31 de ago de 2011

47ª Semana Confraternativa dos Centros Espíritas do Méier e Adjacências


A "Senama Confraternativa dos Centros Espíritas do Méier e Adjacências " tem o prazer de convidar a todos, para homenagearmos a Bezerra de Menezes e Allan Kardec, divulgando o Espiritismo e incentivando a confraternização entre os homens !

Dia 01/09- 5ª feira- 20h
CENTRO ESPÍRITA AMARAL ORNELLAS
Expositor- Bernardo Marques dos Santos
Tema : " O Paralítico de Kiev- livro "Ressureição e Vida" de Ivone Pereira


Dia 02/09-6ª feira- 20h
GRÊMIO ESPÍRITA NAZARENO
R.Gustavo Riedel, 63- Engenho de Dentro- Tel : 3502-6910
Expositora : Ana Maria
Tema: " Bem - aventurados os que tem puro o coração"- Ev. Cap VIII


Dia 03/09- Sábado-17:h
GRUPO ESPÍRITA DISCÍPULOS DE FRANCISCO DE PAULA"
R. Dionísio Fernandes, 280- Engenho de Dentro
Expositor: Hamilton Batista
Tema : Bem-aventurados os aflitos- Ev- Cap V


Dia 04/09- Domingo-15h30
UNIÃO ESPÍRITA SUBURBANA
Rua Oldegard Sapucaia, 13 -Méier- Tel: 2593-3746
Apresentação do Coral das Avozinhas "Carlos Alberto Soares"
Expositora :Denise Duarte
Tema : " Danos do Materialismo na Vivência Espírita"

30 de ago de 2011

POR DENTRO DO MOVIMENTO ESPÍRITA


O Espiritismo na Bienal do Livro


Marcada para acontecer de 1 a 11 de setembro no Rio de Janeiro, a 15a Bienal do Livro contará mais uma vez com a participação de diversas editoras e distribuidoras espíritas. Entre elas, a Federação Espírita Brasileira, instalada num estande de 300 metros quadrados, situado entre as ruas E8/F7 do Riocentro.

A Bienal terá ainda a participação de nomes conhecidos do movimento espírita, como Divaldo Pereira Franco que, no dia 7, visitará os estandes da Associação de Editoras, Distribuidoras e Divulgadores do Livro Espírita (Adeler) e da FEB, para sessões de autógrafo, respectivamente, às 14h e às 16h, proferindo palestra às 18h.

O Riocentro fica na Avenida Salvador Allende, 6.555, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Informações de como chegar, a localização das demais editoras espíritas no Riocentro, assim como a programação completa do evento, em www.bienaldolivro.com.br

Fonte :www.ceerj.org.br

28 de ago de 2011

REUNIÕES PÚBLICAS

REUNIÕES PÚBLICAS DE SETEMBRO DE 2011


TERÇAS às 14h

Dia 6 - "Conhece-se a árvore pelo fruto- Ev Cap. XXI itens 1 a 3 - Leda Lúcia

Dia 13 -" Caridade e amor ao Próximo"- LE 886 à 889 - Luiz Fernando

Dia 20 - " "A eficácia da prece" - Edna Paes

Dia 27 - Estudo do livro "A Caminho da Luz" - Cap. XII


SEXTAS, ás 20h

Dia 02 - " Missão dos Espíritas " Ev Cap. XX item 4 - Maria Fausta

Dia 09 - "Brasil, Pátria do Evangelho"- Francisco Júnior

Dia 16 - "Influência oculta dos espíritos" - Odiléia Carvalho

Dia 23 - "Oferecer a outra face" - Pierre Ferraz

Dia 30 - "Vida e atos dos Apóstolos" - Ângela Vidal



Sábados, às 17h30

Dia 03 - Aprendendo com André Luiz- Estudando o livro "Libertação"-Wantuil Rodrigues

Dia 10 - "Obreiro do bem" EV Cap. XX item 5 - Ivone Maria

Dia 17 - Família, testemunho Cristão - Ricardo Matos

Dia 24 - A Pisicologia de Jesus - George Abreu de Souza





25 de ago de 2011

ANIVERSÁRIO DO CEAO

Você já parou para pensar sobre o objetivo de um Centro Espírita? O que determina se o trabalho é feito com amor ou apenas mecanicamente? Hoje, data em que comemoramos 88 anos do nosso CEAO, disponibilizamos um texto sobre o assunto, ditado por Emmanuel e psicografado por Chico Xavier. Que possamos refletir sobre o conteúdo da mensagem e que o Pai Celeste continue abençoando todos nós.

