias, Meu Samburá, Sambas e Cateretês, Tarrafas, Chorando e Rindo, De Roupa Nova, Só Rindo, Ta no Bocó, Quem conta um Conto e outros Contos..., Enciclopédia de anedotas e Curiosidades, além dos dois livros espíritas acima citados.

Num de dos seus escritos sobre o Espiritismo, dizia ele: " O Espiritismo, mais cedo ou mais tarde, fará aos católicos romanos, aos protestantes e aos adeptos de outros credos, a caridade de robustecer-lhes a Fé, com os fatos que provam a imortalidade da Alma, que se transforma em Espírito ao deixar o invólucro material" e mais adiante " O Espiritismo nos proporciona a FÉ RACIOCINADA, nos arrebata ao jugo do dogma e nos ensina a compreender DEUS como Ele é".

Pouco antes da sua desencarnação, Cornélio Pires, demonstrando que havia assimilado o preceito de Jesus Cristo: " Amai ao próximo como a ti mesmo", voltou para a cidade do Tietê e ali comprou uma chácara, onde fundou a " Granja de Jesus", lar destinado a crianças desamparadas. Infelizmente ele não chegou a ver a conclusão da obra.

Cornélio Pires chegou a organizar o " Teatro Ambulante Cornélio Pires" perambulando de cidade em cidade, sendo aplaudido por toda a população brasileira por onde passava. Esse intento foi concretizado após ter abandonado a carreira jornalística.

O presente trabalho representa uma apagada biografia desse batalhador infatigável, que desenvolveu na Terra uma tarefa altamente meritória.

Fonte :http://www.espiritismogi.com.br/biografias/cornelio.htm

25 de dez de 2010

NAS ORAÇÕES DE NATAL

Desejamos que neste Natal todos nós possamos refletir sobre a importância de Jesus para a nossa evolução. Que estejamos rodeados de pessoas queridas em meio a paz, saúde, alegria e esperança. Um Feliz Natal!

NAS ORAÇÕES DE NATAL

Rememorando o Natal, lembramo-nos de que Jesus
é o Suprimento Divino à Necessidade Humana.
Para o Sofrimento, é o Consolo;
Para a Aflição, é a Esperança;
Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;
Para o Desespero, é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;
Para o Orgulho, é a Humildade;
Para a Violência, é a Tolerância;
Para a Vaidade, é a Singeleza;
Para a Ofensa, é a Compreensão;
Para a discórdia, é a Paz;
Para o egoísmo, é a Renúncia;
Para a ambição, é o Sacrifício;
Para a Ignorância, é o Esclarecimento;
Para a Inconformação, é a Serenidade;
Para a Dor, é a Paciência;
Para a Angústia, é o Bálsamo;
Para a Ilusão, é a Verdade;
Para a Morte, é a Ressurreição.
Se nos propomos, assim, aceitar
o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos,
é imprescindível recordar que o seu Apostolado
não veio para os sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra,
entre os quais nos alistamos...
Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo,
façamos de nosso coração uma luz
que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor,
cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele
a milenária estrada de nossas experiências,
expulsando as sombras de nossos velhos enganos
e despertando-nos o espírito para a glória
imperecível da Vida Eterna.

(Do livro "Os Dois Maiores Amores" - Francisco C. Xavier - Autores Diversos)

18 de dez de 2010

CANTINHO DA POESIA


UM CONTO DE NATAL
A noite é quase gelada...

Contudo, Mariazinha

É a menina de outras noites

Que treme, tosse e caminha...

Guizos longe, guizos perto...

É Natal de paz e amor.

Há muitas vozes cantando:

-"Louvado seja o Senhor!"

A rua parece nova
Qual jardim que floresceu.

Cada vitrine enfeitada

Repete: "Jesus nasceu!"

Descalça, vestido roto,

Mariazinha lá vai...

Sozinha, sem mãe que a beije,

Menina triste, sem pai.

Aqui e ali, pede um pão...

Está faminta e doente.

- "Vadia, saia depressa!"

- É o grito de muita gente.

- "Menina ladra! - outros dizem.

- "Fuja daqui, pata feia!

Toda criança perdida

Deve dormir na cadeia."

Mariazinha tem fome

E chora, sentindo em torno

O vento que traz o aroma

Do pão aquecido ao forno.

Abatida, fatigada,

Depois de percurso enorme,

Estira-se na calçada...

Tenta o sono, mas não dorme.

Nisso, um moço calmo e belo

Surge e fala, doce e brando:

- Mariazinha, você

Está dormindo ou pensando?

A pequenina responde,

Erguendo os bracinhos nus:

- Hoje é noite de Natal,

Estou pensando em Jesus.

- Não recorda mais alguém?

E ela, a chorar, disse:

-Eu Penso também,

com saudade, Em minha mãe que morreu...

- Se Jesus aparecesse,

Que é que você queria?

- que ele me desse

Um bolo da padaria...

Depois de comer, então

- E a pobre sorriu contente -

Queria um par de sapatos

E uma blusa grande e quente...

Depois...queria uma casa,

Assim como todos têm...

Depois de tudo...eu queria

Uma boneca, também...

-Pois saiba, Mariazinha,

Eu lhe digo que assim seja!

Você hoje terá tudo

Aquilo que mais deseja.

- Mas, o senhor quem é mesmo?

E ele afirma, olhos em luz:

- sou seu amigo de sempre,

Minha filha, eu sou Jesus!...

Mariazinha, encantada,

Tonta de imensa alegria,

Pôs a cabeça cansada

Nos braços que ele estendia...

E dormiu, vendo-se outra,

Em santo deslumbramento,

Aconchegada a Jesus

Na glória do firmamento.
No outro dia, muito cedo,
Quando o lojista abre a porta,

Um corpo caiu, de leve...

A menina estava morta.

Pelo Espírito Francisca Clotilde - Antologia Mediúnica do Natal

Psicografia do médium Francisco Cândido Xavier

Segundo depoimentos de Chico , este caso foi verídico .

16 de dez de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA


Poluição e Psicosfera

Autor: Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco


Ecólogos de todo o mundo preocupam-se, na atualidade, com a poluição devastadora, que resulta dos detritos superlativos que são atirados nos oceanos, nos rios, lagos e "terras inúteis" circunjacentes às grandes metrópoles, como o tributo pago pelo conforto e pelas conquistas tecnológicas, desde os urgentes ingredientes e artefatos para a sobrevivência, às indústrias bélicas, às de explorações novas, às "de inutilidade" que atiram fora centenas de milhões de toneladas de lixo, óleos e resíduos em todo lugar.

Além dessas, convém recordarmos a de natureza sonora, dos centros urbanos, produzindo distonias graves e contínuas...

Os mais pessimistas, porém, prevêm a possível destruição da vida vegetal, animal e hominal como efeito dos excessivos restos produzidos pelos engenhos de que o homem se utiliza, e logo o esmagarão após transformar a Terra num caos...

Mais grave, demonstram os técnicos no assunto importante, é a poluição atmosférica, graças às substancias venenosas que são expelidas pelas fábricas em forma de resíduos, pelos motores de explosão a se multiplicarem fantástica, insaciavelmente, e os inseticidas usados para a agricultura...

