18 de ago de 2013

CANTINHO DA POESIA


                                           Visão do Cimo



 

1 O mundo atormentado é nau em desatino
Sob a fúria do mar que se agita e encapela…
Tudo treme ao pavor da indômita procela
E o homem — pobre viajor — é o triste peregrino.
2 Mas além surge a mão do Condutor Divino,
Doce, renovadora, imaculada e bela,
Busca o Celeste Amor que longe se acastela,
E acende para a Terra a luz de outro destino.
3 A voz dum só pastor, uma só fé que brade
Concórdia e entendimento a toda a Humanidade,
Na vitória do bem, purificado e santo.
4 Ruge agora a tormenta: entretanto, a alvorada
Presidirá com Cristo a vida transformada
Ao Clarão imortal da glória do Esperanto.
Amaral Ornellas

9 de ago de 2013

FELIZ DIA DOS PAIS !

E sendo Domingo , dia 11 de Agosto , a data em que se comemora o Dia dos Pais, deixamos aqui  esta  página para reflexão e o nosso abraço aos Papais , rogando a Deus para os protejam e que alcancem êxito em sua missões , em especial  para com seus filhos, nessa caminhada ! 


DECLARAÇÃO DE BENS

 

 
 O pai moderno, muitas vezes perplexo, aflito, angustiado, passa a vida inteira correndo atrás do futuro e se esquecendo do agora. Na luta para edi ficar este futuro, ele renuncia ao presente. Por is so, é um homem ocupado, sem tempo para os filhos, envolvido em mil atividades — tudo com o objetivo de garantir o seu amanhã.
É com que prazer e orgulho, a cada ano, ele preenche sua declaração de bens para o Imposto de Renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito esforço, muito trabalho. Lote, casa, apar­ tamento, sítio — tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas ele está sedimentando o futuro da sua família. Se ele parte um dia, por qualquer motivo, já cumpriu sua missão e não vai deixar ninguém desamparado.
E para ir escrevendo cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não se contenta com um emprego só — é preciso ter dois ou três; vender parte das férias, em vez de descansar junto à famíl ia; levar serviço para fazer em casa, em vez de ficar com os filhos; e é um tal de viajar, almoçar fora, discutir negócios, marcar reuniões, preencher a agenda — afinal, ele é um executivo dinâmico, faz parte do mundo competitivo, não pode fraquejar.
No entanto, esse homem se esquece de que a verdadeira declaração de bens, o valor mais alto, aquele que efetivamente conta, está em outra página do formulário do Imposto de Renda — mais precisamente, naquelas modestas linhas, quase es­condidas, onde se lê “relação dos dependentes”. Aqueles que dependem dele, os filhos que ele colo­cou no mundo, e a quem deve dedicar o melhor de seu tempo.
Os filhos são novos demais, não estão interes­sados em lotes, casas, salas para alugar, aumento da renda bruta — nada disso. Eles só querem um pai com quem possam conviver, dialogar, brincar. Os anos vão passando, os meninos vão crescendo, e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma ao trabalho - vulgo construção do futuro - que não viveu com eles, não participou de suas pequenas alegrias, não os levou ou buscou no co­légio, nunca foi a uma festa infantil, não teve tem­po para assistir à coroação da menina — pois um executivo não deve desviar sua atenção para essas bobagens. São coisas de desocupados.

Há filhos órfãos de pais vivos, porque estão “entregues” - o pai para um lado, a mãe para c outro, e a família desintegrada, sem amor, sem diálogo, sem convivência. E é esta convivência que solidifica a fraternidade entre os irmãos, abre seu coração, elimina problemas, resolve as coisas na base do entendimento.
Há irmãos crescendo como verdadeiros estra­nhos, porque correm de um lado para o outro o dia inteiro — ginástica, natação, judô, balé, aula de música, curso de Inglês, terapia, lição de piano, etc. — e só se encontram de passagem em casa, um chegando, o outro saindo. Não vivem juntos, não saem juntos, não conversam — e, para ver os pais, quase é preciso marcar hora.
* * *
Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a única mensagem que tenho para dar — e que tem sido repetida exaustivamente em paróquias, encontros familiares, movimentos e entidades — é esta: não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos.
Dos 18 anos de casado, passei 15 anos correndo e trabalhando, absorvido por muitas tarefas, envolvido em várias ocupações, totalmente entregue a um objetivo único e prioritário: construir o futuro para três filhos e minha mulher. Isso me custou longos afastamentos de casa, viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugadas no estúdio da televisão, uma vida sempre agitada, atarefada, tormentosa, e apaixonante na dedicação à profissão escolhida — que foi, na verdade, mais importante do que minha família.
E agora, aqui estou eu, de mãos cheias e de coração aberto, diante de todos vocês, que me conhecem muito bem. Aqui está o resultado de tanto esforço: construí o futuro, penosamente, e não sei o que fazer com ele, depois da perda do Luiz Otávio.
De que valem casa, carros, sala, lote, e tudo o mais que foi possível juntar nesses anos todos de esforço, se ele não está mais aqui para aproveitar isso com a gente?
Se o resultado de 30 anos de trabalho fosse consumido agora por um incêndio, e desses bens todos não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, não ia provocar o menor abalo em nossa vida, porque a escala de valores mudou, e o dinheiro passou a ter um peso mínimo e relativo em tudo.
Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura e a saúde de um filho amado, para que serve ele? Para que ser escravo dele?
Eu trocaria — explodindo de felicidade — todas as linhas da declaração de bens por uma única linha que eu tive de retirar, do outro lado da folha: o nome do meu filho na relação dos dependentes. E como me doeu retirar essa linha, na declaração de 1983, ano-base de 82.
 
