31 de mar de 2015

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
07
Parábola da figueira estéril
Sylvia Maria
14
Influência dos Espíritos nos acontecimentos da vida - Le, 525 a 535.
Maria José
21
Cuidar do Corpo e do Espírito - ESE, XVII, item 11
Roseli Sebastiana
28
Um minuto com Jesus, p. 169
Alice Maia
Os Espíritos durante os Combates - LE, 541 a 548
Maria Lúcia
Sextas - 20h
03
Transmissão oculta do pensamento - LE, 419 a 424
Gilberto
Pecado por pensamento - adultério - ESE, VII, itens 5 a 7
Nilza
10
O Serviço e o Servidor
Sérgio Daemon
17
Ocupações e missões dos Espíritos - LE, 2ª parte, X
Bernardo Marques
24
Um minuto com Jesus, p. 163
Valquíria
Relacionamentos sociais
Ângela Vidal
Sábado - 17h:30min
04
Aprendendo com André Luiz - Entre a Terra e o Céu
Wantuil
11
O que acontece durante uma reunião pública
Denise Duarte
18
O Livro dos Espíritos - Revista Espírita - janeiro/1858
Ivone Maria
25
Um minuto com Jesus, p. 165
Elysa
Verdadeira Pureza - mãos lavadas - ESE, VIII, itens 8 a 10
Karina

POR DENTRO DO MOVIMENTO ESPÍRITA

GRUPO AMIGOS DA PAZ 
SEMANA DA NÃO VIOLÊNCIA - ETERNA PRESENÇA DE MILLECCO

28 de mar de 2015

BIOGRAFIA

CARLOS IMBASSAHY

 

Nascido em 9 de setembro de 1884, doutor Carlos Imbassahy enfrentou galhardamente a passagem do século vivendo até 1969, quando desencarnou antes de completar seus 85 anos de existência bem vivida.

Em 1901 era um jovem advogado que militava nos meios forenses, tendo sido nomeado por concurso público Promotor Público na comarca de Andaraí, uma cidade interiorana do seu estado natal, a Bahia.

A vida forense não lhe sorriu e, como relata seu filho no livro Memórias Pitorescas do Meu Pai, o doutor Imbassahy se deparou com um Juiz ciumento, achando que todos cobiçavam sua distinta consorte (ou sem sorte) e mais os políticos da região, todos armados e determinando a conduta dos demais.

Não podendo cumprir sua função, foi obrigado a largar a magistratura, vindo para o Rio de Janeiro, onde, ainda por concurso, ingressou na carreira de Estatístico do Ministério da Fazenda.

Foi aí que conheceu Amaral Ornelas, o grande poeta espírita, com o qual fez amizade e teve seus primeiros contatos com o estudo doutrinário.

Acumulando com as suas funções de funcionário público, o Dr. Imbassahy também exercia a profissão de jornalista, chegando a ser o Redator-chefe e Diretor da Revista da Estrada de Ferro, além de trabalhar na redação de jornais diários do Rio de Janeiro.

Foi assim que acabou sendo convidado para se tornar redator da revista O Reformador publicada pela Federação Espírita Brasileira (FEB), ocupando o cargo de secretário durante muitos anos.

Junto com seu amigo Amaral Ornelas e com Bernardino Oliva da Fonseca Filho, o Bebé, grande médium psicógrafo, fundaram os três um Centro Espirita em cuja presidência eles se alternavam. Todavia, suas atribuições não impediam que participasse ativamente do movimento espírita onde foi lançado como orador pelo próprio Ornelas.

Adotou um estilo novo de expor, procurando alternar os ensinamentos doutrinários com assuntos leves e até mesmo jocosos que fossem capazes de atrair a atenção dos seus ouvintes. Com isso, aos poucos, foi criando Escola, apesar de combatido pelos mais austeros líderes do movimento espírita.

Mesmo pertencente à direção da revista editada pela FEB, ele ainda não tinha tido conhecimento dos trabalhos de J. B. Roustaing sobre o docetismo cristão que este autor tentara implantar no meio espírita de França e que a FEB resolvera seguir.