Voluptuoso e desconsertado por desvarios múltiplos do homem, as máquinas avançam, dirigidas pela inconcebível ganância, desbastando reservas florestais e influindo climatericamente com transformações penosas nas regiões, então, vencidas...

O espectro de calamidades não imaginados ronda e domina com segurança muitos departamentos ambientais ora reduzidos à aridez...

Cifras assustadoras denotam o quanto se desperdiça na inutilidade—embora a elevada estatística chocante dos que se estorcegam na mais ínfima miséria, rebocando-se na coleta dos montes de lixo, a cata de destroços de que possam retirar o mínimo para sobreviver!—comprovando que no galvanizar das paixões, o homem moderno, à semelhança de Narciso, continua a contemplar a imagem refletida nas águas perigosas da vaidade e do egoísmo em que logo poderá asfixiar-se, inerme ou desesperado. No entanto, irrefletido, impõe-se exigências dispensáveis, a que se escraviza, complicando a própria e a situação dos demais usuários dos recursos da generosa mãe-Terra.

Nesse panorama deprimente, e para sanar alguns dos males imediatos e outros do futuro, sugestões e programas hão surgido preocupando as autoridades responsáveis pelos Organismos Mundiais, no sentido de serem tomadas providências coletivas e salvadoras urgentes. Algumas já estão sendo postas em prática, embora em número reduzido, tais o reflorestamento; a ausência de tráfego com motores de explosão em algumas cidades uma vez por semana; a tentativa da industrialização do lixo, com aproveitamento de energia, adubos e outros; controle no uso de pesticidas na lavoura; técnicas não poluentes com o fim de gerar energia; as áreas verdes na cidades; a segurança por meio de controle das experiências nucleares, a fim de ser evitada a contaminação . . .

Afirma-se que por onde o homem e a civilização passam ficam os sinais danosos da sua jornada, em forma de aridez, destruição e morte.

As grandes Nações materialmente, estruturadas e guindadas ao ápice pela previsão futurológica de mentes e computadores que prometiam tudo resolver, fazendo soberbas e vãs as criaturas, foram surpreendidas, há pouco, pelas conseqüências gerais da própria impetuosidade, no resultado da guerra no Oriente Médio, fazendo-as parar e modificando, em muitas delas, as estruturas e programas, previsões e soberania pelas exigências do deus petróleo em que estabeleceram as bases do seu poderio e das suas glórias, decepcionadas, atônitas..

Algumas tiveram a economia abalada, padecendo crises que resultaram do gravame geral, modificando a política interna e externa, num atestado de nulidade quanto aos compromissos humanos assumidos, à segurança e precariedade das humanas forças.

Como resultado, apressam-se as negociações internacionais por acordos diplomáticos e conchavos político-econômicos, enquanto a fome, campeando desassombradamente, confirma a falência dos cálculos e das fantasias materialistas, visivelmente per turbadas no testemunho dos seus líderes em convulsas transações com que tentam reequilibrar o poderio avassalado, quando, não, perdido ..

O poder de um dia. qual efêmera glória, sempre muda de mão e local, fazendo oscilarem, mudarem de rumo os interesses e as supostas proteções, fruto, indubitavelmente, de uma poluição descuidada—a de natureza moral!

A força e a grandeza de alguns povos até há pouco mandatários da Terra cederam lugar aos potentados reais, que se demoravam desconsiderados e as exigências da fome ameaçadora e voraz os situou como as legitimas potências que são disputadas, após o deus negro: o arroz, o trigo, o milho e o sorgo cujos celeiros, quase vazios no mundo, deles necessitam com urgência para a sobrevivência dos seres

Todavia, o homem ingere e disparate mais terrível poluição, venenosa quão irrefreável graças ao cultivo de lamentáveis atitudes em que persevera e se compraz: referimo-nos à poluição mental que interfere na ecologia psicosférica da vida inteligente, intoxicando de dentro para fora e desarticulando de fora para dentro.

Estando a Terra vitimada pelo entrechoque de vibrações, ondas e mentes em desalinho, como decorrência do desamor, das ambições desenfreadas, dos ódios sistemáticos, as funestas conseqüências se faz em presentes não apenas nas guerras externas e destrutivas, mas também nas rudes batalhas no lar, na -família, no trabalho, nas ruas da comunidade, no comportamento. Intoxicado pela ira, vencido pelo desespero que agasalha, foge na direção dos prazeres selvagens nos quais procura relaxar tensões, adquirindo mais altas cargas de desequilíbrio em que se debate.

A poluição mental campeia livre, favorecendo o desbordar daquela de natureza moral, fator primacial para as outras que são visíveis e assustadoras

O programa, no entanto, para o saneamento de tão perigoso estado de coisas, já foi apresentado por Jesus, o Sublime Ecólogo que em a Natureza, preservando-a, abençoando-a, dela se utilizou, apresentando os métodos e técnicas da felicidade, da sobrevivência ditosa nos incomparáveis discursos e realizações de que inundou a História, estabelecendo as bases para o reino de amor e harmonia, sem fim, sem dores, sem apreensões...

Nunca reagiu o Mestre—sempre agiu com sabedoria

Jamais se permitiu ferir -- deixou-se, porém crucificar,

Nenhuma agressão de Sua parte—facultou-se, no entanto, ser agredido.

Por onde passou, deixou concessões de esperança, bálsamo de reconforto, amenidade e paz. Seus caminhos ficaram floridos pelas alegrias e abençoados pelos frutos da saúde renovada.

Rei Solar, fez-se servo humilde de todos, mantendo-se inatingido, embora o ambiente em que veio construir a Vida Nova para os tempos futuros..

Repassa-Lhe a sublime trajetória.

Busca-O!

Faze uma pausa na terrível conjuntura em que te encontras e recorda-O.

Para toda enfermidade, Ele tem a eficiente terapia; para as calamidades destes dias, Ele tem a solução.

Ama e serve, portanto, como possas, quanto possas, quando possas.

A Terra sairá do caos que a absorve e voltarão o ar puro, a água cristalina, a relva repousante, o trinar dos pássaros, o fulgor do sol e o faiscar das estrelas em nome do Pai Criador e de Jesus, o Salvador Perene de todos nós.

Texto retirado do livro Após a Tempestade,

13 de dez de 2010

REFLEXÕES

A lâmpada queimada

Era véspera de Natal. Em todas as casas havia intensa alegria. Nas ruas, era grande o movimento. Pessoas transitavam com pacotes, entrando e saindo de lojas cheias de compradores e vendedores ansiosos.

O homem e a mulher se aproximaram de um restaurante. A mulher trazia nos olhos o brilho dos que sabem compartilhar alegrias e se sentem felizes com pequenas coisas. Sorria.

O homem se apresentava carrancudo. O rosto marcado por rugas de preocupação. No coração, um tanto de revolta.

Sentaram-se à mesa e, enquanto ela olhava o menu, procurando algo simples e gostoso para o lanche, ele começou a reclamar.