CENTRO ESPÍRITA

É uma unidade basilar, como verdadeira célula da ação programática do Movimento Espírita, constituindo-se não só como um educandário de Espíritos, mas também como um atuante templo de orações e de fraterna vivência evangélica, através de uma conjugação de atividades beneméritas. É a abençoada instituição de cultivo do amor entre as criaturas encarnadas e desencarnadas, um santuário de reeducação espiritual.

Podemos imaginar este núcleo educativo e posto de socorro (...) na complexidade de uma usina e laboratório, hospital e escola, núcleo de pesquisas e célula de experiências valiosas, onde o coração e o cérebro se entreguem a inadiáveis tarefas de abnegação e fraternidade, de equilíbrio e união, de estudo e luz. (...)

É também um (...) posto de socorro espiritual e material (...)acolhendo (...) desde a criança (...) até os velhos, necessitados ou não de assistência e fraternidade. É templo, é casa de oração, é recanto de paz, acolhendo os desesperados, os angustiados, os revoltados. (...)

É uma alegria constatar que, no Brasil, o idealismo, o anseio da prática da caridade em seus multiformes aspectos e a firme vontade de propagar a Doutrina têm sido as alavancas propulsoras da fundação e sustentação das instituições espíritas. (...)

O papel que o Centro Espírita deve desempenhar é primordialmente o de operar a propagação da Doutrina Espírita para a renovação do homem, integrando-o no grupo familiar, com vistas ao progresso moral e espiritual da sociedade. (...) Como escolas de formação espiritual e moral que devem ser, desempenham papel relevante na divulgação do Espiritismo e no atendimento a todos os que nele buscam orientação e amparo. (...)

Cabe ao Centro Espírita, ainda, a responsabilidade (...) de mobilizar todos os recursos possíveis à instrução, orientação, alertamento e educação dos encarnados, seja na infância, na mocidade, na madureza ou na velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas. (...)

Incumbe-lhe mais a atribuição de promover, em clima de harmonia, a Unificação. Recomenda o opúsculo Orientação ao Centro Espírita, que todo o Centro deve se unir com o propósito de confraternização, permutando experiências para o aprimoramento das próprias atividades e das realizações comuns. A este propósito, estarão os Centros observando a própria orientação sugerida por Kardec ao escrever. (...) Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia, consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.(...)

Da relevância das suas atribuições, da magnitude da sua missão, através de suas múltiplas atividades atuais, ressalta toda a imensurável e notável importância de seu papel no Mundo Contemporâneo, tão envolto em graves crises e tormentosas convulsões sociais.

Em verdade, ao aplicar a Doutrina, ensinando e promovendo a sua prática pelo exercício contínuo da lei de amor, atendendo aos necessitados, O Centro Espírita estará realizando o que de mais edificante e altaneiro podia alcançar: a evolução moral e espiritual do homem e da Humanidade, conduzindo ambos ao reino de luz, de paz e de bem-estar geral. Por tudo isso, bem se pode aquilatar de sua inestimável e insuperável importância.

O Centro Espírita desenvolve múltiplas realizações agrupadas em atividades básicas, administrativas, de comunicação e de unificação. As atividades que se relacionam com o objetivo da Doutrina são as básicas, discriminadas atualmente em Orientação ao Centro Espírita (obra citada) na seguinte ordem:

01. Promover o estudo metódico e sistemático da Doutrina Espírita e do Evangelho à luz do Espiritismo.

02. Promover a evangelização da criança à luz da Doutrina.

03. Incentivar a orientação da juventude na teoria e na prática doutrinária, integrando-a em suas tarefas.

04. Divulgar a Doutrina Espírita através do livro.

05. Promover o estudo da mediunidade, orientando as atividades mediúnicas.

06. Desenvolver atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina, inclusive reuniões privativas de desobsessão.

