23 de nov de 2012

REFLEXÕES

HÓSPEDES



Convite é responsabilidade para quem o formula.

O hóspede receberá o tratamento que se dispensa à família.

Nenhum amigo, por mais íntimo, tomará a liberdade de chegar à residência dos

anfitriões, a fim de hospedar-se com eles, sem aviso.

Se a pessoa não é convidada a hospedar-se com esse ou aquele companheiro e

precisa valer-se da moradia deles para certos fins, mesmo a curto prazo, não deve fazer isso

sem consulta prévia.

Se alguém procura saber de alguém, quanto à possibilidade de hospedagem e não

recebe resposta, procederá corretamente, buscando um hotel, de vez que o amigo

consultado talvez tenha dificuldades, em casa, que, de pronto, não possa resolver.

Um hóspede para ser educado não entra nos desacordos da família ou do grupo que

o acolhe.

Em casa alheia, necessitamos naturalmente respeitar os horários e hábitos dos

anfitriões, evitando interferir em assuntos de cozinha e arranjos domésticos, embora seja

obrigação trazer o quarto de dormir tão organizado e tão limpo, quanto possível.

Grande mostra de educação acatar os pontos de vista das pessoas amigas, na

residência delas.

Na moradia dos outros, é imperioso ocupar banheiros pelo mínimo de tempo, para


que não se estrague a vida de quem nos oferece acolhimento.

Fugir de apontamentos e relatos inconvenientes à mesa, principalmente na hora das

refeições.

O hóspede não se intrometerá em conversações caseiras que não lhe digam respeito.

Justo gratificar, dentro das possibilidades próprias, aos irmãos empregados nas

residências que nos hospedam, já que eles não têm a obrigação de nos servir.     Do livro Sinal Verde pelo Espírito de André Luiz

Psicografado por Francisco Cândido Xavier

13 de nov de 2012

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÌRITOS

Parte Segunda – Capítulo 2 - Encarnação dos espíritosObjetivo da encarnação  –A Alma -Materialismo


Materialismo



147 Por que os anatomistas2, os fisiologistas3 e em geral os que se aprofundam nas ciências naturais são, muitas vezes, levados ao materialismo?



– O fisiologista vê tudo à sua maneira. Orgulho dos homens,que acreditam saber tudo e não admitem que alguma coisa possa ultrapassar seu conhecimento. Sua própria ciência lhes dá presunção. Pensam que a natureza não pode lhes ocultar nada.



148 Não é de lamentar que o materialismo seja uma conseqüência de estudos que deveriam, ao contrário, mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo? Por isso, pode-se concluir que são perigosos?



– Não é exato dizer que o materialismo seja uma conseqüência desses estudos. É o homem que tira deles uma falsa conseqüência, porque tem a liberdade de abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. O nada, aliás, os amedronta mais do que eles demonstram, e os Espíritos fortes são, muitas vezes, mais fanfarrões do que bravos. A maioria dos materialistas só o são porque não têm nada para encher o vazio do abismo que se abre diante deles. Mostre-lhes uma âncora de salvação e se agarrarão a ela apressadamente.



☼ Por uma aberração4 da inteligência, há pessoas que vêem nos seres orgânicos apenas a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos. Vêem no corpo humano apenas a máquina elétrica; estudaram o mecanismo da vida apenas pelo funcionamento dos órgãos que muitas vezes viram se extinguir pela ruptura de um fio, e não viram nada mais que esse fio.



Procuraram ver se restava alguma coisa e, como encontraram apenas a matéria, que se tornara inerte, e não viram a alma escapar nem a puderam apanhar, concluíram que tudo estava nas propriedades da matéria e que, depois da morte, o pensamento se aniquilava. Triste conseqüência se fosse assim, porque então o bem e o mal não teriam significação alguma; o homem seria levado apenas a pensar em si mesmo e a colocar acima de tudo a satisfação de seus prazeres materiais, os laços sociais seriam rompidos e as afeições mais santas destruídas para todo o sempre. Felizmente, essas idéias estão longe de ser gerais, pode se até mesmo dizer que são muito limitadas e constituíram apenas opiniões individuais, porque em nenhuma parte constituíram doutrina. Uma sociedade fundada sobre essas bases teria em si o germe de sua dissolução, e seus membros se entredevorariam como animais ferozes5 .



O homem tem o pensamento instintivo de que nem tudo se acaba quando cessa a vida. Tem horror ao nada. Ainda que teime e resista inutilmente contra a idéia da vida futura, quando chega o momento supremo são poucos os que não se perguntam o que vai ser deles; a idéia de deixar a vida e não mais retornar é dolorosa. Quem poderia, de fato, encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que amou? Quem poderia, sem medo, ver abrir-se diante de si o imenso abismo do nada onde se dissiparão para sempre todas as nossas capacidades, todas as nossas esperanças, e dizer a si mesmo: “Qual o quê! Depois de mim, nada, nada mais além do vazio; tudo acabou; daqui a alguns dias minhas lembranças serão apagadas da memória dos que me sobreviverem; daqui a pouco não restará nenhum traço de minha passagem pela Terra; o próprio bem que fiz será esquecido pelos ingratos a quem servi; e nada pode compensar tudo isso, nenhuma outra perspectiva além do meu corpo roído pelos vermes!”



