7 de jun de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

Estudando a Doutrina Espírita, acabamos por perceber a necessidadede realizar a reforma íntima. Em alguns momentos, preocupamo-nos em potencializar as qualidades já adquiridas em nossas existências. Noutros, o alvo de nossas preocupações está direcionado às más tendências, ainda presentes em nossa personalidade. E, nessa viagem em busca do auto-conhecimento, é necessário que passemos a incluir a preocupação com a Natureza. Dessa forma, em relação ao meio ambiente, seria possível usufruir, sem destruir? Existiria alguma diferença entre a destruição necessária e a destruição abusiva? Para inaugurar o nosso cantinho sobre Espiritismo e Ecologia, escolhemos um texto de André Luiz, presente no livro Conduta Espírita.

PERANTE A NATUREZA

"De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo, quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire. A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.

Preservar a pureza das fontes e a fertilidade do solo. Campo ajudado, pão garantido.

Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a arborização e o reflorestamento. A vida vegetal é moldura protetora da vida humana.

Prevenir-se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos,o abate desordenado das árvores generosas e o explosivo na pesca. O respeito à Criação constitui simples dever.

Utilizar o tesouro das plantas e das flores na ornamentação de ordem geral, movimentando a irrigação e a adubagem na preservação que lhes é necessária. O auxílio ao vegetal exprime gratidão naquele que lhe recebe os serviços.

Eximir-se de reter improdutivamente qualquer extensão de terra sem cultivo ou sem aplicação para fins elevados. O desprezo deliberado pelos recursos do solo significa malversação dos favores do Pai.

Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas medicinais. Toda a farmacopéia vem dos reservatórios da Natureza.

Furtar-se de mercadejar criminosamente com os recursos da Natureza encontrados nas faixas de terra pelas quais se responsabilize.

O mordomo será sempre chamado a contas.

“Pois somos cooperadores de Deus”. – Paulo ( I Coríntios, 3:9)

Livro Conduta Espírita
Francisco Cândido Xavier / André Luiz

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