07. Manter um trabalho de atendimento fraterno, pelo diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro.

08. Promover serviço de assistência social espírita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais.

09. Incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no Lar.

Além destas, mais as atividades de ordem administrativa, através do trabalho de equipe, as atividades de comunicação, inclusive divulgação do Esperanto e, afinal, atividades de unificação, conjugando esforços e somando experiências com as demais instituições congêneres da mesma localidade ou região, de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realizações.

Bibliografia:
Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita - FEB - Programa I - Edição 1996

XAVIER, Francisco Cândido. In: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

20 ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1995, lição 139, p. 31
2.

22 de ago de 2011

88 ANOS DO CEAO

O saudoso Chico Xavier resumiu em uma única frase o objetivo das casas espíritas: "O Centro Espírita foi feito para evangelizar, consolar e esclarecer". Aos olhos de uns, pode parecer uma tarefa ingrata a de consolar tantos corações que estão em busca de respostas. Para outros, no entanto, os obstáculos diários são motivados pela certeza inquebrantável da presença constante da espiritualidade em nossas vidas. Nesse sentido, é com alegria que celebraremos, no dia 25 de agosto, os 88 anos do Centro Espírita Amaral Ornellas. E para comemorar essa data tão especial, gostaríamos de convidar você para participar de nossa programação semanal:

23 de agosto, terça-feira, 14h - Tributo a Amaral Ornellas
Palestrante: Jurema Célia

26 de agosto, sexta-feira, 20h - Vida e ato dos apóstolos
Palestrante: Angela Vidal

27 de agosto, sábado, 17:30 - Os desfaios do espírita no século XXI
Palestrante: André Trigueiro
OBS: Após a palestra, haverá venda de livros com autógrafos da 3ª edição da obra Espiritismo e Ecologia com dois capítulos novos: Ecologia na obra de Chico Xavier e Repara a Natureza, mensagem de Emmanuel psicografada por Chico em 1953.

17 de ago de 2011

CANTINHO DA POESIA

OUVE

AMARAL ORNELLAS- Livro Antologia dos Imortais- Psicografia de Francisco Candido Xavier

Escuta! Enquanto a paz da oração te domina,
Qual melodia excelsa, a fremir, doce e mansa,
Há quem padeça e morra à míngua de esperança,
Rogando amparo, em vão, no lençol de neblina.

Ouve! A sombra tem voz que clama e desatina...
É a provação que ruge... A dor que não descansa...
Desce do pedestal da fria segurança,
Transfigura a bondade em fonte cristalina.

Estende o coração!... Serve, instrui, alivia...
Das sementes sutis de ternura e alegria
Prepararás, agora, o jardim do futuro...

Um dia, voltará à pátria de onde vieste
E apenas colherás na luz do Lar Celeste
O que dás de ti mesmo ao solo do amor puro.


14 de ago de 2011

MINUTOS DE SABEDORIA

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Cumprimente a seus amigos com alegria. Muitas vezes, uma simples saudação alegre e espontânea conquista um coração e consola a dor. A saudação triste e acabrunhada pode instilar veneno num coração alegre. Derrame alegria e bondade, ao encontrar uma pessoa conhecida, e já terá conquistado os benefícios de uma boa ação meritória. Que seus amigos sintam o calor de seu coração afetuoso no simples cumprimento alegre.

Torres Pastorino

7 de ago de 2011

REFLEXÕES

CASAMENTO E COMPANHEIRISMO

O resultado natural do amor entre pessoas de sexos diferentes é o casamento, quando se tem por meta a comunhão física, o desenvolvimento daemoção psíquica, o relacionamento gerador da família e o companheirismo.