Reclamou de como as coisas não estavam dando certo. Ele tinha investido em um determinado produto em sua loja, contando que as vendas fossem excelentes. Mas não foram.

O produto não era tão atraente assim. Ou talvez fosse o preço. Enfim, o comerciante reclamava e reclamava.

De repente, ele parou de falar. Observou que sua esposa parecia não estar ouvindo o que ele dizia. Em verdade, ela estava mesmo era em outra esfera.

Olhava fixamente para uma árvore de Natal que enfeitava o balcão do pequeno restaurante. Sim, ela não estava interessada na sua conversa.

Ele também olhou na direção do olhar dela e meio de forma mecânica, comentou:

A árvore está bem enfeitada, mas tem uma lâmpada queimada no meio das luzes.

É verdade, respondeu a mulher. Há uma lâmpada queimada. E você conseguiu vê-la porque está pessimista, meu amor. Não conseguiu perceber a beleza das dezenas de outras luzes coloridas que acendem e apagam, lançando reflexos no ambiente.

Assim também com a nossa vida. Você está reclamando da venda do produto que não deu certo e se mostra triste. Mas está esquecido das dezenas de bênçãos que brilharam durante todo o ano para nós. Você está fixando seu olhar na única lâmpada que não iluminou nada.

* * *

Não há dúvida de que acharemos, no balanço das nossas vidas, diversas ocorrências nas quais nos poderemos dizer muito infelizes. Podemos chegar a sentir como se o Mundo ruísse sob os nossos pés.

Porém, a maior tristeza que pode se abater sobre a criatura, multiplicando desditas para o Espírito, é o mau aproveitamento das oportunidades que lhe concede o Criador, para evoluir e brilhar.

Meditemos sobre isso e descubramos as centenas de lâmpadas que brilham em nossos caminhos.

* * *
Ao lado das dores e problemas que nos atingem as vidas, numerosas são as bênçãos que nos oferece a Divindade.

Apliquemo-nos no dom de ver e ouvir o que é bom, belo e positivo.

Contemplemos a noite que se estende sobre a Terra e sem nos determos no seu manto escuro, descubramos no brilho das estrelas, as milhares de lâmpadas que Deus posicionou no espaço para encher de luz os nossos olhos.

Acostumemo-nos a observar e a ver o bem em toda a parte a fim de que a felicidade nos alcance e possamos sentir a presença do Criador, que é amor na sua expressão mais alta, alevantando-nos as vidas.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 4 do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de J.Raul Teixeira, ed. Fráter.

11 de dez de 2010

MOMENTO CEAO

CONVITE PARA A PEÇA DE TEATRO NO CEAO - 18 DE DEZEMBRO

O Teatro Ramiro Gama do CEAO, no dia 18 de Dezembro, sábado , às 19 h, após a reunião pública , fará uma exibição da peça teatral "Era uma vez na Casa Espírita". O texto é baseado na obra "Aconteceu na Casa Espírita" de Manoel Carneiro, pelo Espírito Nora. O ingresso é 1 kg de alimento não perecível. O Centro Espírita Amaral Ornellas está localizado na Rua Dr. leal, 76 , Engenho de Dentro. Não perca!!!!!

10 de dez de 2010

POR DENTRO DO MOVIMENTO ESPÍRITA


CINE DEBATE DO FILME "A MORTE E A VIDA DE CHARLIE"

Trata-se da emocionante história de vida de um jovem, dividido entre o amor pelo seu irmão mais novo, desencarnado, e pela vontade de viver. Logo após o filme, acompanhe o debate com Nadja do Couto Valle e Edivaldo Roberto de Oliveira, que será realizado no dia 19 de Dezembro, domingo, às 10 horas, no Unibanco Artplex, Praia de Botafogo, 316.

Os ingressos serão vendidos antecipadamente na Rua 5 de Julho, 416, em Copacabana, e também na Livraria Joanna de Angelis, que etsá localizada na Rua do Catete , 347, Loja 7- Largo do Machado. O telefone é 2265-2065.

9 de dez de 2010

ESTUDANDO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

O Livro dos Espíritos - Parte Primeira – Capítulo 3 - Criação. Perguntas 40, 41 E 42

40 - Os cometas seriam, como se pensa atualmente, um começo da condensação da matéria, mundos em processo de formação?

– Isso é exato, mas o absurdo é acreditar na influência deles. Quero dizer, na influência que lhes é atribuída vulgarmente, porque todos os corpos celestes influem em certos fenômenos físicos.

41- Um mundo completamente formado pode desaparecer e a matéria que o compõe ser espalhada de novo no espaço?

– Sim, Deus renova os mundos como renova os seres vivos.

42 - Podemos saber o tempo de duração da formação dos mundos, da Terra, por exemplo?

– Não posso te dizer, somente o Criador sabe, e bem louco seria quem pretendesse saber ou conhecer o número dos séculos dessa formação.

7 de dez de 2010

MINUTOS DE SABEDORIA

11

Aprenda a repousar sua mente. A mente cansada não pode pensar direito. Repouse a mente, fazendo o exercício da Higiene Mental, para
conquistar cada vez maior energia e vigor. O cérebro cansado turva o pensamento, e o pensamento é a maior força criadora que existe sobre a terra. Repouse o cérebro, para pensar com acerto e alegria.

Torres Pastorino

6 de dez de 2010

CANTINHO DA POESIA













TEMPO DE NATAL
Maria Dolores

Senhor Jesus!...
Ante o Natal
Que nos refaz na Terra o mais formoso dia,
Somos gratos a todos os irmãos
Que te festejam,
Entrelaçando as mãos
Nas obras do progresso.
Vimos também trazer-te a nossa gratidão
Pela fé que acendeste
Em nosso coração.
Mas, se posso, Jesus, desejo expor-te
O meu pedido de Natal;
Falando de progresso, rogo-te, se possível,
Guiar os homens e as mulheres,
Sejam de qualquer nível,
Para que inventem, onde estejam,
Novos computadores
Que consigam contar
As crianças que vegam nos caminhos,
Sem apoio e sem lar,
E os doentes cansados e sozinhos,
Presos no espaço de ninguém,
Para que se lhes dê todo o amparo do Bem.
Auxilia, Senhor, a humana inteligência
A fabricar foguetes
Dentro de segurança que não erra,
Que possam trasnportar remédio, alimento e socorro,
Onde a dor apareça atribulando a Terra.
Que o mundo te receba as bênçãos naturais,
Doando mais amor aos animais,
Que nunca desampare as árvores amigas,
Não envenene os ares,
Nem tisne as fontes, nem polua os mares,
Que o ódio seja, enfim, esquecido, do todo.
Que a guerra seja posta nos museus,
Que em todos nós impere, o imenso amor de Deus.
Que o teu Natal se estenda ao mundo inteiro
É que, pensando em teu amor,
De cada amanhecer,
Que todos resolvamos a fazer
Um dia novo de Natal...
E que, encontrando alguém,
Possamos repetir, tocados de alegria,
De paz, amor e luz:
- Companheiro, bom dia,
Hoje, também, é dia de Jesus.

