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30 de jul. de 2012

ESPIRITISMO E ECOLOGIA




O Consolador - Ciência
Livro: O Consolador Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
CIÊNCIAS ESPECIALIZADAS

77 - Os Espíritos se preocupam com a Botânica?- Na Botânica encontrais as mesmas incógnitas dos princípios, apenas explicáveis pelos fatores transcendentes, o que prova a atenção do plano espiritual para com o chamado reino dos vegetais. Esse departamento da Natureza, campo de evolução como os outros, recebe igualmente o sagrado influxo do Senhor, através da assistência de seus mensageiros, desde os pródromos da organização planetária. Recordai-vos de que o homem é discípulo numa escola que o seu raciocínio já encontrou organizada pela sabedoria divina e, em nome dAquele que é a origem sagrada de nossas vidas, amai as árvores e tende cuidado com o campo, onde florescem as bênçãos do céu.


78 - A Zoologia é também objeto de atenção dos planos espirituais?- Sem dúvida, também a Zoologia merece o zelo da esfera invisível, mas é indispensável considerarmos a utilidade de uma advertência aos homens, convidando-os a examinar detidamente os seus laços de parentesco com os animais, dentro das linhas evolutivas, sendo justo que procurem colocar os seres inferiores da vida planetária sob o seu cuidado amigo. Os reinos da Natureza, aliás, são o campo de operação e trabalho dos homens, sendo razoável considerá-las mais sob a sua responsabilidade direta que propriamente dos Espíritos, razão por que responderão perante as leis divinas. pelo que fizeram, em consciência, com os patrimônios da natureza terrestre.



11 de jun. de 2012

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

De 13 a 22 de junho, o Rio de Janeiro será a sede do evento Rio+20 - a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Deverão participar líderes dos 193 países que fazem parte da ONU. O principal objetivo do encontro é renovar e reafirmar a participação dos líderes com relação ao desenvolvimento sustentável no planeta Terra. É, portanto, uma segunda etapa da Cúpula da Terra (ECO-92) que ocorreu há 20 anos na cidade do Rio de Janeiro. Dentre os temas que serão debatidos, destacam-se: balanço do que foi feito nos últimos 20 anos em relação ao meio ambiente; ações para garantir o desenvolvimento sustentável do planeta; maneiras de eliminar a pobreza; a governança internacional no campo do desenvolvimento sustentável. Por isso, nós , espíritas cristãos, ou simpatizantes, temos para nosso bem e bem de toda a humanidade terrena que estar altamente compromissados com as questões da sustentabilidade do Planeta - Mãe - Terra, que nos abriga, por misericórdia de Deus. Vibremos positivamente para que esta conferência atinja os objetivos alcançados e reflitamos no avanço já realizado e nas próximas etapas. Que façamos a nossa parte para tornar o planeta mais acolhedor. "A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades , é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário”. (Allan Kardec - Livro dos Espíritos – cap. V, da Lei de Conservação Como forma de contribuir para os cuidados com o planeta, destacamos algumas eco dicas, que podem ser praticadas no dia a dia. Para mais detalhes, indicamos o site http://sustentabilidadedf.multiply.com/journal/item/2 :

11 de mar. de 2012

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

ANIMAIS EM SOFRIMENTO

Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema. Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la. Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.

Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola? E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?

Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível. O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-la na posse definitiva do raciocínio.

Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.

Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão, e atingindo a razão, entre os homens, é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente.

O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las. O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.

Certifiquemo-nos, porém, de que toda criatura caminha para o reino da angelitude, e que, investindo-se na posição de espírito sublime, não mais conhece a dor, porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz.

Emmanuel
Do livro “Aulas da Vida”, psicografia de Chico Xavier

16 de jan. de 2012

ESPIRITISMO E ECOLOGIA


OS ELEMENTAIS SOB A ÓTICA ESPÍRITA

Transcrito da Revista Allan Kardec. Divaldo Franco responde sobre os elementais, fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc

- Existem os chamados Espíritos elementais ou Espíritos da Natureza?
Divaldo P. Franco – Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se alguns deles ‘deuses’ , que se faziam temer ou amar.

- Qual é o estágio evolutivo desses espíritos?
DPF – Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza.


- Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de Espíritos?
DPF – De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam.

- Estes Espíritos se apresentam com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc?
DPF – Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o Período Intermediários entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.


- Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, Espíritos humanos, por ciclos evolutivos, reencarnações?

DPF – A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e ‘desvela o seu Deus interno’. Na questão no. 538 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou Espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que serão”.

- Algum dia serão ou já foram homens terrestres?
DPF – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem moral e intelectualmente, avançando sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.

- O elementais são autóctones ou vieram de outros planetas?
DPF – Pessoalmente acreditamos que um numero imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso planeta.

- Que tarefas executam?
DPF – Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos... interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos”, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536-b de “O Livro dos Espíritos”.

- Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza?
DPF – Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus”.

- Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa?
DPF – O conceito de matéria na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica.

- Qual é o habitat natural desses Espíritos?
DPF – A erraticidade, o mundo dos Espíritos , pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.

- Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos homens?
DPF – Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem-se benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a preservem, , a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo”.

http://hospedagem.infolink.com.br/nostradamus/element.htm

7 de nov. de 2011

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

Entrevista do jornalista e orador espírita André Trigueiro concedida na última edição do "Reformador" de Outubro/2011:

André Trigueiro, autor do livro Espiritismo e Ecologia (FEB), considera que a Lei de Conservação de O Livro dos Espíritos é um tratado de sustentabilidade

Reformador: Como surgiu seu interesse em relacionar Espiritismo e Ecologia?

Trigueiro:
Sou espírita, jornalista interessado em sustentabilidade há pelo menos 20 anos, e tenho uma pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ. A combinação desses fatores me precipitou na direção dessa linha de investigação. O livro – já na terceira edição – não esgota o assunto, mas deixa claro a razão pela qual nós espíritas devemos ter atenção redobrada nesta encarnação para com os limites do planeta que generosamente nos acolhe. A situação é difícil e a Humanidade é a responsável direta pela crise ambiental sem precedentes que experimentamos no momento. A educação para a sustentabilidade encerra princípios éticos e morais que são caros à Doutrina Espírita. Devo dizer que me incomodava muito uma certa distância que várias casas espíritas mantinham do tema “meio ambiente”, como se a exaltação dos valores espirituais nos eximisse de responsabilidade para com o que acontece aqui e agora em nossa casa planetária. Mas isso está mudando.

Reformador: Que destaque daria, em obras de Kardec, com relação ao tema?

Trigueiro:
Bem entendida, a posição assumida pelo Espiritismo em favor da vida – condenando o aborto, a eutanásia e o suicídio alcança também a dimensão planetária na condenação do ecocídio, ou seja, a capacidade de a Humanidade realizar escolhas que reduzem nossas possibilidades de existência nesse plano. Todo o capítulo de O Livro dos Espíritos que versa sobre a Lei de Conservação é um tratado de sustentabilidade. Quando a Doutrina estabelece a diferença entre o que é necessário e o que é supérfluo, e nos orienta em relação ao uso inteligente dos recursos naturais (“A Terra produziria sempre o necessário, se o homem soubesse contentar-se com o necessário”)1 há sinergia absoluta em relação aos modernos relatórios da ONU que condenam os atuais meios de produção e de consumo. Outro tema que me interessa muito é a influência de nossos sentimentos e pensamentos na qualidade da psicosfera terrena. Temos o poder de influenciar coletivamente a Natureza, através da qualidade e da intensidade de nossas vibrações. A Doutrina Espírita também reconhece o trabalho dos elementais, seres encarregados de proteger a Natureza e sustentar seus processos cíclicos. Outra informação valiosa remete à identificação visceral que temos com a Terra: somos feitos dos mesmos elementos que constituem o planeta, e isso vale para o corpo material ou o perispírito. “Do pó viestes para o pó voltareis” [Gênesis, 3:19] não é poesia bíblica, é Ciência. E o que acontece com a terra, o ar e a água, portanto, fora de nós, reverbera dentro de nós. Estamos todos conectados.

Reformador: Você relaciona eventuais desrespeitos ao meio ambiente às alterações climáticas?

Trigueiro:
O livro de nossa autoria traz informações atualizadas sobre a maior crise ambiental da História da Humanidade e como somos responsáveis por isso. Na verdade, somos parte do problema e devemos ser parte da solução. A crise climática é a mais preocupante e demanda soluções urgentes. Mas nossas atenções devem estar voltadas também para a destruição sistemática da biodiversidade, a produção monumental de lixo, a escassez de recursos hídricos, a transgenia irresponsável, o consumismo desvairado, o crescimento desordenado das cidades e outros problemas que fazem parte do nosso tempo e exigem respostas de nossa parte ainda nesta existência. O espírita está sendo convocado à ação aqui e agora. A maior nação espírita do planeta está situada no único país com nome de árvore, que concentra o maior estoque de água doce (superficial de rio ou subterrânea), a maior quantidade de solo fértil, o maior número de espécies conhecidas e catalogadas. Mera coincidência?

Reformador: Como os espíritas têm reagido ao seu livro e em eventos que participa?

