15 de dez de 2013

NATAL DO CORAÇÂO

Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!
Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do lavrador.
Não retenhas, assim, a riqueza do coração que podes dar, tanto quanto o maior potentado da Terra!
Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida.
Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto! Com EIe, inflamarás de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão. Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus!
Que tesouro terrestre pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade no espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte?
Natal no mundo é a epopéia do reconhecimento ao Senhor.
Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio.
Ainda que te encontres em plena solidão da pobreza e do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o dom inefável de tua fé.
Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade, e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia.
Mas, usando tão somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça converteu-se no Salvador do Mundo, e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre.
(Página recebida pelo médium FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)
Por Meimei

Publicado no Jornal Correio Fraterno - Edição 002 Dezembro 1967 / Janeiro 1968
(Texto original com inserção atual de imagem)

6 de dez de 2013

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Parte Segunda – Capítulo 4

Pluralidade das existências

A reencarnação – Justiça da reencarnação – Encarnação nos diferentes mundos – Transmigração progressiva – Destinação das crianças após a morte – Sexo nos Espíritos – Parentesco, filiação – Semelhanças físicas e morais – Idéias inatas

A reencarnação

166 Como a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corporal, pode acabar de se depurar?
– Submetendo-se à prova de uma nova existência.
166 a Como a alma realiza essa nova existência? É pela sua transformação como Espírito?
– A alma, ao se depurar, sofre sem dúvida uma transformação, mas para isso é preciso que passe pela prova da vida corporal.
166 b A alma tem, portanto, que passar por muitas existências corporais?
– Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem vos manter na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse é o desejo deles.
166 c Desse princípio parece resultar que a alma, após ter deixado um corpo, toma outro, ou seja, reencarna em um novo corpo. É assim que se deve entender?
– Evidentemente.
167 Qual é o objetivo da reencarnação?
– Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?
168 O número de existências corporais é limitado ou o Espírito reencarna perpetuamente?
– A cada nova existência, o Espírito dá um passo no caminho do progresso. Quando se libertar de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provações da vida corporal.
169 O número de encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?
– Não; aquele que caminha rápido se poupa das provas. Todavia, essas encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porque o progresso é quase infinito.
170 Em que se torna o Espírito após sua última encarnação?
– Espírito bem-aventurado; é um Espírito puro.

REFLEXÕES

 Quem é solidário nunca será solitário.

Ouvimos, certa feita, da oratória firme e inspirada de Divaldo Pereira Franco, a seguinte expressão:

Quem é solidário nunca será solitário.

O jogo de palavras revela uma verdade incontestável: a de que o vazio escuro da solidão só pode ser preenchido com as luzes claras da caridade.

Quem doa e se doa tem sempre o coração preenchido, e mais dificilmente cai nas teias confusas da solidão e da depressão.

O sentimento de estar sendo útil, seja a alguém, seja a uma causa, seja à sociedade, causa em nossa intimidade uma pacificação instantânea, um prazer espiritual que nos completa.

Os solidários dificilmente têm tempo ou espaço mental para o negativismo, para os pensamentos pessimistas, pois estão ativos, sempre ocupados com causas nobres e elevadas.

Os solitários, ao contrário, perdem-se nas monoideias tristes, nos questionamentos infindáveis, na melancolia doentia.

Desta forma, abrem espaço para a instalação dos conflitos existenciais graves, das distonias, das psicopatologias.

Não nos referimos aqui, de forma alguma, aos momentos de solitude, muito necessários e importantes na vida, mas a esse sentimento negativo, que nos carrega para longe a vontade de viver.

Diz-nos Joanna de Ângelis:

A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaça o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.

Acrescenta ainda a veneranda amiga, que a vida adquiriria cor e utilidade, se trabalhássemos em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais.

Ganharíamos coragem e motivação para nos enfrentar, para romper os obstáculos que ainda nos fazem tão infelizes.

O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão,  exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos não passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício.

É o prazer da afeição em si mesma que deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar à confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, o psicoterapeuta excelente, ao sugerir o "amor ao próximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se.

Isso o faz plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.

O homem solidário jamais se encontra solitário.

O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.

A fé no futuro, a luta por conseguir a paz íntima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.



Redação do Momento Espírita com base no cap. Solidão, da obra O homem integral, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 08.02.2011

4 de dez de 2013

CULTO DO EVANGELHO NO LAR



O QUE É O EVANGELHO NO LAR?
 "O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, ou só,num determinado dia e hora da semana, para uma troca de ideias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar. Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos. Conhecido também como Culto Cristão do Lar, o estudo do Evangelho é, ao mesmo tempo, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo. Outros aproveitam para se esclarecer, também como nós. É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obsessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos. É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bençãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique."

CANTINHO DA POESIA


Poema Divino!!! 

Pai nosso, que estás no céu, na terra, no fogo, na água e no ar. 

Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão. 

Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. 

Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade. 

Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. 

Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição. 

Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. 

Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior. 

Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades. 

Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade. O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. 

As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição. 

Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus. 

Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão. 

Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. 
Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. 
Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. 
Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer. 

Perdoa-me, assim como eu perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão. 

Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação. 

Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência. 

Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minh’alma, como parte que és de minha essência. 

E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão. 

Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição! 

Redação do Momento Espírita

1 de dez de 2013

REUNIÕES PÚBLICAS



  DEZEMBRO DE 2013

Terças, 14 h
dia 03 - Tema :  A Arte no 3º milênio e o Espiritismo – Berenice Lima

dia 10 - Tema 1 : Muito se pedirá, àquele que muito recebeu - ESE, XVIII,10 a 12 -  Maria Lúcia
            Tema 2 : Decepções, ingratidões e afeições destruídas - LE, 937 a 938 – Luiz Fernando


dia 17 – Tema   : Ano Novo, vida nova ? – Hermínia San Gil



Sextas, 20h
Dia 06 - Tema : Nem todos que dizem : Senhor ! Senhor ! entrarão no reino dos céus ESE, XVIII, 6 a 9 – Maria Fausta
Comentário :Um minuto com Jesus - pag 61 – Walquíria

Dia 13- Tema : Inspiração e Intuição – Adriano Almeida

dia 20 - Tema 1 : Dar-se-á àquele que pedir- ESE, XVIII,13 a 15  -  Nilza Erich

             Tema 2 : Uniões antipáticas- LE, 939 a 940 –Heloise



dia 27 - Tema : Vida e Ato dos Apóstolos - Angela Vidal


Sábados, 17h30
Dia 07- Tema : Aprendendo com André Luiz- Wantuil Rodrigues



dia 14- Tema : Vivências com Jesus – Yasmin Madeira

dia 21- Tema : O verdadeiro  sentido do Natal – Gilberto Marques

dia  28 – Tema: Pelas obras é que se conhece o Cristão ESSE, VXII, 16- Ivone Maria
               Comentário :Um minuto com Jesus - pag 63- Lahna