6 de jun de 2011

CANTINHO DA POESIA


SEM OURO

Amaral Ornellas


Sem ouro, o céu azul de estrelas se constela,
Quando a noite desdobra o manto da neblina...
E o Sol de flâmea luz, poderosa e divina,
Acende no infinito a deslumbrante umbela.

Sem ouro, em pleno vale, a flor humilde e bela
Exalta as mãos de Deus, embora pequenina,
E a fonte canta em paz a graça que a ilumina,
Sobre as pedras do chão que a sustenta e revela.

Sem recursos da Terra, o Rei da Excelsa Glória
Trouxe o esplendor celeste à carne transitória,
Eternizando o bem no abismo tredo e fundo!...

Da pequenez do verme à Divina Grandeza,
Somente pelo Amor há bondade e beleza
Para a glória da vida e redenção do mundo.

(Fonte: livro “Marcas do Caminho” Francisco Cândido Xavier.)

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