31 de out de 2010

BIOGRAFIA


Como consideramos outubro o mês das crianças, selecionamos a biografia de alguém que teve importância fundamental para os pequenos: Anália Franco.

Nascida na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 1856, e desencarnada em S. Paulo, no dia 13 de janeiro de 1919. Seu nome de solteira era Anália Emília Franco. Após consorciar-se em matrimônio com Francisco Antônio Bastos, seu nome passou a ser Anália Franco Bastos, entretanto, é mais conhecida por Anália Franco.
Com 16 anos de idade entrou num Concurso de Câmara dessa cidade e logrou aprovação para exercer o cargo de professora primária. Trabalhou como assistente de sua própria mãe durante algum tempo. Anteriormente a 1875 diplomou-se Normalista, em S. Paulo.
Foi após a Lei do Ventre Livre que sua verdadeira vocação se exteriorizou: a vocação literária. Já era por esse tempo notável como literata, jornalista e poetisa, entretanto, chegou ao seu conhecimento que os nascituros de escravas estavam previamente destinados à "Roda" da Santa Casa de Misericórdia. Já perambulavam, mendicantes, pelas estradas e pelas ruas, os negrinhos expulsos das fazendas por impróprios para o trabalho. Não eram, como até então "negociáveis", com seus pais e os adquirentes de cativos davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre.
Anália escreveu, apelando para as mulheres fazendeiras. Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer as criancinhas necessitadas. Num bairro duma cidade do norte do Estado de S. Paulo conseguiu uma casa para instalar uma escola primária. Uma fazendeira rica lhe cedeu a casa escolar com uma condição, que foi frontalmente repelida por Anália: não deveria haver promiscuidade de crianças brancas e negras.
Diante dessa condição humilhante foi recusada a gratuidade do uso da casa, passando a pagar um aluguel. A fazendeira guardou ressentimento à altivez da professora, porém, naquele local Anália inaugurou a sua primeira e original "Casa Maternal". Começou a receber todas as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou apanhadas nas moitas e desvios dos caminhos.
A fazendeira, abusando do prestígio político do marido, vendo que a sua casa, embora alugada, se transformara num albergue de negrinhos, resolveu acabar com aquele "escândalo" em sua fazenda. Promoveu diligências junto ao coronel e este conseguiu facilmente a remoção da professora.
Anália foi para a cidade e alugou uma casa velha, pagando de seu bolso o aluguel correspondente à metade do seu ordenado. Como o restante era insuficiente para a alimentação das crianças, não trepidou em ir, pessoalmente, pedir esmolas para a meninada. Partiu de manhã, à pé, levando consigo o grupinho escuro que ela chamava, em seus escritos, de "meus alunos sem mães". Numa folha local anunciou que, ao lado da escola pública, havia um pequeno "abrigo" para as crianças desamparadas. A fama, nem sempre favorável da novel professora, encheu a cidade.
A curiosidade popular tomou-se de espanto, num domingo de festa religiosa. Ela apareceu nas ruas com seus "alunos sem mães", em bando precatório. Moça e magra, modesta e altiva, aquela impressionante figura de mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou-se o escândalo do dia. Era uma mulher perigosa, na opinião de muitos. Seu afastamento da cidade principiou a ser objeto de consideração em rodas políticas, nas farmácias. Mas rugiu a seu favor um grupo de abolicionistas e republicanos, contra o grande grupo de católicos, escravocratas e monarquistas.
Com o decorrer do tempo, deixando algumas escolas maternais no Interior, veio para S. Paulo. Aqui entrou brilhantemente para o grupo abolicionista e republicano. Sua missão, porém, não era política. Sua preocupação maior era com as crianças desamparadas, o que a levou a fundar uma revista própria, intitulada "Álbum das Meninas", cujo primeiro número veio a lume a 30 de abril de 1898. O artigo de fundo tinha o título "Às mães e educadoras". Seu prestígio no seio do professorado já era grande quando surgiram a abolição da escravatura e a República. O advento dessa nova era encontrou Anália com dois grandes colégios gratuitos para meninas e meninos. E logo que as leis o permitiram, ela, secundada por vinte senhoras amigas, fundou o instituto educacional que se denominou "Associação Feminina Beneficente e Instrutiva", no dia 17 de novembro de 1901, com sede no Largo do Arouche, em S. Paulo.
Em seguida criou várias "Escolas Maternais" e "Escolas Elementares", instalando, com inauguração solene a 25 de janeiro de 1902, o "Liceu Feminino", que tinha por finalidade instruir e preparar professoras para a direção daquelas escolas, com o curso de dois anos para as professoras de "Escolas Maternais" e de três anos para as "Escolas Elementares".
Anália Franco publicou numerosos folhetos e opúsculos referentes aos cursos ministrados em suas escolas, tratados especiais sobre a infância, nos quais as professoras encontraram meios de desenvolver as faculdades afetivas e morais das crianças, instruindo-as ao mesmo tempo. O seu opúsculo "O Novo Manual Educativo", era dividido em três partes: Infância, Adolescência e Juventude.
Em 10 de dezembro de 1903, passou a publicar "A Voz Maternal", revista mensal com a apreciável tiragem de 6.000 exemplares, impressos em oficinas próprias.
A Associação Feminina mantinha um Bazar na rua do Rosário n.o. 18, em S. Paulo, para a venda dos artefatos das suas oficinas, e uma sucursal desse estabelecimento na Ladeira do Piques n.o. 23.
Anália Franco mantinha Escolas Reunidas na Capital e Escolas Isoladas no Interior, Escolas Maternais, Creches na Capital e no Interior do Estado, Bibliotecas anexas às escolas, Escolas Profissionais, Arte Tipográfica, Curso de Escrituração Mercantil, Prática de Enfermagem e Arte Dentária, Línguas (francês, italiano, inglês e alemão); Música, Desenho, Pintura, Pedagogia, Costura, Bordados, Flores artificiais e Chapéus, num total de 37 instituições.
Era romancista, escritora, teatróloga e poetisa. Escreveu uma infinidade de livretos para a educação das crianças e para as Escolas, os quais são dignos de serem adotados nas Escolas públicas.
Era espírita fervorosa, revelando sempre inusitado interesse pelas coisas atinentes à Doutrina Espírita. Produziu a sua vasta cultura três ótimos romances: "A Égide Materna", "A Filha do Artista", e "A Filha Adotiva". Foi autora de numerosas peças teatrais, de diálogos e de várias estrofes, destacando-se "Hino a Deus", "Hino a Ana Nery", "Minha Terra", "Hino a Jesus" e outros.
Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, adquirir a "Chácara Paraíso". Eram 75 alqueires de terra, parte em matas e capoeiras e o restante ocupado com benfeitorias diversas, entre as quais um velho solar, ocupado durante longos anos por uma das mais notáveis figuras da História do Brasil: Diogo Antônio Feijó.
Nessa chácara fundou Anália Franco a "Colônia Regeneradora D. Romualdo", aproveitando o casarão, a estrebaria e a antiga senzala, internando ali sob direção feminina, os garotos mais aptos para a Lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de mulheres.
A vasta sementeira de Anália Franco consistiu em 71 Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital.
Sua desencarnação ocorreu precisamente quando havia tomado a deliberação de ir ao Rio de Janeiro fundar mais uma instituição, idéia essa concretizada posteriormente pelo seu esposo, que ali fundou o "Asilo Anália Franco".
A obra de Anália Franco foi, incontestavelmente, uma das mais salientes e meritórias da História do Espiritismo.