Trigueiro:
Percebo enorme receptividade e acolhimento aos assuntos do livro. Tenho recebido muitas manifestações (especialmente em mensagens endereçadas pela Internet) de espíritas que usam o livro para palestras, trabalhos em mocidades, ou para orientar mudanças estruturais nas rotinas da própria instituição. É particularmente interessante a reação das pessoas à forma como abordamos a questão do consumo de carne. Se é verdade que o consumo de carne na alimentação é condizente com o nível evolutivo em que muitos de nós nos encontramos, também é verdade que isso não deve justificar o uso de métodos cruéis, dolorosos, que impõem sofrimento desnecessário aos nossos irmãos menos evoluídos da Criação.O Brasil é o maior produtor de proteína animal do mundo e muitos espíritas se surpreendem com o circo dos horrores que se esconde por detrás dessa indústria. Como eventuais consumidores de carne, devemos zelar pelo bem-estar animal e pelo que se convencionou chamar de “abate humanitário” (o nome é esquisito mas é assim mesmo).

Reformador: Que ações recomendaria aos espíritas?

Trigueiro:
Precisamos fazer agora tudo o que esteja ao nosso alcance em favor do uso responsável e ético dos recursos naturais não renováveis do planeta. Muitos espíritas se acomodam pelo fato de o mundo de regeneração estar a caminho. Supõem que não haja o que fazer em relação ao planeta, pois que o destino do orbe já está selado. Convém recordar as explicações de Santo Agostinho, em O Evangelho segundo o Espiritismo, sobre as diferentes categorias de mundos habitados. Ao explicar o que é o mundo de regeneração, Santo Agostinho confirma a condição de orbe mais evoluído ética e moralmente, entretanto, não há qualquer menção às qualidades ambientais deste mundo. Ou seja, podemos deduzir que os suprimentos de água limpa, solo fértil, ar puro, biodiversidade e as condições climáticas serão definidos a partir das escolhas que realizarmos agora, e que se persistirmos em não nos modificarmos nesta encarnação (hábitos, comportamentos, estilos de vida e padrões de consumo), poderemos determinar uma situação curiosa num futuro próximo: o planeta cuja vibração se eleva para hospedar uma humanidade mais evoluída ética e moralmente seria o mesmo destroçado ambientalmente. Não merecemos isso. Podemos reduzir drasticamente este risco se fizermos o dever de casa já. Sabendo usar, não vai faltar.

Reformador: A criança também poderia ser precocemente educada nesse sentido?

Trigueiro:
A criança deve ser educada para lidar com os desafios do mundo em que vive. Uma escola pública ou privada que ignore o senso de urgência que deve reger um projeto pedagógico comprometido com a sustentabilidade, é uma escola que não merece ser chamada de “instituição de ensino”. O mundo mudou muito nas últimas décadas. As escolas e universidades que não estiverem minimamente antenadas com esse novo tempo, não poderão formar cidadãos capacitados para enfrentar o que vem por aí.Convém buscar informação e entender o contexto civilizatório em que estamos inexoravelmente imersos.

Reformador: Uma mensagem ao leitor de Reformador.

Trigueiro:
Que o mundo será um dia um lugar melhor e mais justo, não há dúvida alguma. A grande questão ainda sem resposta é: haverá tempo para que esse mundo melhor e mais justo seja também um mundo ambientalmente sadio e agradável? Depende de nós. Qual a sua escolha?

Fonte: http://www.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=268

3 de mai. de 2011

ESPIRITISMO E ECOLOGIA


O CONSUMO SEGUNDO O ESPIRITISMO

"Enquanto os ecologistas usam ferramentas cada vez mais sofisticadas para medir os impactos do consumo sobre os recursos naturais, os espíritas denunciam os problemas éticos decorrentes do consumismo. O assunto aparece bem fundamentado no capítulo V de O Livro dos Espíritos, que versa sobre a Lei de Conservação. É o caso da pergunta 705, em que Kardec indaga à Espiritualidade sobre um possível descompasso entre a capacidade de suporte da Terra e as necessidades humanas.
- Por que nem sempre a Terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?
- É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes acusa a Natureza do que só é resultado de sua imperícia ou da sua imprevidência. A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele emprega no supérfluo o que poderia ser aplicado no necessário [...]
É muito interessante a semelhança dessa resposta com uma frase bastante conhecida do MAHATMA GANDHI, proferida no século seguinte:"A Terra pode oferecer o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens."
Algumas religiões ou doutrinas filosóficas denunciam com muita clareza o risco do deslumbramento com o mundo material. Defendem a consagração de parte de nosso tempo e energia ao cultivo de valores espirituais, considerados imperecíveis e essenciais, que nos acompanham, após o fim da vida corporal, por toda a eternidade. Um dos grandes desafios da existência na Terra é calibrar com sabedoria as demandas da matéria - de que somos feitos - sem se deixar levar pelas vicissitudes do mundo material. Nesse sentido, o apego à matéria é fator de sofrimento e estagnação material. [...]"