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em reunião pública da noite de 25/setembro/82, em Uberaba, Minas

3 de dez de 2010

REFLEXÕES

Significação do Natal e do Ano Novo para Chico Xavier

1 - Você acha que o Natal está perdendo o significado?

Chico: Não, não acredito que esteja perdendo o significado, porque de ano a no todos os cristãos se reúnem, num pensamento só, no recolhimento e na glorificação de Jesus Cristo, como sendo o Embaixador da Paz e do Amor na redenção da Terra. É possível que, com o aumento da população na cidade, com a explosão demográfica, muita gente esteja ainda despercebida do Natal, mas o Natal continua ainda dominando o coração das criaturas.

2- O que representa o Natal para os espíritas?

Chico: A necessidade de nos amarmos uns aos outros, segundo Jesus nos ensinou, perdão das ofensas, o esquecimento das injúrias, o cultivo do trabalho, a fidelidade ao dever, a lealdade aos compromissos assumidos, o lar, a família, a alegria de nos pertencermos uns aos outros, através dos laços da fraternidade. Isto tudo é Natal. É nossa mãe, nosso pai, quando estejam no Plano Espiritual. Natal representa nossos irmãos muito queridos, ainda mesmo aqueles que não se encontrem conosco. É muito amor, muita saudade, mas é, sobretudo, muita união para que se faça o melhor em cada Novo Ano que aparece.

Livro: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário
Autor: Antônio Matte Noroefé

2 de dez de 2010

REUNIÕES PÚBLICAS

Reuniões Públicas - Dezembro de 2010

Terças-feiras, às 14h

Dia 07 -"Nascimento de Jesus " - Maria Fausta

Dia 14 - "Inteligência e Instinto "- L. E. de 71 a 75 - Luiz Fernando

Dia 21 -"O Espiritismo"- Ev. Cap. 1 itens 5 a 7 - Lêda Lúcia

Dia 28 - "A Caminho da Luz " - Ivone Maria


Sextas- feiras, às 20h

Dia 03- "Parábolas dos Talentos"- Ev . Cap. XVI item 6 - Gilberto Marques

Dia 10- "A Verdadeira Propiedade" EV. Cap. XVI tens 9 e 10- Aida Paulo

Dia 17 - "Cartas de Paulo" - Ângela Vidal


Sábados, às 17:30h

Dia 04- "O Cristo"- Ev. Cap 1 Itens 3 e 4 -Ivone Maria

Dia 11- "Aprendendo com André Luiz"- Wantuil Rodrigues

Dia 18 - "O Verdadeiro Sentido do Natal" - Ângela Delou

30 de nov de 2010

CANTINHO DA MÚSICA

Para encerrar o mês de Novembro passamos por aqui com "Água da Vida "

Deliciem-se......




Composição de Elizabete Lacerda Álbum "Filhos das Estrelas" "Água da Vida" , uma fonte de paz! Adorei compor esta canção! Foi inspirada "por Deus

29 de nov de 2010

CANTINHO DA POESIA

GESTOS SIMPLES
Casimiro Cunha

Não te proclamas inútil porque te falte vintém

O amor espontâneo e puro é a fonte de todo o bem

Se o desejo de ajudar é a força com que te afinas,

Resguarda-te na humildade, olha as coisas pequeninas

Toda delonga no auxílio é como luz que se atrasa;

Na exaltação do melhor começa da própria casa

À queixa dos entes caros traze a bênção da esperança:

Suporta com paciência o choro de uma criança

Se um parente vive errado dá-lhe à vida, estranha e louca,

A prece no sentimento e a caridade na boca

Lava o prato que te serve, compõe a roupa da mesa,

Toma a vassoura e protege a formação da limpeza

Na indiferença da rua, por mais pressa em teu caminho,

Estende o braço ao enfermo que segue triste e sozinho

Atravessando a calçada, coopera em favor do asseio

E desloca todo entrave que perturbe o passo alheio

Estira a semente amiga no extenso lençol do chão,

Envolvendo a própria estrada em vida, perfume e pão

Articula, onde estiveres, verbo doce e cristalino

Duas frases de bondade elevam qualquer destino

Não olvides que Jesus, o Mestre da Redenção,

Trouxe a luz do Céu à Terra no ouro do coração.

LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

28 de nov de 2010

ESTUDANDO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

O Livro dos Espíritos, primeira parte, "Das Causas Primárias". Cap.3 CRIAÇÃO – Formação dos mundos - Perguntas 37 a 39.

O Universo compreende a infinidade dos mundos que vemos e não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço e os fluidos que o preenchem.

37. O Universo foi criado ou existe de toda a eternidade como Deus?
— Ele não pode ter sido feito por si mesmo; e se existisse de toda a eternidade, como Deus, não poderia ser obra de Deus.

Comentário de Kardec: A razão nos diz que o Universo não poderia fazer-se por si mesmo, e que, não podendo ser obra do acaso, deve ser obra de Deus.

38. Como criou Deus o universo?
— Para me servir de uma expressão corrente: por sua Vontade. Nada exprime melhor essa vontade todo-poderosa do que estas belas palavras do Gênese: “Deus disse: Faça-se a luz., e a luz foi feita”.

39. Podemos conhecer o modo de formação dos mundos?
— Tudo o que se pode dizer, e que podeis compreender, é que os mundos se formam pela condensação da matéria espalhada no espaço.

BOA LEITURA

No mês de novembro, o nosso Blog indica o livro "Nas Fronteiras da Loucura", de Manoel Philomeno de Miranda - obra psicografada por Divaldo Franco. Trata-se de uma sugestão que recebemos por e-mail da nossa irmã Heloise. Envie a sua indicação para ceaornellas@hotmail.com . Lembre-se de indicar as obras recomendadas pela Federação Espírita Brasileira (Feb). Uma boa leitura!

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA

“É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental”, adverte o venerável Espírito Manoel Philomeno de Miranda, no limiar desta Obra, que contém explicação inicial do Espírito André Luiz, através do médium Francisco Cândido Xavier.
Ao lado do Espírito Bezerra de Menezes, o Autor Espiritual narra suas observações durante o período de um carnaval carioca, abordando várias técnicas obsessivas em casos de abusos e alienações com droga, álcool, sexo, aborto e tentativa de suicídio, demonstrando o trabalho dos Bons Espíritos num Posto de Socorro Central no Mundo Espiritual.
* * *
Mais uma vez, nosso País ver-se-á sacudido pelas grosseiras vibrações do carnaval. Estranhas e perigosas formas de prazer mundano formam o leque de tentações típicas dos festejos momescos. Daí a importância de uma profunda reflexão sobre as graves advertências feitas por nossos mentores em tão expressiva obra que, editada em 1982, não perdeu sua atualidade, embora sejam outras as personagens desses mesmos dramas.