De Hélio Fraga no livro Espelhos e Reflexos pag 194

8 de ago de 2013

COMEMORAÇÃO DOS 90 ANOS DO CEAO

               XXIX JORNADA CULTURAL ESPÍRITA AMARAL ORNELLAS

 É com grande alegria que convidamos a todos para comemorarmos juntos os 90 anos de fundação do Centro Espírita Amaral Ornellas.

Nesta data tão especial para os trabalhadores da Casa de Ornellas, compartilhamos nossa semana confraternativa, a s
er realizada de 25/08 a 31/08, onde relembraremos a vida de Amaral Ornellas e mergulharemos nas lições do mestre Jesus, guia e modelo para todos nós.

25/08 , Domingo 16h Coral do Grupo Espírita André Luiz; Palestra “Porque me tornei Espírita, as emoções de Amaral Ornellas” ,por Bernardo Marques;
v Abertura da Exposição “CEAO, 90 anos de amor”.

27/08, Terça-feira 14h- Palestra “No Roteiro de Jesus” , por Gerson Simões Monteiro.

30/08, sexta-feira 20h-Palestra “Jesus e nós uma trajetória de Amor”, por Ana Rosa Airão.

31/08, sábado 17h30 -Palestra “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”, por André Trigueiro.

                                                           

                                                 

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Parte Segunda – Capítulo 3

Retorno da vida corporal à vida espiritual

A alma após a morte; sua individualidade. Vida eterna – Separação da alma e do corpo – Perturbação espiritual

A alma após a morte

149 Em que se torna a alma logo após a morte?
– Volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos, que havia deixado temporariamente.
150 A alma, após a morte, conserva sua individualidade?
– Sim, nunca a perde. O que seria ela se não a conservasse?
150 a Como a alma continua a ter a sua individualidade, uma vez que não possui mais seu corpo material?
– Ela ainda tem um fluido que lhe é próprio, tomado da atmosfera de seu planeta e que representa a aparência de sua última encarnação: seu perispírito.
150 b A alma nada leva consigo deste mundo?
– Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou amargura, de acordo com o emprego que fez da vida. Quanto mais pura, mais compreende a futilidade do que deixa na Terra.
151 O que pensar da opinião de que, após a morte, a alma retorna ao todo universal?
– O conjunto dos Espíritos não forma um todo? Não constitui um mundo completo? Quando estais em uma assembléia, sois parte integrante dessa assembléia e, entretanto, sempre conservais a individualidade.
152 Que prova podemos ter da individualidade da alma após a morte?
– Não tendes essa prova por meio das comunicações que obtendes? Se não fôsseis cegos, veríeis; e, se não fôsseis surdos, ouviríeis, pois muito freqüentemente uma voz vos fala e revela a existência de um ser fora de vós.
Aqueles que pensam que na morte a alma retorna ao todo universal estão errados, se por isso entenderem que, semelhante a uma gota d’água que cai no oceano, perde sua individualidade. Porém, estarão certos se entenderem por todo universal o conjunto de seres incorpóreos, do qual cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas não se diferenciassem no todo, teriam apenas as qualidades do conjunto e nada poderia distingui-las umas das outras; não teriam nem inteligência, nem qualidades próprias. Porém, muito ao contrário disso, em todas as comunicações demonstram ter consciência do seu eu e uma vontade própria. A diversidade que apresentam em todas as comunicações é conseqüência da sua individualidade. Se após a morte houvesse somente o que se chama de o grande Todo que absorve todas as individualidades, esse Todo seria uniforme e, então, todas as comunicações do mundo invisível seriam idênticas. Uma vez que lá se encontram seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e infelizes, e de todas as espécies: alegres e tristes, levianos e sérios, etc., é evidente que são seres distintos. A individualidade torna-se ainda mais evidente quando esses seres provam sua identidade por manifestações incontestáveis, por detalhes pessoais relativos à sua vida terrestre que se podem comprovar. Também não pode ser posta em dúvida quando se tornam visíveis em suas aparições. A individualidade da alma nos foi ensinada em teoria, como um artigo de fé. O Espiritismo a torna evidente e, de certo modo, material.
153 Em que sentido se deve entender a vida eterna?
– É a vida do Espírito que é eterna; porém, a do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.
153 a Não seria mais exato chamar vida eterna à vida dos Espíritos puros, aqueles que, tendo atingido o grau de perfeição, não têm mais provas para suportar?
– Isso é, antes, a felicidade eterna. Porém, mais uma vez, é uma questão de palavras: chamai as coisas como quiserdes, contanto que vos entendais