Do Livro "Espiritismo e Ecologia"
Autor - André Trigueiro

2 de mar. de 2011

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A ÁGUA

Água santa, benção pura das bênçãos celestiais, que o Senhor te multiplique os doces mananciais. Água que lavas o corpo de todas as criaturas, és a fonte de bondade que dimana das alturas. Sangue vivo do planeta, na forma que aperfeiçoa, nos campos do mundo inteiro toda a terra te abençoa. O teu impulso amoroso é vida, perfume, essência, és em todos os recantos, Mãe das forças da existência. Por ti, há pomares fartos, doçuras no lar que abriga, ventos frescos no deserto, orvalho na noite amiga. Água tranquila e bondosa que acaricia o sedento, lavas manchas, lavas sombras, desde o solo ao firmamento. Aclaras a imensidade, na borrasca, no escarcéu, circulas em toda a terra, depois de voltar ao céu. Água santa, irmã da paz, da abundância, da limpeza, garantes o dom da vida nas luzes da Natureza. Doce bem da Divindade que envolve os lares e os ninhos, és a terna mensageira do amor de Deus nos caminhos. Em todo o lugar do mundo, haja paz, haja discórdia, és a benção paternal da Eterna Misericórdia.

Do livro Cartilha Da Natureza - Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

28 de jan. de 2011

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A GRANDE FAZENDA

Cartilha Da Natureza
Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha
E ele repartiu por eles a fazenda.” JESUS-LUCAS, 15:12

A natureza é a fazenda vasta que o Pai entregou a todas as criaturas. Cada pormenor do valioso patrimônio apresenta significação particular.A árvore,o caminho,a nuvem,o pó,o rio,revelam mensagens silenciosas e especiais.

É preciso,contudo,que o homem aprenda a recolher-se para escutar as grandes vozes que lhe falam ao coração. A Natureza é sempre o celeiro abençoado de lições maternais.Em seus círculos de serviço,coisa alguma permanece sem propósito,sem finalidade justa.

Eis a razão pela qual o trabalho de Casimiro Cunha se evidência com singular importância.O coração vibrátil e a sensibilidade apurada conchegaram-se a Jesus,para trazer aos ouvidos dos companheiros encarnados algumas notas da universal sinfonia.

Esta cartilha amorosa relaciona,em rimas singelas,alguns cânticos da fazenda divina que o Pai nos confiou.Envolvendo expressões na luz infinita do Mestre,Casimiro dá notícias das coisas simples,cheias de ensino transcendental.No relatório musicado de sua alma sensível,o milharal,o pântano,a árvore,o ribeiro,o malhadouro, dizem alguma coisa de sua maravilhosa destinação,revelando sugestões de beleza sublime. É o ensino espontâneo dos elementos,o alvitre das paisagens que o hábito vulgarizou,mas se conservam repletas de lições sempre novas.

O trabalho valioso do poeta cristão dispensa comentários e considerações. Entregando-o,pois,ao leitor amigo,não temos outro objetivo senão lembrar a fazenda preciosa que se encontra em nossas mãos. A Natureza é o livro de páginas vivas e eternas. Em abrindo a cartilha afetuosa de Casimiro, recordemos Aquele que veio a Terra,começando pela manjedoura;que recebeu pastores e animais como visita primeira;que foi anunciado por uma estrela brilhante;que ensinou sobre as águas,orou sobre os montes,escreveu na terra,transformou a água simples em vinho do júbilo familiar;que aceitou a cooperação de um burrico para receber homenagens do mundo;que meditou num horto,agonizou numa colina pedregosa,partiu em busca do Pai através dos braços de um lenho ríspido e ressuscitou num jardim.

Relembremos semelhantes ensinos e recebamos a fazenda do Senhor,não como o filho pródigo que lhe desbaratou os bens,mas como filhos previdentes que procuram aprender sempre,enriquecendo-se de tesouros imortais.

Pedro Leopoldo, 20 de Maio de 1943. Emmanuel

16 de dez. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA


Poluição e Psicosfera

Autor: Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco


Ecólogos de todo o mundo preocupam-se, na atualidade, com a poluição devastadora, que resulta dos detritos superlativos que são atirados nos oceanos, nos rios, lagos e "terras inúteis" circunjacentes às grandes metrópoles, como o tributo pago pelo conforto e pelas conquistas tecnológicas, desde os urgentes ingredientes e artefatos para a sobrevivência, às indústrias bélicas, às de explorações novas, às "de inutilidade" que atiram fora centenas de milhões de toneladas de lixo, óleos e resíduos em todo lugar.

Além dessas, convém recordarmos a de natureza sonora, dos centros urbanos, produzindo distonias graves e contínuas...

Os mais pessimistas, porém, prevêm a possível destruição da vida vegetal, animal e hominal como efeito dos excessivos restos produzidos pelos engenhos de que o homem se utiliza, e logo o esmagarão após transformar a Terra num caos...

Mais grave, demonstram os técnicos no assunto importante, é a poluição atmosférica, graças às substancias venenosas que são expelidas pelas fábricas em forma de resíduos, pelos motores de explosão a se multiplicarem fantástica, insaciavelmente, e os inseticidas usados para a agricultura...