Sempre atento, o autor espiritual acompanha a complexa estrutura de socorro às vítimas de cruéis obsessores que, na surdina, espreitam os imprevidentes que se multiplicam assustadoramente nesse período de tormentosos acidentes morais. Sob a liderança enérgica e amorosa do venerável Bezerra de Menezes, grupos organizados de espíritos benfeitores desdobram-se na proteção de foliões, quase sempre jovens à cata de sensações, que sucumbem aos apelos do álcool, das drogas e do sexo livre.

Essas operações de apoio fraterno atendem às preces fervorosas dos entes queridos dessas presas fáceis que podem, ante o peso de influências deletérias, chegarem à insanidade mental e a crimes de diversos contornos. Os primeiros capítulos tratam do nefando ato do aborto. O duelo mental entre a mãe irresponsável e o ser desejoso de reencarnar é de extrema angústia em cenário de sombras e desvarios, que culmina em terrível simbiose obsessiva, acarretando inenarráveis sofrimentos para ambos.

A bênção da maternidade, que poderia escrever um épico de amor, dilui-se sob a cáustica do ódio, matriz de perturbações seculares. Sempre sob a tutela de Bezerra, Manoel Philomeno de Miranda descreve, com detalhes surpreendentes, as inteligentes maquinações dos agentes das trevas na montagem das armadilhas onde caem os incautos.

Só os que se ligam às esferas superiores do pensamento conseguem escapar pelas vias iluminadas da oração. Denuncia as táticas de perseguição em que o vampirismo é a ferramenta macabra desses processos demoníacos. Nesse intercâmbio psíquico de baixo nível faz-se a hipnose irresistível que produz as conseqüências nefastas em números crescentes detectados pelas estatísticas que escandalizam nossa sociedade.

É tão alarmante o fenômeno, que a acumulação dessas forças degradantes formam largas faixas de vibrações mais fortes (...). Segundo o autor, a espessura dessas faixas, sobre essas regiões, pode atingir alguns quilômetros acima da superfície do Planeta. É o produto da fúria carnavalesca, irradiações dos que participam ativamente enlouquecidos (...).

Bezerra aconselha aos espíritas que meditem na necessidade de se ocupar o precioso tempo desses dias em atividades construtivas no campo da promoção social e do estudo doutrinário, dignificando a vida na busca dos valores espirituais, fugindo ao báratro dos apelos animalizados.

No capítulo 26, o iluminado benfeitor aborda considerações e preparativos para ressaltar a importância das casas espíritas nas atividades socorristas, mormente nas reuniões mediúnicas, na difícil tarefa do amparo cristão aos náufragos desse tempestuoso oceano de loucuras generalizadas, a fim de enlaçá-los, agressores e agredidos, nas suaves vibrações do perdão e da fraternidade.

Nas Fronteiras da Loucura é obra única no gênero que deve ser alvo de acurado estudo individualizado ou em grupamentos formados por pessoas sinceramente interessadas no aprofundamento dos terríveis processos obsessivos que se iniciam nos dias das mentirosas alegrias do carnaval e se estendem, por tempo indeterminado, levando ao agravamento do carma de grande massa humana, que podem chegar aos nossos lares fazendo tombar aqueles que se ligam aos nossos corações.

Carlos Augusto de São José
Fonte: Jornal Mundo Espírita - Fevereiro/2008

26 de nov de 2010

VIOLÊNCIA NO RIO

Nos últimos dias, passamos a acompanhar as notícias sobre a violência no Rio. Sem dúvida, o medo e os comentários invadiram a nossa rotina. De imediato e sem pedir licença, acabaram se instalando em nossos pensamentos. Como deveremos agir nesse momento? Selecionamos uma mensagem de Bezerra de Menezes que ressalta a importância de pensarmos em Jesus.

JESUS É O EXEMPLO

Os homens, em sua grande maioria, acusam a violência, mas nada fazem para expulsar as reações violentas dos seus atos. Empregam, constantemente, violência nos seus julgamentos, nas suas palavras, esquecendo-se, apesar de se dizerem cristãos, dos exemplos de mansuetude de Nosso Mestre Jesus.

A maior culpa de termos o nosso planeta Terra repleto de violência cabe a cada homem que não se compenetrou de que o Evangelho de Jesus deve ser o roteiro dos nossos dias. Se nos lembrarmos de cumprir o mandamento nele contido de amar os inimigos, com toda certeza eliminaremos o negativismo que campeia em nossos dias.

O problema do medo e da insegurança reside na falta de compreensão de que o destino de qualquer espírito é evoluir infinitamente para a perfeição.

A fim de que nossos passos sejam firmes e seguros, não nos esqueçamos: Jesus é o Exemplo.

Autor: Bezerra de Menezes Psicografia de Adde Aguiar de Almeida

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A LENHA

Essa lenha pobre e seca, que se entrega com bondade, é sugestão do caminho e exemplifica a humildade. Já pensaste em seu passado? Um lenho seco... que era? Talvez o galho mais lindo dos dias da primavera. Quem sabe? talvez um tronco, terno abrigo nos caminhos, um palácio nobre e verde de flores e passarinhos.
No entanto, em missão de auxílio, com santa resignação, não se nega a cooperar nas máquinas de carvão. Em noite chuvosa e fria, ela é a doce companheira que aquece as recordações, crepitando na lareira. Ao seu calor, os mais velhos acham prazer na lembrança; os mais moços a alegria de comentar a esperança. Morrendo animosamente, em chamas de luz e graça, ela sabe que é de Deus, por isso trabalha e passa. Se viveu rindo e cantando, entre seivas e prazeres, com os mesmos encantamentos, cumpre os últimos deveres.
Ah! quão poucos na jornada convertem reminiscências em calor, vida e perfume de novas experiências!... Mas chega o dia em que o homem, sem combater, sem negar-se, precisa, como essa lenha, da coragem de apagar-se.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

MINUTOS DE SABEDORIA

10

Modifique seu modo de pensar, para que sua saúde se firme e
se estabeleça. Pare de queixar-se de doenças! A doença é aumentada pela nossa emissão mental negativa. Expulse a enfermidade, confiando em sua cura! Você pode curar-se! Você está melhorando cada dia mais, sob todos os pontos de vista.