Certa vez um padre, em Juiz de Fora, resolveu atacar o Espiritismo. Os companheiros de Doutrina acharam por bem pedir socorro à casa máter, isto é, à FEB que, para atendê-los, indicou o Dr. Imbassahy. Este deveria comparecer àquela cidade, para rebater as acusações do membro eclesiástico da Igreja.

Na hora em que embarcou, por ferrovia, para a aludida cidade, um dos diretores, para ajudá-lo, entrega-lhe os volumes traduzidos pela própria FEB, da obra de Roustaing, dizendo-lhe:

- Imbassahy: aqui você encontrará tudo o que precisa para acabar com o padre!

E o enviado para combater o eclesiástico em Juiz de Fora aproveitou a viagem para estudar a obra que ainda não conhecia. Começou a lê-la. Sua razão, evidentemente, fê-lo estarrecer-se do conteúdo - ao qual considerou absurdo - daquela obra que tinha em mãos.

O principal tópico dos debates seria a ressurreição de Lázaro e quando Dr. Imbassahy leu as explicações dadas pela comunicação mediúnica à Sr.ª Collignon, ficou horrorizado, pensando no fiasco que faria se apresentasse aquilo como argumento para debate.

Foi seu primeiro contato e sua primeira decepção com Roustaing.

Segundo ele, sua grande sorte foi a de que o Padre, no dia do debate, resolveu se ausentar da cidade e ele, “magnanimamente”, preferiu não abordar os temas em foco.

Como era muito amigo dos diretores da FEB, suas atribuições ante a revista, como jornalista, não sofreram qualquer abalo.

Os tempos se passam e desencarna o presidente Guillon Ribeiro. Elegem para substituí-lo um jovem militante roustainguista que tinha outra visão da Doutrina e que achava fundamental que todos os participantes dos cargos diretivos da Federação Espírita Brasileira fossem não apenas adeptos, mas militantes professos do roustainguismo. E, com isso, Dr. Imbassahy, praticamente, foi excluído do seu cargo e afastado, a bem da comunidade, do movimento federacionista.

Mas, a essa altura, seu lastro doutrinário e sua fama de escritor já lhe haviam coroado a carreira literária. Foi dessa forma que seus novos livros encontraram uma série de editores fora do contexto febiano para serem publicados.

E sua bagagem foi enriquecida com excelentes livros cujas edições esgotadas mereciam nova republicação.

Afastado da FEB, passou a ser um dos grandes expoentes, ao lado de seu querido amigo e conterrâneo Leopoldo Machado, o baluarte dos movimentos espíritas que não tinham apoio daquela entidade.

Assim foi orador oficial do Congresso Sul-americano de Espiritismo realizado no Rio de Janeiro; participou de todos os congressos de Escritores e Jornalistas Espíritas realizados no Brasil, até seu desencarne; incrementou o movimento de jovens e teve importante participação junto ao I (e único) Congresso Brasileiro de Mocidades Espíritas. Enfim, destacou-se sobremodo pelo apoio que sempre deu às Semanas Espíritas e a quaisquer atividades doutrinárias que tivessem como escopo a difusão do Espiritismo.

Junto com sua esposa, participou do Teatro Espírita, encenando esquetes e pequenas peças ou entreatos durante as Semanas Espíritas, escrevendo, até, uma comédia intitulada Firma Roscof e Cia, incentivando os jovens espíritas à arte pura e sadia.

Assim, como literato, como jornalista e como expositor doutrinário, realizou uma obra gigantesca que, sem dúvida, deixou um marco indelével no século em que viveu.

São inúmeros os casos pitorescos de sua vida, contados em livro e que merecem ser lidos por todos. Além de divertir, mostra a verve de um grande baluarte da Doutrina que soube aliar a difusão doutrinária com a arte, com sabedoria.

Não se pode falar do Dr. Imbassahy sem fazer uma especial referência à sua esposa, dona Maria, médium de excelentes predicados e que era seu braço forte, no incentivo e em tudo mais que uma companheira dedicada e apaixonada pode fazer por seu marido.