Voluptuoso e desconsertado por desvarios múltiplos do homem, as máquinas avançam, dirigidas pela inconcebível ganância, desbastando reservas florestais e influindo climatericamente com transformações penosas nas regiões, então, vencidas...

O espectro de calamidades não imaginados ronda e domina com segurança muitos departamentos ambientais ora reduzidos à aridez...

Cifras assustadoras denotam o quanto se desperdiça na inutilidade—embora a elevada estatística chocante dos que se estorcegam na mais ínfima miséria, rebocando-se na coleta dos montes de lixo, a cata de destroços de que possam retirar o mínimo para sobreviver!—comprovando que no galvanizar das paixões, o homem moderno, à semelhança de Narciso, continua a contemplar a imagem refletida nas águas perigosas da vaidade e do egoísmo em que logo poderá asfixiar-se, inerme ou desesperado. No entanto, irrefletido, impõe-se exigências dispensáveis, a que se escraviza, complicando a própria e a situação dos demais usuários dos recursos da generosa mãe-Terra.

Nesse panorama deprimente, e para sanar alguns dos males imediatos e outros do futuro, sugestões e programas hão surgido preocupando as autoridades responsáveis pelos Organismos Mundiais, no sentido de serem tomadas providências coletivas e salvadoras urgentes. Algumas já estão sendo postas em prática, embora em número reduzido, tais o reflorestamento; a ausência de tráfego com motores de explosão em algumas cidades uma vez por semana; a tentativa da industrialização do lixo, com aproveitamento de energia, adubos e outros; controle no uso de pesticidas na lavoura; técnicas não poluentes com o fim de gerar energia; as áreas verdes na cidades; a segurança por meio de controle das experiências nucleares, a fim de ser evitada a contaminação . . .

Afirma-se que por onde o homem e a civilização passam ficam os sinais danosos da sua jornada, em forma de aridez, destruição e morte.

As grandes Nações materialmente, estruturadas e guindadas ao ápice pela previsão futurológica de mentes e computadores que prometiam tudo resolver, fazendo soberbas e vãs as criaturas, foram surpreendidas, há pouco, pelas conseqüências gerais da própria impetuosidade, no resultado da guerra no Oriente Médio, fazendo-as parar e modificando, em muitas delas, as estruturas e programas, previsões e soberania pelas exigências do deus petróleo em que estabeleceram as bases do seu poderio e das suas glórias, decepcionadas, atônitas..

Algumas tiveram a economia abalada, padecendo crises que resultaram do gravame geral, modificando a política interna e externa, num atestado de nulidade quanto aos compromissos humanos assumidos, à segurança e precariedade das humanas forças.

Como resultado, apressam-se as negociações internacionais por acordos diplomáticos e conchavos político-econômicos, enquanto a fome, campeando desassombradamente, confirma a falência dos cálculos e das fantasias materialistas, visivelmente per turbadas no testemunho dos seus líderes em convulsas transações com que tentam reequilibrar o poderio avassalado, quando, não, perdido ..

O poder de um dia. qual efêmera glória, sempre muda de mão e local, fazendo oscilarem, mudarem de rumo os interesses e as supostas proteções, fruto, indubitavelmente, de uma poluição descuidada—a de natureza moral!

A força e a grandeza de alguns povos até há pouco mandatários da Terra cederam lugar aos potentados reais, que se demoravam desconsiderados e as exigências da fome ameaçadora e voraz os situou como as legitimas potências que são disputadas, após o deus negro: o arroz, o trigo, o milho e o sorgo cujos celeiros, quase vazios no mundo, deles necessitam com urgência para a sobrevivência dos seres

Todavia, o homem ingere e disparate mais terrível poluição, venenosa quão irrefreável graças ao cultivo de lamentáveis atitudes em que persevera e se compraz: referimo-nos à poluição mental que interfere na ecologia psicosférica da vida inteligente, intoxicando de dentro para fora e desarticulando de fora para dentro.

Estando a Terra vitimada pelo entrechoque de vibrações, ondas e mentes em desalinho, como decorrência do desamor, das ambições desenfreadas, dos ódios sistemáticos, as funestas conseqüências se faz em presentes não apenas nas guerras externas e destrutivas, mas também nas rudes batalhas no lar, na -família, no trabalho, nas ruas da comunidade, no comportamento. Intoxicado pela ira, vencido pelo desespero que agasalha, foge na direção dos prazeres selvagens nos quais procura relaxar tensões, adquirindo mais altas cargas de desequilíbrio em que se debate.