Esse quadro não tem alguma coisa de apavorante, glacial? A religião nos ensina que não pode ser assim, e a razão o confirma. Mas essa existência futura, vaga e indefinida não nos dá nenhuma esperança, sendo para muitos a origem da dúvida. Temos uma alma, sim, mas o que é nossa alma? Ela tem uma forma, uma aparência qualquer? É um ser limitado ou indefinido? Uns dizem que é um sopro de Deus; outros, uma centelha; outros, uma parte do grande Todo, o princípio da vida e da inteligência, mas o que tudo isso nos oferece? O que nos importa ter uma alma se depois da morte ela se confunde na imensidade como as gotas d’água no oceano? A perda de nossa individualidade não é para nós o mesmo que o nada? Diz-se, ainda, que é imaterial; mas uma coisa imaterial não poderá ter proporções definidas e para nós equivale ao nada. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou infelizes, conforme o bem ou o mal que tivermos feito. Mas em que consiste essa felicidade que nos espera no seio de Deus? É uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação a não ser a de cantar louvores ao Criador? As chamas do inferno são uma realidade ou um símbolo? A própria Igreja as entende nesta última significação, mas quais são aqueles sofrimentos? Onde está esse lugar de suplício? Numa palavra, o que se faz, o que se vê, nesse mundo que nos espera a todos? Diz-se que ninguém voltou de lá para nos prestar contas.



É um erro dizer isso. A missão do Espiritismo é precisamente a de nos esclarecer sobre esse futuro, de nos fazer, até certo ponto, tocá-lo e vê-lo, não mais só pelo raciocínio, mas apresentando fatos. Graças às comunicações espíritas, isso não é uma presunção, uma probabilidade que cada um entende à sua maneira, que os poetas embelezam com suas ficções ou pintam de imagens alegóricas que nos enganam. É a realidade que nos aparece, pois são os próprios Espíritos que vêm nos descrever sua situação, nos dizer o que foram, o que nos permite assistir, por assim dizer, a todas as peripécias de sua nova vida e, por esse meio, nos mostram a sorte inevitável que nos está reservada, de acordo com nossos méritos e deméritos. Há nisso algo de anti-religioso? Bem ao contrário, uma vez que os incrédulos aí encontram a fé e os indecisos a renovação de fervor e de confiança. O Espiritismo é o mais poderoso auxiliar da religião. E se é assim, é porque Deus o permite e o permite para reanimar nossas esperanças vacilantes e nos reconduzir ao caminho do bem mediante a perspectiva do futuro.





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Compare essa resposta com a da questão 628 (N. E.).

Anatomista: profissional que estuda a forma e a estrutura dos órgãos do corpo humano (N. E.).

Fisiologista: profissional que estuda o funcionamento das atividades vitais do corpo humano: crescimento, respiração, pensamento, etc. (N. E.).

Aberração: desvio, distorção, desatino (N. E.).

Como animais ferozes: embora Kardec tenha escrito isso há quase 150 anos, os sistemas políticos que se basearam na doutrina materialista se auto dissolveram por si, não tiveram continuidade (N. E.).












4 de nov de 2012

LANÇAMENTO DE LIVRO

Em nome do amor: a mediunidade com Jesus

Autor: Divaldo Pereira Franco Espírito: Bezerra de Menezes

Editora FEB


 




Esta é a hora de instaurardes na Terra a proposta de Jesus construindo o mundo novo que já se encontra em vossos corações.”

O que é a mediunidade? Como funcionam os canais de comunicação entre os vivos e os mortos? A partir de palestras e entrevistas concedidas pelo médium Divaldo Pereira Franco, as diversas vertentes do trabalho mediúnico são abordadas nesta obra organizada para estimular e esclarecer a prática e a vivência daqueles que participam e pesquisam a Doutrina Espirita em seu dia a dia.


Além de respostas e comentários sobre a mediunidade, o livro traz ainda uma série de belas mensagens do Espírito Bezerra de Menezes recebidas pelo médium baiano Divaldo Pereira Franco em reuniões do Conselho Federativo Nacional e em outros eventos espíritas nacionais e internacionais .



