20 de out de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A ENCHENTE

O quadro é lindo e imponente na calma da natureza, a massa da água é mais bela, mais suave a correnteza. O rio enorme extravasa, conquistando as cercanias, encaminha-se às baixadas, desce às furnas mais sombrias. A torrente dilatada estende a dominação, refresca e fecunda o solo nas zonas de plantação. Mas, em haurir-lhe a grandeza, os bens, a virtude, a essência, precisa-se em toda parte muita luta e previdência. Aterros, diques, cuidados, trabalhos e sacrifícios, todo esforço é necessário por colher-lhes os benefícios. Sem isso reduz-se a enchente às grandes devastações, ameaças, lodo e vermes, mosquitos, flagelações. A abundância generosa foi vista e considerada; Entretanto, a imprevidência guarda a lama envenenada. Reconhecendo a beleza deste símbolo profundo, podemos ver no seu quadro muita gente deste mundo. O poder, a autoridade, a fortuna, a inteligência, são enchentes dadivosas da Divina Providência. Mas, se o homem não vigia, é várzea que inspira dó. A abundância não lhe deixa mais que lodo, lixo e pó.

Livro: Cartilha Da Natureza

Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

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