FONTE: http://www.espiritismogi.com.br/biografias/Analia.htm

30 de out de 2010

REUNIÕES PÚBLICAS DE NOVEMBRO DE 2010

TERÇAS-FEIRAS, 14 Hs

Dia 02- A morte existe? - Maria Fausta
Dia 09- Perda dos Entes Queridos - LE 934 à 936- Luiz Fernando
Dia 16 - A Ingratidão dos filhos e os Laços de Família - EV Cap XVI item 9- Lêda Lúcia
Dia 23- O Amor e a Paz nos Momentos Atuais - Carmem Silveira
Dia 30 - Estudando o livro "A caminho da luz"- Ivone Maria

SEXTAS-FEIRAS, 20 Hs

Dia 05- Eurípedes Barsanulfo, o Homem e a Missão - Jurema Célia
Dia 12 - Emoções, Saúde ou Doença? - Arleir Bellieny
Dia 19- Liberdade e Responsabilidade - Gilberto Marquês
Dia 26 - Cartas de Paulo - Ângela Vidal

SÁBADOS, 17:30 Hs

Dia 06 - Aprendendo com André Luiz - Wantuil Rodrigues
Dia 13 - As Revoluções do Planeta - Sônia Alvarenga
Dia 20 - Compreensão e Intolerância- Ivone Maria
Dia 27 - A Morte Espiritual - George Abreu de Souza

CANTINHO DA MÚSICA


CANÇÃO DE DEUS (Luis Antônio Millecco)

Você é uma canção que Deus canta
Ele quis compor você
Você é uma canção que Deus canta
Ele gostou de compor você
Ninguém traz o seu sorriso sua voz seu tom seu jeito
Ninguém tem seu coração que só palpita no seu peito
Do poeta do infinito você é perfeito verso
Rima rica que faltava no poema do Universo

29 de out de 2010

CANTINHO DA POESIA


HINO DE AGRADECIMENTO À TERRA
- Obreiros da Vida Eterna -

“Ó Terra - mãe devotada,
A ti, nosso eterno preito
De gratidão, de respeito
Na vida espiritual !
Que o Pai de Graça Infinita
Te santifique a grandeza
E abençoe a natureza
Do teu seio maternal !
Quando errávamos aflitos,
No abismo de sombra densa,
Reformaste-nos a crença
No dia renovador.
Envolveste-nos, bondosa,
Nos teus fluidos de agasalho,
Reservaste-nos trabalho
Na divina lei do amor.
Suportaste-nos sem queixa
O menosprezo impensado,
No sublime apostolado
De terno e infinito bem.
Em resposta aos nossos crimes,
Abriste nosso futuro,
Desde as trevas do chão duro
Aos templos de luz do Além.
Em teus campos de trabalho,
No transcurso de mil vidas,
Saramos negras feridas,
Tivemos lições de escol.
Nas tuas correntes santas
De amor e renascimento.
Nosso escuro pensamento
Vestiu-se de claro sol.
Agradecemos-te a bênção
Da vida que nos emprestas;
Teus rios, tuas florestas,
Teus horizontes de anil,
Tuas árvores augustas,
Tuas cidades frementes,
Tuas flores inocentes
Do campo primaveril !...
Agradecemos-te as dores
Que, generosa, nos deste,
Para a jornada celeste
Na montanha de ascensão.
Pelas lágrimas pungentes,
Pelos pungentes espinhos,
Pelas pedras dos caminhos:
Nosso amor e gratidão !
Em troca dos sofrimentos,
Das ânsias, dos pesadelos,
Recebemos-te os desvelos
De mãe de crentes e incréus.
Sê bendita para sempre
Com tuas chagas e cruzes !
As aflições que produzes !
São alegrias nos céus.
Ó Terra - mãe devotada,
A ti, nosso eterno preito
De gratidão, de respeito,
Na vida espiritual !
Qua o Pai de Graça Infinita
Te santifique a grandeza
E abençoe a natureza
Do teu seio maternal!”

( André Luiz / Chico Xavier - 'Biografia' - 1910/2002 )

28 de out de 2010

Estudando o" Livro dos Espíritos "

O Livro dos Espíritos, primeira parte, "Das Causas Primárias". Cap.2 ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO – propriedades da matéria - Perguntas 29 a 32.

29. A ponderabilidade é atributo essencial da matéria?
- Da matéria como entendeis, sim; mas não da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que forma esse fluido é imponderável para vós, mas nem por isso deixa de ser o princípio da vossa matéria ponderável.

Comentário de Kardec: A ponderabilidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, da mesma maneira que não há alto nem baixo.

30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?
- De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais como corpos simples não são verdadeiros elementos, mas transformação da matéria primitiva.