2 de nov de 2012

REUNIÕES PUBLICAS

NOVEMBRO DE 2012


3ª feira, 14h




Dia 6 - Tema 1 : Pecado por pensamentos, Adultério, ESE, VIII, 5 a 7 - Maria Fausta

           Tema 2: Sinal Verde Lição 35 -Alice Maria




Dia 13- Tema 1 :  Sinal verde´Lição 37 - Evalda

             Tema 2: Meios de conservação, LE, 704 a 710- Luiz Fernando



Dia 20 - Tema 1 -Deixai que venham a mim as criancinhas ESE, VIIII, 18 e 19 - Sylvia Maria

               Tema 2 -Necessário e supérfluo-LE, 715 a 717- Maria José




Dia 27- Dramas da obsessão- Ivone Maria





6ª feira, 20h

Dia 2 - Tema 1: Sinal Verde, Lição 34- Maria Inês

           Tema 2: Finados- Aída Paulo



Dia 9 - Casamento e celibato -LE, 695 a 699 - Bruno


Dia 16 -  A lei de Deus e o processo reencarnatório - Francisco Júnior



Dia 23 -Justiça e misericórdia- Danilo Vilella



Dia 30 -Tema :Vida e Atos dos Apóstolos - Ângela Vidal





Sábado, 17:30


Dia 3- Aprendendo com André Luiz - Wantuil Rodrigues


Dia 10 - Tema 1- Sinal Verde , lição 36 - Elza

               Tema 2 -Escândalos - ESE, VIII, 11 a 17 - Ivone maria



              
Dia 17- Tema 1 :Bem aventurados os que têm os olhos fechados ESE, VIII, 20 e 21- Cecília


              Tema 2 :Gozo dos bens terrenos - Maria Cristina


Dia 24 -Perda de entes amados - André Trigueiro













MOMENTO CEAO

Dois de novembro, dia que elegemos para homenagear os entes amados que voltaram ao mundo espiritual. Momento solene para os encarnados: dia de lembrar e orar. Em muitos casos, a lembrança de uma prece fica apenas por este dia, o que já representa alguma coisa para aquele a quem ela é dirigida. Em O Livro dos Espíritos, na questão 320, aprendemos que a lembrança sensibiliza aos Espíritos “Muito mais do que podeis supor. Se são felizes, esse fato lhes aumenta a felicidade. Se são desgraçados, serve-lhes de lenitivo.”


Mas, basta a lembrança e a prece em apenas um dia?

O Espiritismo nos esclarece que os laços afetivos não se rompem e que a saudade é sentimento natural que deve ser equilibrado para não perturbar a caminhada daqueles que antecederam-nos, portanto, a prece é o grande recurso para que o nosso testemunho de simpatia os alcance e os auxilie a desprender-se das preocupações terrenas; bem como para balsamizar as dores dos que aqui ficaram. É um momento de encontro de corações sob a proteção divina, e deve dar-se durante todo o ano e não apenas num dia.

E a volta ao mundo corporal? Sempre a associamos a momentos felizes, preparação do enxoval, escolha do nome, imaginar o rostinho, sonhar com o futuro...

Mas, e para o reencarnante? Em O Livro dos Espíritos, questões 339 a 341, aprendemos que no momento de encarnar a perturbação espiritual é “Muito maior e sobretudo mais longa. (...) Procede como o viajante que embarca para uma travessia perigosa (...) De ansiedade bem grande, pois que as provas de sua existência o retardarão ou farão avançar conforme as suporte.” Dessas informações concluímos, também, que a prece se faz necessária para que o reencarnante sinta-se fortalecido e certo do amparo de seus pais.

É pela importância desses dois momentos na nossa vida que neste número refletimos sobre eles.


Livre, enfim!...




Hora final!.. A angústia, às súbitas, me toma...

Na fixidez do olhar, as lágrimas por clima...

Dentre a névoa difusa, uma luz se aproxima...

Ergo-me!... O corpo lembra esdrúxula redoma!...



Redivivo, me arrasto... Aspiro doce aroma...

Saio... O luar esplende... A visão se reanima...

O mundo é um roseiral estrelejado em cima...

Dos recessos do ser, o regozijo assoma!...



Será isso morrer?... Em êxtase me espanto!...

Arfa-me o peito em prece... Ouço terno acalanto...

Velhas canções do lar!... Brilha a noite orvalhada!...



Torno aos amados meus!... Cessa a estrada sombria

E parto, livre enfim, sonhando novo dia

No encalço de Outra Luz. Na luz da madrugada!...

Sabino Silva



Como explicar aos pequenos as questões ligadas a desencarnação, encarnação e reencarnação ? Se esta é a sua pergunta, sugerimos uma resposta: busque o auxílio da literatura espírita em obras destinadas à infância.


Para estes temas indicamos três obras publicadas pela FEB:

Meu Avô Desencarnou – Daniella e Fernanda Priolli F.e Carvalho

Bellinha e a Lagarta Bernadete – Adeilson Salles

Volta às aulas – Adeilson Salles




Fonte :Editorial do Rota de Luz-Boletim Informativo do CEAO- Novembro/2012