26 de out de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A EROSÃO

Quem busca na paz do campo os bens da contemplação, costuma encontrar, por vezes, as surpresas da erosão. Dos cumes da paisagem, eis que a visão descortina horizontes luminosos navastidão peregrina! Em torno rebentam flores nas folhagens perfumosas, entre as árvores e osninhos sopram brisas buliçosas. Misturando-se , à verdura, há caminhos de enxurrada, formando abismos escuros na terra dilacerada. Em derredor, tudo é glória do campo verde e florido; Céu de anil, promessa e luz, mas o solo está ferido. Somente à custa de esforço, de luta excessiva e estranha, é possível reparar as úlceras da montanha. É um quadro que faz lembrar as almas de grande altura, que, embora a ciência e o brilho, tem abismos de amargura são montes iluminados de sonho e conhecimento, mas, degradados por vezes, nos planos do pensamento. Recebem, da luz de Deus, dons sublimes e infinitos, mas se deixam avassalar de enxurradas e detritos. Quem guarde na intimidade tais feridas de erosão, e que vive sem defesa nos campos do coração.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

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