Torres Pastorino


24 de nov de 2010

A PONTE

O homem andava pelo caminho árido. Longo era o percurso a vencer. Chegou afinal a um ponto onde pensou que não poderia prosseguir. Enorme abismo se apresentava à frente. Como transpô-lo? Sentou-se desolado à beira da garganta escancarada.
E agora? Então olhou para sua direita e divisou um pouco além de onde se encontrava, o perfil de uma ponte. Ébrio de contentamento, dirigiu-se para lá. As forças lhe voltaram e ele, satisfeito, caminhou sobre o abismo de rochas nuas, seguro, graças à ponte.
São variadas as pontes no mundo e, algumas, famosas. A Golden Gate em São Francisco; a Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Rio-Niterói; a Ponte da Amizade, ligando Brasil e Paraguai; a Ponte Neuf, em Paris. Diferentes em largura, comprimento e arquitetura. Todas, no entanto, traço de união entre duas extremidades distantes. Você já pensou alguma vez se tornar uma ponte? Ponte entre Deus e os homens, entre a luz e as sombras?
Um hífen de luz entre a dor e o medicamento precioso, entre o desalentado e o consolo, entre o faminto e o alimento? Estenda suas mãos e aja. Enquanto muitos reclamam das distâncias, estenda os braços e estabeleça a ponte da fraternidade. Quando vários gritam em face do caos que impera, estenda a ponte da organização e da disciplina. Seja uma ponte entre a miséria e o trabalho digno, convidando os companheiros que seguem com você, a se engajarem em ocupação útil que garante o pão, o abrigo, a nobreza de servir. Lembre que entre os homens e Deus, Jesus, o Divino Amigo ainda hoje permanece de braços abertos, conforme Ele mesmo afirmou: Tudo que pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vos dará.
* * *
Estêvão, o primeiro mártir do Cristianismo tornou-se uma ponte entre Jesus e o Apóstolo Paulo, filtrando o pensamento do Cristo, para que as epístolas traduzissem as recomendações do Mestre aos núcleos nascentes da Boa Nova.
Chico Xavier fez da sua existência uma ponte entre o mundo visível e invisível, fazendo sol nas almas, encurtando as distâncias da saudade.
A exemplo dele, pontes se multiplicam no mundo, na ação de homens e mulheres que se anulam em benefício do próximo.
Madre Teresa de Calcutá, Alberto Schweitzer, Irmã Dulce. Sem falar nos professores que estabelecem a ponte entre o livro e a ignorância, descerrando os caminhos da cultura. Médium, servidor, amigo, irmão. Onde esteja, torne-se uma ponte de amor, de alegria, de serviço.
* * *
Deus vive, manifesta e dilata o Seu amor através das criaturas. Onde você estiver, Ele se manifestará. Permita que os outros O sintam através de você, da sua ação, da sua palavra e da sua expressão. Pense nisso. Mas pense, agora!

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.
Em 03.11.2009.

22 de nov de 2010

CANTINHO DA POESIA

A ESCOLA DE JESUS CONVIDA
Casemiro Cunha

Se desejas luz e paz,

Eis, meu amigo, que insisto,

Na tua vinda, hoje mesmo,

A Escola de Jesus Cristo.

Ruge ainda a tempestade?

Não te perturbes, não temas.

O Evangelho é o templo vivo

Que nos resolve os problemas.

Perdeste tudo em derrotas

Da ambição arrasadora?

Vem renovar teus caminhos,

Partindo da Manjedoura.

Tens aflições, amargura,

Tristezas, enfermidade?

Vem ouvir os pareceres

Do Médico de Verdade.

O sofrimento, o cansaço,

Parecem longos, sem fim?

Escuta o convite eterno,

Repetindo: – “Vinde a Mim!...”

Tens sede de compreensão

Carinhosa e compassiva?

Recorda que, há dois mil anos,

Corre a Fonte da Água Viva.

Queres a vida risonha

Num mar de alegria e flores?

Procura a simplicidade

Dos filhos dos Pescadores.

Sentes dúvidas, anseias,

Quanto à luz dos fins supremos?

Volve ao Messias, embora

No impulso de Nicodemos.

Caíste? Esquece a mentira

Com que ainda te aconselhas.

Coloca os pés noutro rumo,

Busca a Porta das Ovelhas.

Se te envolve a sombra extensa

Da lágrima tormentosa,

Lembra os bens que floresceram

Sobre a Via Dolorosa.

Se padeces a tortura

Do espírito solitário,

Console-te a glória eterna

Que resplendeu no Calvário.

A luta tem sido um fardo

Para a tua alma oprimida?

Atende a Cristo e acharás

Caminho, Verdade e Vida.

Vem à Escola do Evangelho

Da caridade e da luz,

O livro é teu coração,

O Mestre Amado é Jesus.

Apenas recomendamos

Que, antes de entrar, meu irmão,

Deixes, lá fora, as sandálias

Com que adoraste a ilusão.

Livro Cartas do Evangelho - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

21 de nov de 2010

BIOGRAFIA

AMÉLIA RODRIGUES

Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues nasceu em 26 de maio de 1861 na Fazenda Campos, situada em Freguesia de Oliveira dos Campinhos, Município de Santo Amaro da Purificação, Estado da Bahia. Enquanto encarnada foi uma notável poetisa, professora emérita, escritora consagrada e teatróloga, ou seja, um legítimo expoente cultural das Letras da Bahia. Desde sua infância já mostrava sua elevada condição espiritual, tendo começado a escrever poesias aos 12 anos.

Em 1891, graças à sua capacidade para lecionar e ao seu amor à causa do ensino, foi transferida para Salvador e lotada na Escola Central do Bairro Santo Antônio. Um de seus alunos, adolescente ainda, em 1905, foi selecionado para lecionar inglês pelo sistema do filósofo Spencer. Amélia Rodrigues não só o ajudou a compreender o pensamento daquele filósofo, como complementou o seu aprendizado. Disse a ele: "O jovem precisa de educação moral, que é o princípio fundamental da disciplina social; sem apelar para o coração, educar é formar no homem as mais duradouras forças da ordem social".

O pensamento de Amélia Rodrigues se identifica com o pensamento de Fénelon, contido em "O Evangelho Segundo o Espiritismo": "Educar é formar homens de Bem, e não apenas instruí-los".
Aposentada, não abdicou de seu ideal de ensinar. Retornou ao magistério de forma ainda mais marcante. Fundou o Instituto Maternal Maria Auxiliadora, que mais tarde transformou-se na "Ação dos Expostos."

Dedicou-se ao jornalismo como colaboradora das publicações religiosas "O Mensageiro da Fé", "A Paladina" e "A Voz". Escreveu algumas peças teatrais, entre as quais "Fausta" e "A Natividade". É autora dos poemas "Religiosa Clarisse" e "Bem me queres". Além de mostrar claramente sua ideologia abolicionista, produziu ainda obras didáticas, literatura infantil e romances.
Desencarnou em Salvador em 22 de agosto de 1926.No Plano Espiritual, continuou seu trabalho esclarecedor e educativo, baseado no Evangelho de Jesus, fonte inspiradora de suas obras quando encarnada.

Encontrou na Espiritualidade - seara infinita da imortalidade - maior expansão para seu espírito sequioso de conhecimento e faminto de amor, dando vazão aos anseios mais nobres. Aprofundou-se na mensagem de Jesus e, na atualidade, participa da falange de Joanna de Angelis, mentora de Divaldo Pereira Franco. Pela psicografia do abnegado trabalhador, vem trazendo páginas de beleza intraduzível que abordam os mais variados assuntos sobre o Evangelho, seu tema predileto, de onde extrai lições edificantes para aqueles que estão cansados e sobrecarregados, necessitados de orientação e de consolo.

Fonte: Até o Fim dos Tempos
Amélia Rodrigues (espírito) / psicografia de Divaldo Franco
Editora LEAL, publicado em 2000.

20 de nov de 2010

ESTUDANDO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

O Livro dos Espíritos, primeira parte, "Das Causas Primárias". Cap.2 ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO – Espaço Universal - Perguntas 35 a 36.

