"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.
Paulo de Tarso I Coríntios. 6,12
Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 6, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
“… Grande, expressiva faixa da humanidade
terrena transita entre os limites do instinto e os pródromos da razão, mais
sequiosos de sensações do que ansiosos pelas emoções superiores. Natural que se
permitam, nestes dias, os excessos que reprimem por todo o ano, sintonizados
com as entidades que lhes são afins. É
de se lamentar, porém, que muitos se apresentam nos dias normais como
discípulos de Jesus, preferindo, agora, Baco e os seus assessores de orgia ao
Amigo Afetuoso…
“Perdendo-se nos períodos mais recuados, as
origens do carnaval podem ser encontradas na bacanalia, da Grécia, quando era
homenageado o deus Dionísio. Anteriormente, os trácios entregavam-se aos
prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde,
apresentavam-se estas festas, em Roma, como saturnalia, quando se imolava uma
vítima humana, adredemente escolhida, no seu infeliz caráter pagão. Depois, na
Idade Média, aceitava-se com naturalidade: Uma vez por ano é lícito enlouquecer,
tomando corpo, nos tempos modernos, em três ou mais dias de loucura, sob a
denominação, antes, de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria…
“Há estudiosos do comportamento e da psique,
sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e
racalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira
sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval.
Sem dúvida, porém, a festa é o vestígio da
barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da
Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real
substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a
beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.”
“Perdendo-se nos períodos mais recuados, as origens do carnaval podem ser encontradas na bacanalia, da Grécia, quando era homenageado o deus Dionísio. Anteriormente, os trácios entregavam-se aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde, apresentavam-se estas festas, em Roma, como saturnalia, quando se imolava uma vítima humana, adredemente escolhida, no seu infeliz caráter pagão. Depois, na Idade Média, aceitava-se com naturalidade: Uma vez por ano é lícito enlouquecer, tomando corpo, nos tempos modernos, em três ou mais dias de loucura, sob a denominação, antes, de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria…
“Há estudiosos do comportamento e da psique, sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e racalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval.
Sem dúvida, porém, a festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.”