31. De onde provém as diferentes propriedades da matéria?
- Das modificações que as moléculas elementares sofrem, ao se unirem, e em determinadas circunstâncias.

32. De acordo com isso, o sabor, o odor, as cores, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos, não seriam mais do que modificações de uma única e mesma substância primitiva?
- Sim, sem dúvida, e só existem pela disposição dos órgãos destinados a percebê-las.

Comentário de Kardec: Esse princípio é demonstrado pelo fato de nem todos perceberem as qualidades dos corpos da mesma maneira: enquanto um acha uma coisa agradável ao gosto, o outro a acha má; uns vêem azul o que os outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.

27 de out de 2010

BOA LEITURA

Quem nunca se sentiu motivado após a leitura de uma obra? Todos os meses em nosso Blog vamos postar a indicação de um livro espírita. Nesse mês, pegando carona no filme, indicamos a obra “Nosso Lar”, do espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Quer fazer a sua indicação? Então, envie um e-mail para ceaornellas@hotmail.com

NOSSO LAR

Primeiro livro da série, marcou a estréia de André Luiz no meio espírita nacional. Muito embora notícias semelhantes já existissem em algumas obras espiritualista, foi Nosso Lar quem abriu portas, efetivamente, à uma nova visão da realidade espiritual além-túmulo, revelando em pormenores a vida que segue, extraordinária, para além da morte do corpo físico.
Dividido em 50 capítulos, revela a escalada de um espírito, o próprio André Luiz, desde as regiões umbralinas em que foi lançado, logo após o desencarne, até o socorro e a gradativa recuperação em magnífica e muito bem organizada cidade espiritual, denominada "Nosso Lar".
Declara ele, logo no prefácio: "A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser."
"É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas..."
Em "Nosso Lar", mais tarde, trabalhando humildemente como enfermeiro auxiliar nas Câmeras de Retificação, o antigo e orgulhoso médico terreno aprende sobre si e os outros de forma totalmente inovadora, sepultando aos poucos, verdadeiramente, o "homem velho" que ainda trazia em si e abrindo caminho, assim, para o futuro médico de almas em que se transformaria.
Ciente da próprias deficiências, André Luiz observa, estuda, pergunta, luta, e supera-se, no sincero propósito de renovação íntima.
Como desfecho surpreendente, consegue, afinal, licença de seus superiores para voltar à casa terrena, no intuito de rever os filhos e a esposa muito amada.

26 de out de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A EROSÃO

Quem busca na paz do campo os bens da contemplação, costuma encontrar, por vezes, as surpresas da erosão. Dos cumes da paisagem, eis que a visão descortina horizontes luminosos navastidão peregrina! Em torno rebentam flores nas folhagens perfumosas, entre as árvores e osninhos sopram brisas buliçosas. Misturando-se , à verdura, há caminhos de enxurrada, formando abismos escuros na terra dilacerada. Em derredor, tudo é glória do campo verde e florido; Céu de anil, promessa e luz, mas o solo está ferido. Somente à custa de esforço, de luta excessiva e estranha, é possível reparar as úlceras da montanha. É um quadro que faz lembrar as almas de grande altura, que, embora a ciência e o brilho, tem abismos de amargura são montes iluminados de sonho e conhecimento, mas, degradados por vezes, nos planos do pensamento. Recebem, da luz de Deus, dons sublimes e infinitos, mas se deixam avassalar de enxurradas e detritos. Quem guarde na intimidade tais feridas de erosão, e que vive sem defesa nos campos do coração.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

25 de out de 2010

MINUTOS DE SABEDORIA

6
Resolva seu problema! Há muito tempo você se pro põe reformar sua vida, melhorar seus atos, cessar definitivamente suas fraquezas. Vamos, então, começar a partir deste momento! Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje... De certo você não há de resolvê-lo do dia para a noite. Mas, comece já! E se cair de novo, não desanime: saiba recomeçar quantas vezes for preciso!
Torres Pastorino

24 de out de 2010

TESTAMENTO NATURAL

Autor: André Luiz (espírito)

Por muito aspire o homem ao isolamento pertencerá ele à coletividade que lhe plasmou o berço, da qual recebe influência e sobre a qual exerce influência a seu modo.

Alguém pode, sem dúvida, retirar-se da atividade cotidiana com o pretexto de garantir-se contra os erros do mundo, mas enquanto respira no mundo, ainda que o não deseje, prossegue consumindo os recursos dele para viver.

Qualquer pessoa, dessa forma, deixa ao desencarnar, a herança que lhe é própria. No que se refere às posses materiais, há no mundo testamentos privados, públicos, conjuntivos, nuncupativos, entretanto, as leis divinas escrituram igualmente aqueles de que as leis humanas não cogitam, os testamentos naturais que o espírito reencarnado lega aos seus contemporâneos através dos exemplos.

Aliás, é preciso recordar que não se sabe, a rigor, de nenhum testamento dos miliardários do passado que ficasse no respeito e na memória do povo, enquanto que determinados gestos de criaturas desconsideradas em seu tempo são religiosamente guardados na lembrança comum.

Apesar do caráter semilendário que lhes marcam as personalidades, vale anotar que ninguém sabe onde teriam ido os tesouros de Creso, o rei, ao passo que as fábulas de Esopo, o escravo, são relidas até hoje, com encantamento e interesse, quase trinta séculos depois de ideadas.

A terra que mudou de dono várias vezes não é conhecida pelos inventários que lhe assinalaram a partilha e sim pelas searas que produz. Ninguém pode esquecer, notadamente o espírita, que, pela morte do corpo, toda criatura deixa a herança do que fez na coletividade em que viveu, herança que, em algumas circunstâncias, se expressa por amargas obsessões e débitos constringentes para o futuro.

Viva cada um, de tal maneira que os dias porvindouros lhe bendigam a passagem. Queira ou não queira, cada criatura reencarnada, nasceu entre dois corações que se encontram por sua vez ligados à certa família – família que é célula da comunidade. Cada um de nós responde, mecanicamente, pelo que fez à Humanidade na pessoa dos outros. Melhoremos tudo aquilo que possamos melhorar em nós e fora de nós.