O matrimônio representa um estágio de alto desenvolvimento do Self, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem em qualquer estágio da união que os vincula, reciprocamente, um ao outro ser.

Conquista da monogamia, através de grandes lutas, o instinto vem sendo superado pela inteligência e pela razão, demonstrando que o sexo tem finalidades específicas, não devendo a sua função ser malbaratada nos jogos do prazer incessante, e significa uma auto-realização da sociedade, que melhor compreende os direitos da pessoa feminina, que deixa de ser um objeto para tornar-se nobre e independente quanto é. O mesmo ocorre em relação ao esposo, cabendo à mulher o devido cumprimento dos deveres de o respeitar, mantendo-se digna em qualquer circunstância e época após o consórcio.

Mais do que um ato social ou religioso, conforme estabelecem algumas Doutrinas ancestrais, vinculadas a dogmas e a ortodoxias, o casamento consolida os vínculos do amor natural e responsável, que se volta para a construção da família, essa admirável célula básica da humanidade.

O lar é, ainda, o santuário do amor, no qual, as criaturas se harmonizam e se completam, dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade. Por isso, quando o egoísmo derruba os vínculos do matrimônio por necessidades sexuais de variação, ou porque houve um processo de saturação no relacionamento, havendo filhos, gera-se um grave problema para o grupo social, não menor do que em relação a si mesmo, assim como àquele que fica rejeitado.

Certamente, nem todos os dias da convivência matrimonial serão festivos, mas isso ocorre em todos os campos do comportamento. Aquilo que hoje tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavelmente, se torna maçante, desagradável. Nesse momento, a amizade assume o seu lugar, amenizando o conflito e proporcionando o companheirismo agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição.

Em verdade, o que mantém o matrimônio não é o prazer sexual, sempre fugidio, mesmo quando inspirado pelo amor, mas a amizade, que responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-se útil e estimado. Há muitos fatores que contribuem para o desconcerto conjugal na atualidade, como os houve no passado. Primeiro, os de natureza íntima: insegurança, busca de realização pelo método da fuga, insatisfação em relação a si mesmo, transferência de objetivos, que nunca se completarão em uma união que não foi amadurecida pelo amor real. Segundo, por outros de ordem psico-social, econômica, educacional, nos quais estão embutidos os culturais, de religião, de raça, de nacionalidade, que sempre comparecem como motivo de desajuste, passados os momentos de euforia e de prazer.

Ainda se podem relacionar aqueles que são conseqüências de interesses subalternos, nos quais o sentimento do amor esteve ausente. Nesses casos, já se iniciou o compromisso com programa de extinção, o que logo sucede. Há, ainda, mais alguns que são derivados do interesse de obter sexo gratuitamente, quando seja solicitado, o que derrapa em verdadeira amoralidade de comportamento. O matrimônio, fomentando o companheirismo, permite a plenificação do par, que passa a compreender a grandeza das emoções profundas e realizadoras, administrando as dificuldades que surgem, prosseguindo com segurança e otimismo.

Nos relacionamentos conjugais profundos também podem surgir dificuldades de entendimento, que devem ser solucionadas mediante a ajuda especializada de conselheiro de casais, de psicólogos, da religião que se professa, e, principalmente, por intermédio da oração que dulcifica a alma e faculta melhor entendimento dos objetivos existenciais. Desse modo, a tolerância toma o lugar da irritação, a compreensão satisfaz os estados de desconforto, favorecendo com soluções hábeis para que sejam superadas essas ocorrências.

É claro que o casamento não impõe um compromisso irreversível, o que seria terrivelmente perturbador e imoral, em razão de todos os desafios que apresenta, os quais deixam muitas seqüelas, quando não necessariamente diluídos pela compreensão e pela afetividade. A separação legal ocorre quando já houve a de natureza emocional, e as pessoas são estranhas uma à outra.

Ademais, a precipitação faz com que as criaturas se consorciem não com a individualidade, o ser real, mas sim, com a personalidade, a aparência, com os maneirismos, com as projeções que desaparecem na convivência, desvelando cada qual conforme é, e não como se apresentava no período da conquista.