A poluição mental campeia livre, favorecendo o desbordar daquela de natureza moral, fator primacial para as outras que são visíveis e assustadoras

O programa, no entanto, para o saneamento de tão perigoso estado de coisas, já foi apresentado por Jesus, o Sublime Ecólogo que em a Natureza, preservando-a, abençoando-a, dela se utilizou, apresentando os métodos e técnicas da felicidade, da sobrevivência ditosa nos incomparáveis discursos e realizações de que inundou a História, estabelecendo as bases para o reino de amor e harmonia, sem fim, sem dores, sem apreensões...

Nunca reagiu o Mestre—sempre agiu com sabedoria

Jamais se permitiu ferir -- deixou-se, porém crucificar,

Nenhuma agressão de Sua parte—facultou-se, no entanto, ser agredido.

Por onde passou, deixou concessões de esperança, bálsamo de reconforto, amenidade e paz. Seus caminhos ficaram floridos pelas alegrias e abençoados pelos frutos da saúde renovada.

Rei Solar, fez-se servo humilde de todos, mantendo-se inatingido, embora o ambiente em que veio construir a Vida Nova para os tempos futuros..

Repassa-Lhe a sublime trajetória.

Busca-O!

Faze uma pausa na terrível conjuntura em que te encontras e recorda-O.

Para toda enfermidade, Ele tem a eficiente terapia; para as calamidades destes dias, Ele tem a solução.

Ama e serve, portanto, como possas, quanto possas, quando possas.

A Terra sairá do caos que a absorve e voltarão o ar puro, a água cristalina, a relva repousante, o trinar dos pássaros, o fulgor do sol e o faiscar das estrelas em nome do Pai Criador e de Jesus, o Salvador Perene de todos nós.

Texto retirado do livro Após a Tempestade,

26 de nov. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A LENHA

Essa lenha pobre e seca, que se entrega com bondade, é sugestão do caminho e exemplifica a humildade. Já pensaste em seu passado? Um lenho seco... que era? Talvez o galho mais lindo dos dias da primavera. Quem sabe? talvez um tronco, terno abrigo nos caminhos, um palácio nobre e verde de flores e passarinhos.
No entanto, em missão de auxílio, com santa resignação, não se nega a cooperar nas máquinas de carvão. Em noite chuvosa e fria, ela é a doce companheira que aquece as recordações, crepitando na lareira. Ao seu calor, os mais velhos acham prazer na lembrança; os mais moços a alegria de comentar a esperança. Morrendo animosamente, em chamas de luz e graça, ela sabe que é de Deus, por isso trabalha e passa. Se viveu rindo e cantando, entre seivas e prazeres, com os mesmos encantamentos, cumpre os últimos deveres.
Ah! quão poucos na jornada convertem reminiscências em calor, vida e perfume de novas experiências!... Mas chega o dia em que o homem, sem combater, sem negar-se, precisa, como essa lenha, da coragem de apagar-se.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

20 de nov. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A FLOR

Olhai os lírios do campo vestidos de aroma e luz!... Este apelo vem do ensino do Evangelho de Jesus. O Mestre ensinou que a flor, sem qualquer preocupação, é mais rica e mais formosa que a pompa de Salomão. Diversos homens sem Cristo, de mente pobre e enfermiça, supuseram nesse apelo a exaltação da preguiça.
A lição, porém é outra: A força de sua essência louva em tudo, antes de tudo, o trabalho e a obediência. Bem poucos homens reparam que na selva, ou no jardim, toda flor revela e guarda harmonia até o fim. Sua doce formosura é bem que nunca se esvai, enfeitando os aposentos da Casa de Nosso Pai. Se alguém a separa da haste, quando nada mais lhe resta, completa com a sua dor, os júbilos de uma festa. No lamaçal, nas estufas, na miséria ou na opulência, a alegria harmoniosa é a vida de sua essência.
A flor pequenina e frágil, que nasce e perfuma à-toa, revela que em toda a parte a vida é formosa e boa. O que é preciso é guardar, na aspereza mais sombria, a fé no Pai de Bondade ao ritmo da alegria.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

5 de nov. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A LÃ

Em todas as latitudes da terra que aperfeiçoa, é sempre meiga e bem vinda a lã carinhosa e boa. Conserva a saúde e a vida, nos invernos, nos trabalhos, e mãe delicada e nobre dos mais puros agasalhos. Faz frio? Desceu a noite em borrascas escarninhas? A lã protetora e santa vai vestir as criancinhas. Há velhice amargurada movendo-se quase morta?
A divina benfeitora vem de leve e reconforta. Enfermos entristecidos atados a grandes dores? Recolhe-os bondosamente em ninhos de cobertores. Presta aos homens neste mundo auxílio amoroso e forte, desde o berço da chegada, ao leito de dor na morte. Heroína afetuosa de serviço e de bondade, preserva no mundo inteiro o corpo da Humanidade. Quem a veste, conservando-a, encontra incessantemente a couraça que resiste ao frio mais inclemente. Lembremos, vendo-a servir sem recompensa e sem palmas, o Cordeiro que dá lã necessária a nossas almas. Não te doa nos caminhos o inverno de angústia e pranto: vistamos os sentimentos em lã do Cordeiro Santo.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