Nosso testamento fica sempre e sempre que o mal lhe orienta os caracteres é imperioso recomeçar o trabalho a fim de corrigi-lo. Ninguém procure sonegar a realidade, dizendo que os homens são como as areias da praia, uniformes e impessoais, agitados pelo vento do destino.

A comunidade existe sempre e a pessoa humana é uma consciência atuante dentro dela. Até Jesus obedeceu a semelhante dispositivo da vida. Espírito identificado com o Universo, quando no mundo, nasceu na Palestina e na Palestina teve a pátria de onde nos legou o Evangelho por Testamento Divino.

23 de out de 2010

CANTINHO DA MÚSICA

Nosso momento é de carinho e gratidão à companheira de nossa casa, Maria Salvador, que teve um momento de inspiração maior e compôs esta música linda, que muito nos emociona, quando cantada pelo coral da Casa de Amaral Ornellas ou em nossos momentos de busca de harmonização. Gostaríamos de deixar um abraço amigo para Maria Salvador e desejar que as bençãos do mais alto recaiam sobre sua vida.


ABRIGO DE LUZ - Maria Salvador

Neste mundo de cores
Cores que ninguém vê
Há perfume de flores
Envolvendo você

Neste abrigo de luz
Nosso cadinho de amor
Quando estamos em prece
Em si transparece a voz do Senhor

Casa de Ornellas
É sol de primavera
Construindo nova era
Com o bem que ela faz

Casa de Ornellas
Embora a mais singela
Pra nós é aquarela
Oásis de sua paz

22 de out de 2010

CANTINHO DA POESIA


“ MATTER”
MÃE: antologia mediúnica - 1974

Ei-la... - senhora e serva, entre humana e divina,
Por mais a dor, por dentro, a espanque ou despedace,
Carreia a paz no gesto e o sorriso na face,
Fala e desvenda o rumo, abençoa e ilumina.
Anjo renovador, tem no lar a oficina,
Onde o serviço excluí todo prazer mendace,
Ao seu toque de luz, a esperança renasce,
Suporta, recompõe, trabalha, sofre, ensina.
Mãe, um dia, quis Deus mostrar-se à vida humana,
Fêz-se santa e mulher, escrava e soberana,
Vinculada nos Céus, de homenagens prescindes !...
Deus se revela em ti, no amor alto e perfeito,
Por isso, trazes, Mãe, nos recessos do peito,
A ternura sem par e a bondade sem lides.

( Chico Xavier / Carlos Bittencourt - Biografia - 1910/2002 )

21 de out de 2010

BIOGRAFIA

HOMENAGEM AO NOSSO MENTOR AMARAL ORNELLAS

No dia 20 de outubro, comemoramos o aniversário de Adolpho Oscar do Amaral Ornellas, na condição de mentor espiritual de nossa casa. Nosso momento é de sincera gratidão à Deus por ter nos enviado este irmão e por fazermos parte desta programação de trabalho elaborada por Ornellas na espiritualidade, para as lides de nossa Casa Espírita e da sociedade como um todo. Nossa gratidão a este espírito fica aqui registrada.

BIOGRAFIA
Adolpho Oscar do Amaral Ornelas (Rio de Janeiro, 20 de outubro de 1885 - 1922), poeta, dramaturgo, jornalista e médium espírita brasileiro. Teve atuação dinâmica nos meios literários, destacando-se como autor da peça intitulada O Gaturama, premiada pela Academia Brasileira de Letras. Desenvolveu seus trabalhos no campo doutrinário junto à Federação Espírita Brasileira, tendo sido ainda diretor da revista Reformador. Foi médium passista, tarefa que exerceu até aos últimos dias de sua vida, e autor de inúmeras poesias de cunho espírita, órgão da Casa Máter.



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20 de out de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A ENCHENTE

O quadro é lindo e imponente na calma da natureza, a massa da água é mais bela, mais suave a correnteza. O rio enorme extravasa, conquistando as cercanias, encaminha-se às baixadas, desce às furnas mais sombrias. A torrente dilatada estende a dominação, refresca e fecunda o solo nas zonas de plantação. Mas, em haurir-lhe a grandeza, os bens, a virtude, a essência, precisa-se em toda parte muita luta e previdência. Aterros, diques, cuidados, trabalhos e sacrifícios, todo esforço é necessário por colher-lhes os benefícios. Sem isso reduz-se a enchente às grandes devastações, ameaças, lodo e vermes, mosquitos, flagelações. A abundância generosa foi vista e considerada; Entretanto, a imprevidência guarda a lama envenenada. Reconhecendo a beleza deste símbolo profundo, podemos ver no seu quadro muita gente deste mundo. O poder, a autoridade, a fortuna, a inteligência, são enchentes dadivosas da Divina Providência. Mas, se o homem não vigia, é várzea que inspira dó. A abundância não lhe deixa mais que lodo, lixo e pó.

Livro: Cartilha Da Natureza

Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

MINUTOS DE SABEDORIA

5
Os conselhos ajudam, não há dúvida...
Mas não se esqueça de que a solução de nossos problemas está dentro de nós mesmos, na voz silenciosa de nossa consciência, que é a voz de Deus dentro de nós. Não se deixe enganar: só você será o responsável pelo caminho que escolher. Ninguém poderá prestar contas por você. Procure, portanto, viver acertadamente, de acordo com sua consciência.
Torres Pastorino

18 de out de 2010

ESTUDANDO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

O Livro dos Espíritos, primeira parte, "Das Causas Primárias". Cap.2 ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO - Espírito e Matéria - Perguntas 26 a 28 .

26 - Pode-se conhecer o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?

— Pode-se, sem dúvida, pelo pensamento.

27 - Haveria, assim, dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?

— Sim e acima de ambos, Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material é necessário ajuntara fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espírito possa exercer alguma ação sobre ela Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considerá-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria não haveria razão para que o espírito não o fosse também. Ele esta colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria e matéria; suscetível em suas inumeráveis combinações com esta, e sob a ação do espírito de produzir infinita variedade de coisas, das quais não conheceis mais do que uma ínfima parte. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar,sendo o agente de que o espírito se serve, é o princípio sem o qual a matéria permaneceria em perpétuo estado de dispersão, e não adquiriria Jamais as propriedades que a gravidade lhe dá.