35. O espaço universal é infinito ou limitado?

— Infinito. Supõe limites para ele: o que haveria além ? Isto confunde a tua razão, bem o sei, e, no entanto, a razão te diz que não pode ser de outra maneira. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas; não é na vossa pequena esfera que o podeis compreende(1).

Comentário de Kardec: Supondo-se um limite para o espaço, qualquer que seja a distância a que o pensamento possa concebê-lo, a razão diz que, além desse limite, há alguma coisa. E assim, pouco a pouco, até o infinito, porque essa alguma coisa, mesmo que fosse o vazio absoluto, ainda seria espaço.

36. O vazio absoluto existe em alguma parte do espaço universal?

— Não, nada é vazio. O que é vazio para ti, está ocupado por uma matéria que escapa ao teus sentidos e aos teus instrumentos(2)

(1) As variações de tratamento, ora na segunda pessoa do singular, ora na segunda pessoa do plural, correspondem aos momentos em que o Espírito se referia ao interlocutor, pessoalmente, a todos os presentes, ou ainda a toda a Humanidade. (N. do T.)

(1) Todos estes princípios estão hoje comprovados pela investigação científica, mesmo no campo do mais ortodoxo materialismo. Veja-se o livro El Cosmos y sus siete cstudus, de Vasiliev c Staniukovich, Editorial Paz, Moscou, tradução castelhana. (N. do T.)

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A FLOR

Olhai os lírios do campo vestidos de aroma e luz!... Este apelo vem do ensino do Evangelho de Jesus. O Mestre ensinou que a flor, sem qualquer preocupação, é mais rica e mais formosa que a pompa de Salomão. Diversos homens sem Cristo, de mente pobre e enfermiça, supuseram nesse apelo a exaltação da preguiça.
A lição, porém é outra: A força de sua essência louva em tudo, antes de tudo, o trabalho e a obediência. Bem poucos homens reparam que na selva, ou no jardim, toda flor revela e guarda harmonia até o fim. Sua doce formosura é bem que nunca se esvai, enfeitando os aposentos da Casa de Nosso Pai. Se alguém a separa da haste, quando nada mais lhe resta, completa com a sua dor, os júbilos de uma festa. No lamaçal, nas estufas, na miséria ou na opulência, a alegria harmoniosa é a vida de sua essência.
A flor pequenina e frágil, que nasce e perfuma à-toa, revela que em toda a parte a vida é formosa e boa. O que é preciso é guardar, na aspereza mais sombria, a fé no Pai de Bondade ao ritmo da alegria.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

18 de nov de 2010

MINUTOS DE SABEDORIA

9
Nossa mente está mergulha da na Mente Divina que sustenta os universos infinitos. Nossa força mental permanece impregnada da Força Mental divina, que está em toda a parte ao mesmo tempo. Procure manter-se unido a essa Força Infinita, e jamais será derrotado.Você tem esse poder: confie! Você vencerá em toda a linha, se o quiser.

Torres Pastorino

17 de nov de 2010

REFLEXÕES

A PAZ EM VOCÊ

A palavra paz costuma estar nos discursos de todas as pessoas.

Seja o político influente, o religioso, a mãe de família, o patrão ou o empregado, todos afirmam desejar a paz.

Contudo, é comum a percepção de que a paz é algo que se produz no exterior e por obra de outros.

Deseja-se a paz à custa de atos alheios.

Se ela não se faz presente, entende-se que a culpa é de terceiros.

Culpa-se o governo pelos estrépitos das ruas.

Culpam-se os políticos pela cultura de desonestidade que prejudica a tranquilidade.

Sempre são os outros os responsáveis.

Entretanto, toda realização legítima e duradoura começa no indivíduo.

As ideias surgem nas mentes de alguns, alastram-se, convertem-se em atos e gradualmente tomam corpo no meio social.

Toda conquista positiva perfaz esse caminho para se converter de ideia de poucos em realidade de muitos.

Com a paz não pode ser diferente.

Mas, em relação a ela, ainda há uma peculiaridade.

A genuína pacificação se opera no íntimo do ser.

O exterior tumultuado pode constituir um desafio à preservação da harmonia interior.

Ocorre que o silêncio do mundo não induz à paz interna.

Em geral, quem tem a consciência pesada busca se agitar bastante, a fim de não se deter na própria realidade.

Como algo interno, a paz legítima é uma construção pessoal e intransferível.

Ninguém se pacifica à custa do semelhante.

Um ser iluminado pode dar exemplos, conselhos e lições.

Contudo, pacificar-se é um processo de dignificação, que só o próprio interessado pode realizar.

Ele pressupõe a compreensão de que atos indignos sempre têm tristes consequências.

Ninguém adquire plenitude interior sem agir com dignidade e sem dominar seus pensamentos e sentimentos.

A entrega ao crepitar das paixões apenas complica a existência.

Os gozos mundanos são momentâneos, ao passo que a lembrança do que se fez dura bastante.

Não há como viver em paz e desfrutar de vantagens indevidas, prejudicar os semelhantes e fazer o que a consciência reprova.

O requisito básico da paz é a tranquilidade de consciência.

Para isso, é preciso tornar-se senhor da própria vontade.

Hábitos de longa data não somem em um repente.

Enquanto eles são dominados, a vontade precisa ser firme.

Para não viver torturado por desejos ilícitos, também se impõe deter o olhar no que de belo há no mundo.

Sem angústia, mas com a firme intenção de corrigir-se aos poucos, direcionar a própria atenção e o próprio querer para atividades dignas.

Devagar, surge o prazer de ser trabalhador, digno e bondoso.

Como resultado, faz-se a paz no íntimo do ser.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita
Em 19.03.2010

CANTINHO DA MÚSICA

Trouxemos o vídeo da música "O Divino Irmão" , cantada por Allan Filho, no programa Despertar Espírita - produzido pelo Clube de Arte e exibido no dia 02 de maio de 2010.

16 de nov de 2010

RADIO RIO DE JANEIRO

OS MENSAGEIROS
Desta vez, viemos recomendar o programa "Os Mensageiros", que é apresentado na Rádio Rio de Janeiro (1400KHz AM), de segunda à sexta de 11h às 11:30h. É um resumo, maravilhosamente comentado, por Berenice Lima e Deuza Nogueira, do famoso livro "Os Mensageiros", ditado por André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier. Aproveitamos para lembrar que o nosso centro é um posto arrecadador da Rádio Rio de Janeiro.

14 de nov de 2010

REFLEXÕES

UM ALUNO DIFERENTE

A professora levou seus alunos até os jardins do colégio para lhes falar sobre a natureza mostrando-lhes a natureza viva.

Aproximou-se de um flamboyant, coalhado de flores, e perguntou aos alunos que árvore era aquela.

Alguns, disseram que era uma árvore, apenas. Outros, que aquela árvore era um flamboyant, pois em sua casa havia um semelhante.

Uma menina falou que os flamboyants só servem para fazer sujeira na calçada, quando derrubam as flores, pois isso é o que sua mãe diz sempre.