Dona Maria também era uma excelente comediante, só que nunca se dedicou à profissão, senão, participando ao lado do esposo em suas apresentações cênicas no meio espírita. Faziam um par impagável e juntaram-se ao Olympio Campos, outro excelente ator que, depois de crescido, órfão de pais, elegeu o casal para ser seus novos genitores. Os três juntos faziam as cenas de humor nas Semanas Espíritas de que participavam, mostrando que a arte sadia também tem lugar dentro do movimento espírita.

O casal Imbassahy teve um único filho, o Carlos de Brito Imbassahy. Como eles se haviam casado bem tarde, quando o filho nasceu já tinham idade suficiente para conhecerem a vida.

Dr. Imbassahy teve uma vida de glórias. De um comportamento espiritual exemplar, nunca faltou àqueles que lhe pediam ajuda. Certa vez, um pobre camundongo, fugindo à fúria dos seus perseguidores, procurando abrigo sob o salto de seu sapato, não foi denunciado, porque Dr. Imbassahy não teve coragem de delatar o roedor que procurou salvação junto a ele.

Foram inúmeros e sinceros os seus amigos. São casos altamente pitorescos os que envolvem o seu relacionamento com eles. Coisas curiosas que recomendam a leitura das suas memórias.


Finalmente, aos 84 anos, foi acometido de uma leucose aguda que, em pouco mais de seis meses, levou-o à sepultura. Seu enterro (04-08-69), concorridíssimo, deixou uma lacuna dentro do movimento espírita.
 
Fonte :http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/biografias/carlosimbassahy.html


15 de mar de 2015

REFLEXÕES

A Conquista da serenidade


Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam.
Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade?
A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna?
Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito.
Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade.
E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta.
Então vem a pergunta: Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo?
A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.
Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim.
Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: “Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço”. O mesmo acontece em nossa vida.
E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação.
A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo.
E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano.
Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas.
Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranqüiliza-se a mente.
O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar.
É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si.
Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz.
* * *
A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.
Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.
Redação do Momento Espírita, e pensamentos do verbete Serenidade, do livro Repositório de sabedoria, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

14 de mar de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE - CAP. VI
VIDA ESPÍRITA

III - Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos
237. A alma, uma vez no mundo dos Espíritos, tem ainda as percepções que tinha nesta vida?
      — Sim, e outras que não possuía, porque o seu corpo era como um véu que a obscurecia. A inteligência é um atributo do Espírito, mas se manifesta mais livremente quando não tem entraves.
      238. As percepções e os conhecimentos dos Espíritos são ilimitados? Sabem eles todas as coisas?
      — Quanto mais se aproximam da perfeição, mais sabem; se são superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes em todos os assuntos.
      239. Os Espíritos conhecem o princípio das coisas?
      — Conforme a sua elevação e a sua pureza. Os Espíritos inferiores não  sabem mais do que os homens.
       240. Os Espíritos compreendem a duração como nós?
       — Não; e isso faz que não nos compreendamos sempre quando se trata de fixar datas ou épocas.
 Comentário de Kardec: Os Espíritos vivem fora do tempo, tal como o compreendemos; a duração, para eles, praticamente não existe, e os séculos, tão longos para nós, são aos seus olhos apenas instantes que desaparecem na eternidade, da mesma maneira que as desigualdades do solo se apagam e desaparecem, para aquele que se eleva no espaço.
       241. Os Espíritos fazem do presente uma idéia mais precisa e mais justa do que nós?
       — Mais ou menos como aquele que vê claramente tem uma idéia mais justa das coisas do que o cego. Os Espíritos vêem o que não vedes, e julgam diferente de vós. Mas ainda uma vez.: isso depende da sua elevação.
       242. Como têm os Espíritos o conhecimento do passado? Esse conhecimento é para eles ilimitado?
       — O passado, quando dele nos ocupamos, é um presente, precisamente como te lembras de uma coisa que te impressionou durante o teu exílio. Entretanto, como não temos mais o véu material que obscurece a tua  inteligência, lembramo-nos das coisas que desapareceram para ti. Mas nem tudo os Espíritos conhecem, a começar pela sua própria criação.
      243. Os Espíritos conhecem o futuro?
      — Depende, ainda, da sua perfeição. Quase sempre, nada mais fazem do que entrevê-lo, mas nem sempre têm a permissão de o revelar. Quando o vêem, ele lhes parece presente. O Espírito vê o futuro mais claramente, à medida que se aproxima de Deus. Depois da morte, a alma vê e abarca de relance as suas migrações passadas, mas não pode ver o que Deus lhe prepara. Para isso, é necessário que esteja integrada nele, depois de muitas existências.
      243 – a) Os Espíritos chegados à perfeição absoluta têm completo conhecimento do futuro?
      — Completo não é o termo, porque Deus é o único e soberano Senhor eninguém o pode igualar.
      244. Os Espíritos vêem a Deus?
      — Somente os Espíritos superiores o vêem e compreendem; os Espíritosinferiores o sentem e adivinham.
      244. a) Quando um Espírito inferior diz que Deus lhe proíbe ou permite uma coisa, como sabe que a ordem vem de Deus?
      — Ele não vê a Deus, mas sente a sua soberania, e quando uma coisa não deve ser feita ou uma palavra não deve ser dita, recebe uma intuição, uma advertência invisível, que o inibe de fazê-lo. Vós mesmos tendes pressentimentos que são para vós como advertências secretas, para fazerdes ou não alguma coisa. O mesmo acontece conosco mas em grau superior, pois compreendes que, sendo mais sutil do que a vossa a essência dos Espíritos, eles podem receber mais facilmente as advertências divinas.
      244. b) A ordem é transmitida diretamente por Deus, ou por intermédio de outros Espíritos?
      — Não vem diretamente de Deus, pois para comunicar-se com ele é preciso merecê-lo. Deus transmite as suas ordens pêlos Espíritos que estão mais elevados em perfeição e instrução.
      245. A vista dos Espíritos é circunscrita, como nos seres corpóreos?
      — Não, é uma faculdade geral.
      246. Os Espíritos precisam de luz para ver?
      — Vêem pela luz própria, sem necessidade de luz exterior. Para eles não há trevas, a não ser aquelas em que podem encontrar-se por expiação.
      247. Os Espíritos precisam transportar-se, para ver em dois lugares diferentes? Podem ver ao mesmo tempo num e noutro hemisfério do globo?
      — Como o Espírito se transporta com a rapidez do pensamento, podemos dizer que vê por toda parte de uma só vez. Seu pensamento pode irradiai dirigir-se para muitos pontos ao mesmo tempo. Mas essa faculdade depende da sua pureza: quanto menos puro ele for, mais limitada é a sua vista; somente os Espíritos superiores podem ter visão de conjunto.
Comentário de Kardec: A faculdade de ver dos Espíritos, inerente à sua natureza, difunde-se por todo seu ser, como a luz num corpo luminoso. É uma espécie de lucidez universal, que estende a tudo, envolve simultaneamente o espaço, o tempo e as coisas e par; qual não há trevas nem obstáculos materiais. Compreende-se que assim deve ‘ pois no homem a vista funciona através de um órgão que recebe a luz, e sem luz fica na obscuridade. Nos Espíritos, a faculdade de ver é um atributo próprio, que independe de qualquer agente exterior. Avista não precisa da luz. (VerUbiqüidade item 92.)
      248. O Espírito vê as coisas distintamente como nós?
      — Mais distintamente, porque a sua vista penetra o que a vossa não pode penetrar; nada a obscurece.
      249. O Espírito percebe os sons?
      — Sim, e percebe até mesmo os que os vossos sentidos obtusos não podem perceber.
      249 – a) A faculdade de ouvir, como a de ver, está em todo o seu ser?
      — Todas as percepções são atributos do Espírito e fazem parte do seu ser. Quando ele se reveste de corpo material, elas se manifestam pelos me orgânicos; mas, no estado de liberdade, não estão mais localizadas.
      250. Sendo as percepções atributos do próprio Espírito, ele pode deixar de usá-las?
      — O Espírito só vê e ouve o que ele quiser. Isto de uma maneira geral, e sobretudo para os Espíritos elevados. Os imperfeitos ouvem e vêemfreqüentemente, queiram ou não, aquilo que pode ser útil ao seu melhoramento.
      251. Os Espíritos são sensíveis à música?
      — Trata-se da vossa música? O que é ela perante a música celeste, essaharmonia da qual ninguém na Terra pode ter idéia? Uma é para a outra o  que o canto do selvagem é para a suave melodia. Não obstante, os Espíritos vulgares podem provar um certo prazer ao ouvir a vossa música, porque não estão ainda capazes de compreender outra mais sublime. A música tem, para os Espíritos, encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Refiro-me à música celeste, que é tudo quanto a imaginar espiritual pode conceber de mais belo e mais suave.
       252. Os Espíritos são sensíveis às belezas naturais? 
       — As belezas naturais dos vários globos são tão diversas que estamos longe de as conhecer. Sim, são sensíveis a elas segundo as suas aptidões para as apreciar e compreender. Para os Espíritos elevados, há belezas de conjunto diante das quais se apagam, por assim dizer, as belezas dos detalhes.
       253. Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e os nossos  sofrimentos físicos?
       — Eles os conhecem, porque os sofreram, mas não os experimentam como vós, porque são Espíritos.
       254. Os Espíritos sentem fadiga e necessidade de repouso?
       — Não podem sentir a fadiga como a entendeis, e, portanto não necessitam do repouso corporal, pois não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas. Mas o Espírito repousa, no sentido de não permanecer numa atividade constante. Ele não age de maneira material porque a sua ação é toda intelectual e o seu repouso é todo moral.   momentos em que o seu pensamento diminui de atividade e não se dirige a um objetivo determinado; este é um verdadeiro repouso, mas não se pode compará-lo ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar esta na razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam.
      255. Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é o seu sofrimento?
      — Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente que os sofrimentos físicos.
      256. Como alguns Espíritos se queixam de frio ou calor?
      — Lembrança do que sofreram durante a vida e algumas vezes tão penosa como a própria realidade. Freqüentemente, é uma comparação que fazem, para exprimirem a sua situação. Quando se lembram do corpo experimentam uma espécie de impressão, como quando se tira uma capa e algum tempo depois ainda se pensa estar com ela.