27. a) Seria esse fluido o que designamos por eletricidade?

- Dissemos que ele é suscetível de inumeráveis combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que é, propriamente falando, uma matéria mais perfeita, mais sutil, que se pode considerar como independente.

28 - Sendo o espírito, em si mesmo, alguma coisa, não seria mais exato, e menos sujeito a confusões, designar esses dois elementos gerais pelas expressões: matéria inerte e matéria inteligente?

- As palavras pouco nos importam. Cabe a vós formular a vossa linguagem, de maneira a vos entenderdes. Vossas disputas provêm, quase sempre, de não vos entenderdes sobre as palavras. Porque a vossa linguagem é incompleta para as cosias que não vos tocam os sentidos.
Comentário de Kardec: Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria sem inteligência e um princípio inteligente independente da matéria. A origem e a conexão dessas duas coisas nos são desconhecidas. Que elas tenham ou não uma fonte comum e os pontos de contato necessários; que a inteligência tenha existência própria, ou que seja uma propriedade, um efeito; que seja, mesmo, segundo a opinião de alguns, uma emanação da Divindade, — é o que ignoramos. Elas nos aparecem distintas, e é por isso que a consideramos formando dois princípios constituintes do Universo. Vemos, acima de tudo isso, uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que delas se distingue por atributos essenciais: é a esta inteligência suprema que chamamos

17 de out de 2010

PERTURBAÇÃO E OBSESSÃO

LIVRO: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR.

Perturbação e Obsessão

Autor: Emmanuel (espírito)


Na experiência terrestre, surge sempre um instante em que indagamos de nós mesmos em que ponto nos achamos, quanto ao
desajuste espiritual; e, se não estamos afundados em plena desarmonia, muitas vezes identificamo-nos em perturbação evidente.
Isso porque, observado o princípio de que ninguém existe absolutamente impassível, temos a vida sentimental permanentemente ameaçada por desafios exteriores, em forma de episódios ou informes desagradáveis que se nos erigem por medida de equilíbrio e resistência, na luta moral que somos chamados a travar, na área de nossas atividades, em favor do próprio burilamento.
Se à frente desse ou daquele sucesso menos feliz, costumamos esquecer, sistematicamante, paciência e conformação, entendimento e serenidade, então é preciso estabelecer o intervalo para reflexão, nos mecanismos da mente, a fim de que venhamos a fazes em nós mesmos as retificações necessárias.
Em tais lances do cotidiano, quase sempre somos impelidos a pensar em obsessão, supondo-nos vítimas de entidades vampirizantes. O problema, porém, não se limita à influenciação espiritual dos adversários que se nos encrava na onda psíquica, mas, principalmente, diz respeito à nós mesmos.
Em muitas situações e circunstâncias das existências passadas, caímos em fundos precipícios de ódio e vingança, desespero e criminalidade, operando em largas faixas de tempo contra nós próprios, comprometendo-nos o destino; daí nasce o imperativo das experiências regenerativas e amargas que se nos fazem indispensáveis, qual ocorre ao aluno que se atrasou na escola, necessitado de novo exame, nas provas da repetência.
À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento se nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme do barco de nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silêncio da prece.
Através do auto-controle, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para entender o que há conosco, de maneira a impedir a própria queda em alienação e tumulto.
Atendamos constantemente a esse trabalho de auto-imunização mental, porque, junto ao imenso número de companheiros perturbados e obsidiados que enxameiam a Terra de hoje, em toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase às portas da obsessão.

16 de out de 2010

ERA DA LUZ NA RADIO RIO DE JANEIRO

O novo programa na Rádio Rio de Janeiro (1400 KHz AM) com Carlos Vereza
fez a sua estreia no dia 9 de outubro. O "A Era da Luz" será transmitido todos os sábados de 20:30 às 22:00h. O programa é destinado a divulgação da doutrina espírita através de segmento cultural, musical, literário, dramatúrgico, poético e doutrinário. Produção de Carlos Vereza, Dayse Bello e Márcia Beatriz Zenkye e apresentação: de Carlos Vereza e Márcia Beatriz.

LINDO AMANHECER



Esta semana, trouxemos para o nosso cantinho musical , o vídeo da música " "Lindo Amanhecer".

14 de out de 2010

PENSE NISSO!

Autor: J. Herculano Pires

Não se pode exercer qualquer atividade sem primeiro aprender o que ela é, qual a sua finalidade, quais são as suas
regras, quais as dificuldades e inconvenientes que devem ser evitados. Para fazer as coisas mais simples, temos de
aprender a fazê-las e adquirir treinamento na prática. Mas, quando se trata de Espiritismo, muita gente pensa que basta
assistir algumas sessões para poder fazer tudo e dentro de pouco tempo tornar-se mestre no assunto.

Entretanto, o Espiritismo, como ensinava Kardec, é um campo de atividades difíceis, complicadas, melindrosas, exigindo
dos seus praticantes conhecimento seguro de sua natureza e finalidade, de suas possibilidades e dificuldades. Por isso
muita gente fracassa na prática espírita, caindo em situações confusas, ensinando aos outros uma porção de coisas
erradas, trocando as mãos pelos pés e escorregando sem perceber em obsessões e fascinações. Quantos se afastam da
verdade porque mentiram a si mesmos e semearam mentiras ao seu redor!
Evite esse desastre moral e espiritual estudando a doutrina na fonte, com o respeito e a humildade de quem compreende
que está lidando com a mais elevada sabedoria já concedida à espécie humana. Espiritismo quer dizer SABEDORIA DOS
ESPÍRITOS SUPERIORES. É a Ciência do Espírito, que se desdobra em Filosofia e Religião. Pense bem nisto: se a Ciência
dos homens, a Filosofia dos homens e as religiões feitas pelos homens exigem anos de estudo, como se pode querer
adquirir a Sabedoria dos Espíritos de uma hora para outra?