2 de ago de 2013

MOMENTO CEAO



E agosto chegou, mês da comemoração dos 90 anos do CEAO.

Coroando todos as atividades de estudos especiais que foram realizadas nos últimos meses, teremos nos dias 27, 30 e 31 a XXIX JOCEAO, a Jornada Cultural Espírita Amaral Ornellas com o tema central Jesus e com o objetivo de estimular-nos a refletir sobre a nossa ação no mundo.
Também como parte das comemorações, no dia 25 será inaugurada no dia 25 a exposição CEAO, 90 anos de amor, a palestra Por que me tornei espírita, as emoções de Amaral Ornellas e a apresentação do coral do G. E. André Luiz.
Agosto também é o mês em que se realiza a  Semana Confraternativa das Casas Espíritas do Méier e Adjacências, e, em torno do Espírito Bezerra de Menezes, serão realizadas palestras em diversas Casas. No CEAO, a palestra será no dia 29, com o tema Ramiro Gama: uma vida dedicada à evangelização. A programação estará à disposição de todos na recepção do CEAO.
 Portanto, agosto será um mês em que, através do estudo e da arte, teremos a oportunidade de conhecer vidas dedicadas à vivência dos ensinos de Jesus e de externarmos a nossa gratidão aos trabalhadores dos dois planos da Vida, fundadores deste Abrigo de Luz que nos acolhe, oferecendo consolo e orientação à luz do Evangelho e da Doutrina Espírita.
Que Deus abençoe o Centro Espírita Amaral Ornellas!

Fonte : Editorial do Rota de Luz , Ano XVI Nº 8 - Boletim informativo do CEAO (Agosto de 2013 ) 





REUNIÕES PÚBLICAS

                                                        AGOSTO DE 2013

Terças, 14 h

dia 06 - Tema :Necessidade  da caridade, ESE,XV, 6 E 7 - Maria Fausta

           Comentário- Um minuto com Jesus,pag 35 - Alice Maia

dia 13 - Tema 1 : Salvação dos ricos, ESE, XVI, 1 e 2 -Wilson

              Tema 2 : Justiça e direitos naturais, LE, 873 a 876 - Luiz Fernando

 dia 20 - Tema : Dramas da Obsessão - Ivone Maria

 dia  27 - No Roteiro de jesus - Gerson Simões Monteiro

Sextas, 20h

Dia 02 - Tema : Preserva-se da avareza. ESE, XVI, 3 e 4 - Laura Barra

               Comentário :Um minuto com Jesus - pag 33 - Walquíria

Dia 09 - Tema : Fora da igreja não há salvação . ESE, XV, 8 e 9 - Aída Paulo

               Comentário : Um minuto com Jesus, pag 37 - Nair

dia 16 - Tema : O serviço na casa espírita - Alonso Santos

dia 23 - Tema : Vida e Ato dos Apóstolos - Angela Vidal

dia 30 - Tema : Jesus e nós, uma trajetória de amor - Ana Rosa Airão

 

Sábados, 17h30

 dia 03-  Tema : Aprendendo com André Luiz- Wantuil Rodrigues

 

 dia 10 - Tema 1 : Fora da caridade não há salvação . ESE,XV, 10 - Gilberto Marques

               Tema 2 : Fatalidade . LE, 851 a 853 - Ivone Maria

 

  dia 17 - Tema :  Parábola do mau rico. ESE,XVI, 5 - Sara

                Comentário : Um minuto com Jesus - pag 39 - Elysa

 

dai 24 -  Tema 1 : Parábola dos talentos. ESE, XVI, 6 - Karina

               Tema 2 : Direito de propiedade . LE, 880 a 883 - Maria Cristina

 

dia 31 -   Tema : Vim para que todos tenham vida e vida em abundância -André Trigueiro