Essa desidentificação, também conhecida como o cair da máscara, causa, não poucas vezes, grandes choques, produzindo impactos emocionais devastadores. O ser amadurecido psicologicamente procura a emoção do matrimônio, sobretudo para preservar-se, para plenificar-se, para sentir-se membro integrante do grupo social, com o qual contribui em favor do progresso.

A sua decisão reflete-se na harmonia da sociedade, que dele depende, tanto quanto ele se lhe sente necessário. Todo compromisso afetivo, portanto, que envolve dois indivíduos, torna-se de magna importância para o comportamento psicológico de ambos. Rupturas abruptas, cenas agressivas, atitudes levianas e vulgaridade geram Lesões na alma da vítima, assim como naquele que as assume .

Fonte: Amor Imbatível Amor, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco

5 de ago de 2011

ESTUDANDO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"

Parte Segunda – Mundo espírita ou dos espíritos
Capítulo 1 – dos Espíritos

Origem e natureza dos Espíritos

76 Que definição se pode dar dos Espíritos?
– Pode-se dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o universo, fora do mundo material.

☼ Nota: A palavra Espírito é empregada aqui para designar a individualidade e não mais o elemento inteligente universal.

77 Os Espíritos são seres distintos da Divindade ou seriam somente emanações ou porções da Divindade e chamados, por essa razão, filhos de Deus?
– Meu Deus! São obras de Deus. Exatamente como um homem que faz uma máquina, essa máquina é a obra do homem, mas não é ele próprio. Quando o homem faz uma coisa bela, útil, a chama sua filha, sua criação. Pois bem! Ocorre o mesmo com Deus: somos seus filhos, porque somos sua obra.

78 Os Espíritos tiveram um princípio, ou são como Deus, de toda a eternidade?
– Se os Espíritos não tivessem tido um princípio, seriam iguais a Deus. São sua criação e submissos à Sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável. Mas saber quando e como nos criou, não sabemos nada. Podeis dizer que não tivemos princípio, se entenderdes com isso que Deus, sendo eterno, tem criado sem descanso. Mas quando e como cada um de nós foi criado, repito, ninguém o sabe: esse é o mistério.

79 Uma vez que há dois elementos gerais no universo: o inteligente e o material, pode-se dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do elemento material?
– É evidente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo dessa formação é que são desconhecidos.

80 A criação dos Espíritos é permanente, ou só ocorreu no início dos tempos?
– É permanente, Deus nunca parou de criar.

81 Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros?
– Deus os cria, como a todas as outras criaturas, por sua vontade. Mas, repito mais uma vez, sua origem é um mistério.

82 É exato dizer que os Espíritos são imateriais?
– Como podemos definir uma coisa quando não temos termos de comparação e com uma linguagem insuficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem a palavra, incorpóreo seria mais exato, porque deveis compreender bem que o Espírito, sendo uma criação, deve ser alguma coisa. É uma matéria puríssima, mas sem comparação ou semelhança para vós, e tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos.

Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos como matéria. Uma comunidade de cegos não teria termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença acredita ter todas as percepções pela audição, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Ele não compreende as idéias que lhe dariam o sentido que lhe falta. Do mesmo modo, em relação à essência dos seres sobre-humanos, somos como verdadeiros cegos. Podemos defini-los somente por comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço de nossa imaginação.

83 Compreende-se que o princípio de onde emanam os Espíritos seja eterno, mas o que perguntamos é se sua individualidade tem um fim e se, num dado momento, mais ou menos longo, o elemento do qual são formados se dispersa e retorna à massa de onde saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que começou não possa acabar. Os Espíritos têm um fim?
– Há coisas que não compreendeis, porque a vossa inteligência é limitada. Mas isso não é razão para serem rejeitadas. A criança não compreende tudo o que seu pai compreende, nem o ignorante tudo o que compreende o sábio. Nós vos dizemos que a existência dos Espíritos não acaba; é tudo o que, por agora, podemos dizer.