Não seja vaidoso e não se faça discípulo dos mestres vaidosos que nada sabem e tudo ensinam. Leia os livros iniciáticos
de Kardec. Aprenda passo a passo com o único mestre verdadeiro de Espiritismo que já existiu na Terra, aquele ao qual
os Espíritos Superiores confiaram a missão de codificar a doutrina esclarecedora. Estude atenciosamente esses livros,
mesmo que você já se considere espírita.

Desenvolva e aprimore o seu bom-senso, evitando a insensatez. Deus, concedeu bom-senso a nós todos, mas nos deixou o
trabalho de cultivá-lo. Não se julgue sábio por conta própria. Chega sempre o momento em que teremos de ver que não
sabíamos nada e perdemos a grande oportunidade que Deus nos concedeu de encontrar A VERDADE.

13 de out de 2010

NOSSO LAR: 3 MILHÕES DE ESPECTADORES

O filme Nosso Lar fechou o mês de setembro com uma marca de 3 milhões de espectadores nas salas de cinema em todo país. Até o dia 26 do mês passado, a renda acumulada era superior a R$ 28 milhões e o público de 3.045.713 pessoas. O interessante é que este número teria superado a população espírita no Brasil (2,2 milhões) , de acordo com o IBGE.
Recentemente, internautas indicaram a obra para representar o país na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira do Oscar 2011. Contudo, o Ministério da Cultura escolheu o filme “Lula, o Filho do Brasil”.
E aí? Você já viu Nosso Lar? Conte pra gente a sua opinião.

12 de out de 2010

MENSAGEM EM HOMENAGEM AO DIA DAS CRIANÇAS

Hoje, dia 12 de outubro, comemoramos o Dia das Crianças. Escolhemos uma mensagem de Emmanuel que nos traz uma reflexão sobre o nosso papel como orientadores desses espíritos, que no momento atual, estãovivenciando a infância terrena.

A CRIANÇA

Emmanuel

Levantará o homem o próprio ninho à plena altura, estagiando no topo dos gigantescos edifícios de cimento armado…

Escalará o fastígio da ciência, povoando o espaço de ondas múltiplas, incessantemente convertidas em mensagens de som e cor.

Voará em palácios aéreos, cruzando os céus com a rapidez do raio…

Elevar-se-á sobre torres poderosas, estudando a natureza e movimento dos astros…

Erguer-se-á, vitorioso, ao cimo da cultura intelectual, especulando sobre a essência do Universo…

Entretanto, se não descer, repleto de amor, para auxiliar a criança, no chão do mundo, debalde esperará pela Humanidade melhor.

Na infância, surge, renovado, o germe da perfeição, tanto quanto na alvorada recomeça o fulgor do dia.

Estende os braços generosos e ampara os pequeninos que te rodeiam.

Livra-os, hoje, da ignorância e da penúria, da preguiça e da crueldade, para que, amanhã, saibam livrar-se do crime e do sofrimento.

Filha de tua carne ou rebento do lar alheio, cada criança é vida de tua vida.

Aprende a descer para ajudá-la, como Jesus desceu até nós para redimir-nos.

Sem a recuperação da infância para a glória do bem, todo o progresso humano continuará oscilando nos espinheiros da ilusão e do mal.

Não duvides que, ao pé de cada berço, Deus nos permite encontrar o próprio futuro. De nós depende fazê-lo trilho perigoso para a descida à sombra ou estrada sublime para ascensão à luz.

(Do livro “Taça de Luz” (Espíritos Diversos), de Francisco Cândido Xavier)

11 de out de 2010

MINUTOS DE SABEDORIA

4
Não deixe que a calúnia o perturbe!
Todos nós estamos sujeitos à calúnia.
Mas saiba superá-la, vivendo de tal maneira que o caluniador não tenha razão.
Não revide um ataque com outro ataque.
Não se magoe com o caluniador.
Perdoe sempre.
Apenas viva de tal maneira, que jamais o caluniador tenha razão.

Torres Pastorino

10 de out de 2010

O ANJO GUARDIÃO

Na labuta diária, sabemos que não estamos sozinhos e nem edsprovidos do olhar vigilante de Deus. Nesse sentido, selecionamos um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo sobre os nossos espíritos protetores.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap 28
I – Aos Anjos Guardiões E Aos Espíritos Protetores

11 – Prefácio – Todos nós temos um Bom Espírito, ligado a nós desde o nascimento, que nos tomou sob a sua proteção. Cumpre junto a nós a missão de um pai junto ao filho: a de nos conduzir no caminho do bem e do progresso, através das provas da vida. Ele se sente feliz quando correspondemos à sua solicitude, e sofre quando nos vês sucumbir. Seu nome pouco importa, pois que ele pode não ter nenhum nome conhecido na Terra. Invocamo-lo, então, como o nosso Anjo Guardião, o nosso Bom Gênio. Podemos mesmo invocá-lo com o nome de um Espírito Superior, pelo qual sintamos uma simpatia especial.
Além do nosso Anjo guardião, que é sempre um Espírito Superior, temos os Espíritos Protetores, que, por serem menos elevados, não são menos bons e generosos. São Espíritos de parentes ou amigos, e algumas vezes de pessoas que nem sequer conhecemos na atual existência. Eles nos ajudam com os seus conselhos, e freqüentemente com a sua intervenção nos acontecimentos de nossa vida. Os Espíritos simpáticos são os que se ligam a nós por alguma semelhança de gostos e tendências. Podem ser bons ou maus, segundo a natureza das inclinações que os atraem para nós. Os Espíritos sedutores esforçam-se para nos desviar do caminho do bem, sugerindo-nos maus pensamentos. Aproveitam-se de todas as nossas fraquezas, como de outras tantas portas abertas, que lhes dão acesso à nossa alma. Há os que se agarram a nós como a uma presa, mas afastam-se quando reconhecem a sua impotência para lutar contra a nossa vontade.
Deus nos deu um guia principal e superior em nosso Anjo Guardião, e como guias secundários os nossos Espíritos Protetores e Familiares. É um erro, entretanto, supor que tenhamos forçosamente um mau gênio junto a nós, para contrabalançar as boas influências daqueles. Os maus Espíritos nos procuram voluntariamente, desde que achem possível dominar-nos, em razão da nossa fraqueza ou da nossa negligência em seguir as aspirações dos Bons Espíritos,e somos nós, portanto, que os atraímos. Disso resulta que não somos nunca privados da assistência dos Bons Espíritos, e que depende de nós o afastamento dos maus. Pelas suas imperfeições, sendo ele mesmo a causa dos sofrimentos que o atingem, o homem é quase sempre o seu próprio mau gênio. (Cap. V, nº 4). (...)