26 de out. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A EROSÃO

Quem busca na paz do campo os bens da contemplação, costuma encontrar, por vezes, as surpresas da erosão. Dos cumes da paisagem, eis que a visão descortina horizontes luminosos navastidão peregrina! Em torno rebentam flores nas folhagens perfumosas, entre as árvores e osninhos sopram brisas buliçosas. Misturando-se , à verdura, há caminhos de enxurrada, formando abismos escuros na terra dilacerada. Em derredor, tudo é glória do campo verde e florido; Céu de anil, promessa e luz, mas o solo está ferido. Somente à custa de esforço, de luta excessiva e estranha, é possível reparar as úlceras da montanha. É um quadro que faz lembrar as almas de grande altura, que, embora a ciência e o brilho, tem abismos de amargura são montes iluminados de sonho e conhecimento, mas, degradados por vezes, nos planos do pensamento. Recebem, da luz de Deus, dons sublimes e infinitos, mas se deixam avassalar de enxurradas e detritos. Quem guarde na intimidade tais feridas de erosão, e que vive sem defesa nos campos do coração.

Cartilha Da Natureza Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

20 de out. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A ENCHENTE

O quadro é lindo e imponente na calma da natureza, a massa da água é mais bela, mais suave a correnteza. O rio enorme extravasa, conquistando as cercanias, encaminha-se às baixadas, desce às furnas mais sombrias. A torrente dilatada estende a dominação, refresca e fecunda o solo nas zonas de plantação. Mas, em haurir-lhe a grandeza, os bens, a virtude, a essência, precisa-se em toda parte muita luta e previdência. Aterros, diques, cuidados, trabalhos e sacrifícios, todo esforço é necessário por colher-lhes os benefícios. Sem isso reduz-se a enchente às grandes devastações, ameaças, lodo e vermes, mosquitos, flagelações. A abundância generosa foi vista e considerada; Entretanto, a imprevidência guarda a lama envenenada. Reconhecendo a beleza deste símbolo profundo, podemos ver no seu quadro muita gente deste mundo. O poder, a autoridade, a fortuna, a inteligência, são enchentes dadivosas da Divina Providência. Mas, se o homem não vigia, é várzea que inspira dó. A abundância não lhe deixa mais que lodo, lixo e pó.

Livro: Cartilha Da Natureza

Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

5 de out. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A DERRUBADA

Rangem troncos seculares aos golpes do lenhador. É o machado formidando no impulso renovador. Toda a floresta se agita em terríveis convulsões, continua a derrubada que precede as plantações. Sol quente. Suor. Serviço. E as árvores vigorosas estraçalham com fragor as frondes cariciosas. Após o trabalho ingente, a invasão do fogaréu; Fumo espesso devorando a doce amplidão do céu. Gritam aves assustadas, sem ninho, sem paz, sem guia, animais inferiores vão fugindo em correria. A seguir vem a coivara completando a grande prova, é o termo da derrubada a favor da vida nova. Somente aí são possíveis, pasto verde e espiga loura, pomares esementeiras, celeiro, casa e lavoura. Já observastes que o homem, ao longo de toda a estrada, precisa também, por vezes, das foices da derrubada? É a dor proveitosa e rude, surgindo em golpes violentos, a força que retifica a mata dos sentimentos. Sem trabalho não teremos, no caminho universal, nem casa com Jesus - Cristo nem pão espiritual.

Livro: Cartilha Da Natureza

Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

6 de set. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA














A CHUVA

Folhas secas. Terra ardente. Calores. Desolação. Mas a chuva vem do céu trazendo consolação. Toda semente que é boa, entre júbilos germina, e a bela fecundação da natureza divina. As árvores ganham forças, alimpa-se a atmosfera, a verdura em toda parte tem cantos da primavera. Às cidades, como aos campos, aos ninhos, à sementeira, o pombo níveo da paz traz o ramo da oliveira.
Sopra o vento brando e amigo, em vagas cariciosas, levando a mensagem doce que nasce do odor das rosas. A chuva que cai do alto e benção que se derrama... Na flor é orvalho celeste, no pó do chão faz a lama. Assim, também, os ensinos, que nos dão verdade e luz, são a chuva generosa da inspiração de Jesus.
Cai sobre todos. No amor é raio de perfeição, mas no pó da ignorância é falsa compreensão.
Deus, porém, que é Pai Bondoso entre as leis universais, faz com que a lama produza sementes, flores, trigais. Eis a razão pela qual nossa indigência produz: Inda mesmo em nossas sombras, o evangelho é sempre luz.


