26 de nov de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A LENHA

Essa lenha pobre e seca, que se entrega com bondade, é sugestão do caminho e exemplifica a humildade. Já pensaste em seu passado? Um lenho seco... que era? Talvez o galho mais lindo dos dias da primavera. Quem sabe? talvez um tronco, terno abrigo nos caminhos, um palácio nobre e verde de flores e passarinhos.
No entanto, em missão de auxílio, com santa resignação, não se nega a cooperar nas máquinas de carvão. Em noite chuvosa e fria, ela é a doce companheira que aquece as recordações, crepitando na lareira. Ao seu calor, os mais velhos acham prazer na lembrança; os mais moços a alegria de comentar a esperança. Morrendo animosamente, em chamas de luz e graça, ela sabe que é de Deus, por isso trabalha e passa. Se viveu rindo e cantando, entre seivas e prazeres, com os mesmos encantamentos, cumpre os últimos deveres.
Ah! quão poucos na jornada convertem reminiscências em calor, vida e perfume de novas experiências!... Mas chega o dia em que o homem, sem combater, sem negar-se, precisa, como essa lenha, da coragem de apagar-se.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

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