CANTINHO DA MÚSICA

O Cantinho da Música desta semana traz a letra da canção "A Barca". Aproveitamos para informar que a reunião de outubro será no dia 23, às 14 horas.


A Barca (Pescador de Homens)
Composição: Pe. Cesáreo Gabarain

Tu te abeiraste na praia
Não buscate nem sábios, nem ricos
Somente queres que eu te siga....

Senhor, Tu me olhaste nos olhos
A sorrir, pronunciaste meu nome
Lá na praia, eu deixei o meu barco
Junto a Ti, buscarei outro mar

Tu sabes bem que em meu barco
Eu não tenho espadas nem ouro
Somente redes e o meu trabalho...

Senhor, Tu me olhaste nos olhos
A sorrir, pronunciaste meu nome
Lá na praia, eu deixei o meu barco
Junto a Ti, buscarei outro mar

Tu minhas mãos solicitas
Meu cansaço, que a outros descansem
Amor que almeja seguir amando..

Senhor, Tu me olhaste nos olhos
A sorrir, pronunciaste meu nome
Lá na praia, eu deixei o meu barco
Junto a Ti, buscarei outro mar

Tu, pescador de outros lagos
Ânsia eterna de almas que esperam
Bondoso amigo, assim me chamas...

Senhor, Tu me olhaste nos olhos
A sorrir, pronunciaste meu nome
Lá na praia, eu deixei o meu barco
Junto a Ti, buscarei outro mar

Junto a Ti, buscarei outro mar
Junto a Ti, buscarei outro mar
Junto a Ti, buscarei outro mar

8 de out de 2010

AO CLARÃO DA LUA

O LÍRIO
Lá nas alturas, modesta e loura,
- Do Céu imenso na face nua -
A lua branca todo o Azul doura...

A NUVEM
Ah! se eu pudesse mudar-me em lua:

O PERFUME
E aquela estrela, tão pequenina
Que mal a gente consegue vê-la,
Como cintila, casta e divina!

A LUA
Ah! quem me dera ser uma estrela!

A NUVEM
O lírio branco, cheio de orvalho,
Invoca a lua no seu martírio
E doce e triste treme no galho...

A ESTRELA
Ah! quem me dera ser como o lírio!

O CÉU
Perfume doce bóia nos ares...
Virá nas asas de um vaga-lume?
Será da terra? Será dos mares?

O ORVALHO
Ah! quem me dera ser o perfume!

O POETA
Terno instrumento suspira ao longe
Numa cadência melodiosa...
Será na cela piedoso monge?

UMA CRIANÇA (sonhando)
Ah! quem me dera ser uma rosa!

A NOITE
O sonho vive dentro em meu seio,
Garrulo e meigo, doce e risonho,
Cheio de luzes, de aurora cheio...

O PERFUME
Ah! quem me dera ser como o Sonho!

A MADRUGADA (ao longe)
Ouvem? As aves já vêm cantando,
As estrelinhas tomam seu véu...
É tempo de irmos também chegando...

O CORAÇÃO
Ah! quem me dera subir ao Céu!

Auta de Souza

7 de out de 2010

O TRABALHO


"Todo espírito que deseja progredir trabalhando na obra de solidariedade universal recebe dos espíritos mais elevados uma missão particular, apropriada às suas aptidões e ao seu grau de adiantamento.

Alguns têm por tarefa acolher os espíritos em seu retorno à vida espiritual, guiá-los, ajudá-los a se desprenderem dos fluidos espessos que os envolvem; outros são encarregados de consolar, instruir as almas sofredoras e atrasadas.

Espíritos de químicos, físicos, naturalistas, astrônomos, prosseguem em suas pesquisas, estudam os mundos, suas superfícies, suas profundezas ocultas, atuam em todos os lugares sobre a matéria sutil, que fazem passar por preparações, modificações destinadas a obras que a imaginação humana teria dificuldades em imaginar.

Outros se aplicam às artes, ao estudo do belo sob todas as suas formas. Espíritos menos evoluídos auxiliam os primeiros em suas tarefas variadas e lhes servem de auxiliares. Um grande número de espíritos se consagra aos habitantes da Terra e dos outros planetas, estimulando-os em suas pesquisas, fortalecendo os ânimos abatidos, guiando os hesitantes pelo caminho do dever. facilidades desconhecidas na Terra; cada um encontra seu lugar nesse soberbo campo de ação, nesse vasto laboratório universal.

Por todos os lados, tanto na amplidão como nos mundos, objetos de estudo e de trabalho, meios de elevação, de participação na obra divina, oferecem-se à alma laboriosa".

Léon Denis

6 de out de 2010

ESTUDANDO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

O Livro dos Espíritos, primeira parte, "Das Causas Primárias". Cap.2 ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO - Espírito e Matéria - Perguntas 24, 25 e 26

24 - Espírito é sinônimo de inteligência?

– A inteligência é um atributo essencial do Espírito, mas ambos se confundem num princípio comum, de modo que, para vós, são a mesma coisa.

25 - O Espírito é independente da matéria ou é apenas uma propriedade dela, como as cores são propriedades da luz e o som uma propriedade do ar?

– Ambos são distintos, mas é preciso a união do Espírito e da matéria para que a inteligência se manifeste na matéria.

25a - Essa união é igualmente necessária para a manifestação do Espírito? (Entendemos, aqui, por espírito o princípio inteligente, e não as individualidades designadas sob esse nome).

– Ela é necessária para vós, porque não sois organizados para perceber o Espírito sem a matéria; vossos sentidos não são feitos para isso.

26 - Pode-se conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito?

– Pode-se, sem dúvida, pelo pensamento.