Um garoto disse que seu pai havia cortado um, recentemente, pois suas raízes racharam o muro de seu quintal.

Mas Pedro, menino de alma sensível, começou dizendo que via ali muito mais que uma árvore.

Disse que via as flores, muito belas por sinal, mas que também podia sentir seu suave perfume.

Chamou atenção para as abelhas que pousavam de flor em flor, e também dos pássaros que buscavam refúgio em seus galhos aconchegantes.

Lembrou que todos estavam sob a sombra generosa que as folhas propiciavam, e apontou para alguns insetos que passeavam, ligeiros, pelo tronco gentil.

Falou, ainda, das muitas vidas que encontram guarida naquele flamboyant desprendido, como liquens, musgos, pequenas bromélias e outras tantas formas de vida que se podia perceber.

“Eis o que percebo, professora”, falou Pedro, com a espontaneidade de um pequeno-grande poeta.

A educadora, ainda embevecida com a aula que acabara de receber, falou amavelmente: “você tem razão, Pedro. Definir este pequeno universo simplesmente como uma árvore, é matar toda a sua grandeza e majestade.”

Existem pessoas que não percebem os flamboyants floridos em praças, bosques e ruas. Elas são muito ocupadas para perder tempo com coisas sem importância.

Tem pessoas que definem flores e folhas apenas como sujeira indesejável.

Outras preferem cortar árvores de dezenas de anos, para que não rachem seus muros e calçadas de cimento.

Existem também aquelas para as quais os flamboyants representam alguns cifrões. Cortados, poderiam oferecer madeira para lenha ou se transformar em belos móveis.

E há aquelas pessoas, como o pequeno Pedro, que vêem muito mais que uma simples árvore. Vêem o autógrafo do Criador, na majestosa obra da natureza.

E você, a que grupo de pessoas pertence?

Reverenciar a vida é respeitá-la na sua mais ampla forma de expressão.

Albert Schweitzer, o notável e mundialmente famoso missionário, médico, musicista e filósofo da Alsácia, conta, em seu livro autobiográfico intitulado minha infância e mocidade:

“Achava inconcebível antes mesmo de freqüentar a escola que, na oração da noite, só me mandassem rezar pelos homens.

Por isso, depois de mamãe orar comigo e dar-me o beijo de boa noite, eu acrescentava, por conta própria, uma pequena oração suplementar, de minha autoria, em nome de todos os seres humanos, dizendo:

Bom Deus, protegei e abençoai tudo o que respira, preservai-nos do mal e fazei-nos dormir tranqüilamente!”

Um garoto de apenas sete anos de idade, com uma consciência lúcida sobre o que é reverenciar a vida.

Apenas um menino, mas certo de que amar a Deus sobre todas as coisas quer dizer, em primeiro lugar, respeitar sua obra, e todas as coisas por ele criadas.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro “Minha infância e mocidade”, de Albert Schweitzer, Edições Melhoramentos, São Paulo.

13 de nov de 2010

RÁDIO RIO DE JANEIRO

No dia 14 de novembro,domingo, a Rádio Rio de Janeiro realizará a X Feira da Integração Funtarso / Casas Espíritas. O evento será às 10 horas no Abrigo Tereza de Jesus, na Rua Ibituruna, 53 - Tijuca. O nosso Centro estará presente em duas barracas na Feira. Para participar é preciso levar 1 kg de alimento não perecível. Mais informações pelo telefone 3386-1400. Venha colaborar! Participe

11 de nov de 2010

MINUTOS DE SABEDORIA

8

Cada um de nós é responsável por seus atos. Por que vai desanimar, pelo que os outros fizeram a você? Que tem você que ver com isso? Siga à frente, ainda que o mundo inteiro esteja contra você. Você há de vencer, mesmo que fique sozinho. Continue sem desânimo, por que você é o único responsável por seus atos.

Torres Pastorino

10 de nov de 2010

REFLEXÕES

À PROCURA DE DEUS

Uma velha narrativa indígena fala de um homem que, certo dia, sentiu uma grande necessidade de Deus. Então, dentro de sua alma, sussurrou: “Deus, fale comigo. Preciso imensamente ouvir sua voz”.

No mesmo instante, no galho próximo, o canto de um rouxinol encheu a natureza. O homem não se apercebeu da beleza do canto, nem da mensagem que vinha na musicalidade canora e repetiu: “Deus, fale comigo!”

Nesse instante, a natureza modificou sua feição e um trovão ecoou nos céus. Ainda assim, o homem foi incapaz de ouvir. Olhou em volta e disse: “Deus, deixe-me vê-Lo”.

E uma estrela brilhou no céu. Logo mais, milhões de pequenas lanternas brilharam por todo o manto da noite. A lua se desfez em luz de prata e se espelhou nas águas do lago.

Mas o homem não notou. Agora, quase desesperado, começou a falar mais alto: “Deus, mostre-me um milagre”. E uma criança nasceu. Contudo, o homem não sentiu o pulsar da vida no novo ser que surgia, esperançoso.
O homem começou a chorar.

“Deus”, disse, “sinto-me tão só. Toque-me e deixe-me sentir que Você está aqui comigo...” E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro, abrindo e fechando as asas multicoloridas. O homem levantou o ombro e a espantou.

O estudo da natureza nos mostra, em todos os lugares, a ação de uma vontade oculta. Por toda parte a matéria obedece a uma força que a domina, organiza e dirige. O espetáculo da natureza, o aspecto dos céus, das montanhas, dos mares apresentam ao nosso Espírito a idéia de um Deus oculto no Universo.

Em cada um de nós existem fontes ocultas de onde podem brotar ondas de vida e de amor, virtudes, potências inumeráveis.

É aí, nesse santuário íntimo que se pode procurar Deus. Deus está em nós. As almas refletem Deus como as gotas do orvalho da manhã refletem os fogos do sol, cada uma delas segundo o seu próprio brilho e o grau de pureza.

É dentro de si mesmos que todos os homens de gênio, os grandes missionários e os profetas conheceram Deus e Suas Leis e as revelaram aos povos da Terra.

É consolador e doce poder caminhar na vida com a fronte levantada para os céus, sabendo que, mesmo nas tempestades, no meio das mais cruéis provas, nos fundos cárceres, como à beira dos abismos, uma Providência, uma Lei Divina paira sobre nós.

Um Pai que observa os nossos atos e que, de nossas lutas, de nossas lágrimas, faz sair a nossa própria glória e a nossa felicidade.

É nesses pensamentos que está toda a força do Homem de Bem.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto Prece indígena, do livro By San Etioy, recebido pela Internet, e no cap. IX – 2ª parte do livro Depois da morte, de Léon Denis, ed. Feb.

9 de nov de 2010

CANTINHO DA MÚSICA

NA PORTA DE DAMASCO
Esta semana trouxemos o vídeo "Na Porta de Damasco" para nosso deleite espiritual.
É só ouvir e aproveitar !!!!!!



APROVEITAMOS PARA LEMBRAR QUE OS ENSAIOS DO CORAL SÃO AOS SÁBADOS DE 16:45 ÀS 17:15 HS