1 de mar de 2015

Reuniões Públicas

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
03
Parábola do joio e do trigo
Sylvia Maria
10
O suicida da Samaria - CI, 2ª parte, Cap. V
Ivone Maria
17
Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas - LE, 484 a 488
Wilson
Missão do homem inteligente na Terra - ESE, cap. VII, item 13
Maria José
24
Autoestima: fator de progresso espiritual
Deusa Nogueira
31
Um minuto com Jesus, p. 161
Alice Maia
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos - LE, 459 a 472
Maria Fausta
Sextas - 20h
06
Simplicidade e pureza de coração - ESE, cap. VIII,
1 a 4
Heloise
Anjos de guarda, espíritos protetores, familiares ou simpáticos - LE,489 a 496
Bruno Toscano
 13
Amuletos e talismãs segundo o Espiritismo
Eloy Villela
20
Um minuto com Jesus, p. 157
Nair
Duplo suicídio, por amor e por dever - CI, 2ª parte, cap. V
Bernardo Marques
27
Deveres dos filhos
Ângela Vidal
Sábado - 17h:30min
07
Princípios básicos da Doutrina Espírita
Bernardo Marques
14
Medite e viva melhor
Bianca Pinheiro
21
Mãe e filho - CI, 2ª parte, cap. V
Ivone Maria
28
Um minuto com Jesus, p. 159
Elysa
Diferentes naturezas de manifestações - Revista Espírita - janeiro /1858
Gilberto