5 de out de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A DERRUBADA

Rangem troncos seculares aos golpes do lenhador. É o machado formidando no impulso renovador. Toda a floresta se agita em terríveis convulsões, continua a derrubada que precede as plantações. Sol quente. Suor. Serviço. E as árvores vigorosas estraçalham com fragor as frondes cariciosas. Após o trabalho ingente, a invasão do fogaréu; Fumo espesso devorando a doce amplidão do céu. Gritam aves assustadas, sem ninho, sem paz, sem guia, animais inferiores vão fugindo em correria. A seguir vem a coivara completando a grande prova, é o termo da derrubada a favor da vida nova. Somente aí são possíveis, pasto verde e espiga loura, pomares esementeiras, celeiro, casa e lavoura. Já observastes que o homem, ao longo de toda a estrada, precisa também, por vezes, das foices da derrubada? É a dor proveitosa e rude, surgindo em golpes violentos, a força que retifica a mata dos sentimentos. Sem trabalho não teremos, no caminho universal, nem casa com Jesus - Cristo nem pão espiritual.

Livro: Cartilha Da Natureza

Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

MINUTOS DE SABEDORIA

3 - Lembre-se de que colheremos, infalivelmente, aquilo que houvermos semeado. Se estamos sofrendo, é por que estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas do passado. Fique alerta quanto ao momento presente! Plante apenas sementes de otimismo e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade.
Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou.

Torres Pastorino

3 de out de 2010

ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC

Hoje comemoramos o aniversário de Allan Kardec. No dia 3 de outubro de 1804 nascia Hippolyte Léon Denizard Rivail. Selecionamos abaixo uma biografia resumida do Codificador da Doutrina Espírita.

"A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras. Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.

1ª fase: Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.

Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.

2ª fase: Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.

Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.

Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.

Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.
Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.

De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.

Além das obras básicas da Codificação(Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.

A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.

É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec:
“A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.

Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.

Fonte: http://www.espiritismoeluz.org.br/biografia/allan_kardec.htm

ANGÚSTIA E PAZ

Previne-te contra a angústia. Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrastante a estado perturbador. Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.

Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano. Isto que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.

Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave.

Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam. A angústia possui gêneses várias. Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as impressões negativas e as compulsões torpes.

Realmente não há motivos que justifiquem os estados de angústia. A angústia entorpece os centros mentais do discernimento e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se emfator positivo de alienações.

Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito. Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas. Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia.

Fomenta a paz, que é o antídoto da angústia. Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança. Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber.

A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração. Jamais duvide do amor de Deus.

Fixado aos propósitos de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança. Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.

Joanna de Ângelis

2 de out de 2010

MOMENTO CEAO

É, amigos. Parece que apenas piscamos os olhos, e quando percebemos, chegamos no mês de outubro. É impressionante como os anos passam cada vez mais rápido. Nesse sentido, que tal refletirmos sobre as nossas vidas? Estamos realmente investindo na reforma íntima? Ou estamos apenas adiando as nossas tarefas? Emmanuel, em "Gotas de Paz", nos alerta: "Valoriza o tempo e não te concedas o luxo das horas vazias".

No dia-a-dia, entre o trabalho e a nossa casa, encontramos algumas dificuldades que acabam por nos afastar do verdadeiro sentido de nossa existência. Alegamos que não temos tempo para nada, e acreditamos que se o dia fosse mais longo, certamente, seríamos mais engajados. Precisamos enxergar o tempo como um campo de possibilidades para semearmos o nosso próprio futuro. Quem sabe assim passaríamos a dar mais valor?

A programação de palestras do mês de outubro foi organizada com o carinho de sempre. Você acha que temos o direito de divulgar o mal de alguém? É possível praticar a caridade pelos criminosos? Sabe até que ponto podemos ser egoístas? Compreende exatamente o que é a Lei do Amor? Clique aqui para ler a nossa programação completa.

Em nosso espaço virtual, também selecionamos os textos com muito carinho. A partir desse mês, você vai acompanhar posts diários sobre Ecologia e Espiritismo, Poesia, Movimento Espírita, Música, Livro dos Espíritos e muito mais. Não podemos deixar de lembrar que em outubro comemoramos o Dia das Crianças. Bezerra de Menezes, em poucas palavras, nos revela a importância da orientação espiritual para os pequenos: "A criança, hoje, - abençoado solo arroteado que aguarda a semente da fertilidade e da vida - necessariamente atendida pela caridade libertadora do Evangelho de Jesus, nas bases em que Allan Kardec o atualizou, é o celeiro fecundo, que se abarrota de esperanças para o futuro".

Esperamos que outubro seja um mês de muitas oportunidades de crescimento para todos nós!

Abraços Fraternos,

Amigos do CEAO

1 de out de 2010

REUNIÕES PÚBLICAS DE OUTUBRO DE 2010

Terças-feiras - 14:00 Hs

Dia 05 -É Permitido Divulgar o Mal de Outrem?- EV Cap x 19 a 21 - Maria Fausta

Dia 12 - Desigualdade Sociais. Desigualdade de Riquezas - LE. 806 a 813 - Luiz Fernando

Dia 19 - A Fé e a Caridade. Caridade Pelos Criminosos - EV. Cap Xl 13 e 14 - Lêda Lúcia

Dia 26 - Estudando o Livro A Caminho da Luz - Ivone Maria

Sextas-feiras- 20:00 Hs

Dia 01 - Parábola do Festim das Bodas - Ev. Cap. XVII itens 1 e 2 - Adriano Almeida

Dia 08 - Chico Xavier, Um Traço de Luz Entre Duas Esferas - Eduardo Guimarães

Dia 15 - O Egoísmo - EV. Cap XI Iténs 11 e 12 - Aída Paulo

Dia 22 - Religião e a Vida Moderna - Danilo Vilella

Dia 29 - Cartas de Paulo - Ângela Vidal

Sábados- 17:30 hs

DIA 02 - Aprendendo com André Luíz- Wantuil Rodrigues

Dia 09 - A Lei do Amor - EV. Cap. XI 8 a 10 - Karina

Dia 16 - As Provas da Riqueza e da Miséria - LE. 814 a 816 - Angela Rodrigues

Dia 23 - A Tarefa Educativa - Ivone Maria

Dia 30 - Influência dos Espíritos - Jayme Lobato