Livro: Cartilha Da Natureza
Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

8 de ago. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A CACHOEIRA
"Quando passes meditando no cimo da ribanceira, repara na majestade que esplende na cachoeira. É bom pensar na grandeza que a sua potencia encerra;
Na entrosagem dos elementos das forças de toda a Terra. No lugar mais solitário, é cântico de alegria, derramando em derredor a abundância de energia.
Para dar-se em benefícios, a sua maior ciência não quer admiração, pede esforço e inteligência. Mesmo longe das cidades, depois de compreendida, a cachoeira renova a expressão dos bens da vida.
Retamente aproveitada, é fonte de evolução, movendo milhões de braços nas lutas do ganha-pão. É mãe generosa e augusta das fábricas de trabalho, que distribui, no caminho, a luz, o pão, o agasalho.
E aprendemos na lição, quando a vemos, face a face, que a água buscou um abismo por onde se despenhasse. Nesse símbolo profundo, de grandeza e dinamismo, vemos nós o amor de Deus e a extensão do nosso abismo.
Nós somos o sorvedouro de misérias e discórdia; Deus é a eterna cachoeira de luz e misericórdia".

Livro: Cartilha Da Natureza
Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

26 de jul. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A BOA ÁRVORE
"Nos quadros vivos da Terra, desde a sua formação, a árvore generosa é imagem da Criação.
É a vida em Deus que nos ama, que nos protege e nos cria, que fez a bênção da noite, e a bênção da luz do dia.
Seus ramos são como a infância, as flores, a adolescência, seu fruto, a velhice amiga repleta de experiência.
Seu trono transforma sempre toda a lama da raiz, no pomo caricioso, alegre, doce e feliz.
As sementes que renascem, com método e perfeição, são nossas almas na lei de vida e reencarnação.
Silenciosa na estrada, seu exemplo nos ensina a refletir sobre a Terra na Providência Divina.
Se a poda foi rude e forte ao rigor do braço humano, sua resposta mais bela é mais frutos no outro ano.
Se tomba desamparada ao pulso do lenhador, faz-lhe a casa, dá-lhe a mesa, aquece-o com mais amor.
Dá sombra a todos que passam, sem jamais saber a quem, colocada no caminho, seu programa é sempre o bem.
É santa irmã de Jesus essa árvore estremecida: Se vive, palpita em Deus, se morre, transmite a vida".

Livro: Cartilha Da Natureza
Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

19 de jul. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A ÁGUA
"Água santa, benção pura das bênçãos celestiais, que o Senhor te multiplique os doces mananciais.
Água que lavas o corpo de todas as criaturas, és a fonte de bondade que dimana das alturas.
Sangue vivo do planeta, na forma que aperfeiçoa, nos campos do mundo inteiro toda a terra te abençoa.
O teu impulso amoroso é vida, perfume, essência, és em todos os recantos,
Mãe das forças da existência.
Por ti, há pomares fartos, doçuras no lar que abriga, ventos frescos no deserto, orvalho na noite amiga.
Água tranqüila e bondosa que acaricia o sedento, lavas manchas, lavas sombras, desde o solo ao firmamento.
Aclaras a imensidade, na borrasca, no escarcéu, circulas em toda a terra, depois de voltar ao céu.
Água santa, irmã da paz, da abundância, da limpeza, garantes o dom da vida nas luzes da Natureza.
Doce bem da Divindade que envolve os lares e os ninhos, és a terna mensageira do amor de Deus nos caminhos.
Em todo o lugar do mundo, haja paz, haja discórdia, és a benção paternal da Eterna Misericórdia".


Livro: Cartilha Da Natureza
Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

16 de jun. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

SINAIS DE ALERTA

"Neste momento em que experimentamos uma crise ambiental sem precedentes na história da Humanidade, é importante reconhecer a nossa responsabilidade, como espécie 'mais evoluída', da destruição dos recursos naturais não renováveis fundamentais à vida. Mudanças climáticas, escassez de recursos hídricos, produção monumental de LIXO, destruição sistemática e veloz da BIODIVERSIDADE, crescimento caótico e desordenado das cidades em que vive a maior parte da população mundial, TRANSGENIA irresponsável, são problemas causados por nós, pelo nosso estilo de vida, hábitos, comportamentos e padrões de consumo. É o nosso livre-arbítrio em ação, determinando escolhas que têm pressionado a RESILIÊNCIA do planeta e o conforto ambiental da espécie que se considera no 'topo da cadeia evolutiva'.
O modelo de desenvolvimento vigente foi descrito no relatório do Brail para a Conferência Iternacional da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) como sendo 'ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto'. Alguns pesquisadores preferem usar a expressão 'ecocídio' para designar o extermínio das condições que suportam a vida no planeta. Cabe ressaltar aqui que somos nós os predadores do ambiente que nos acolhe. Não se trata de uma fatalidade, castigo divino ou outra razão mística qualquer. Estamos hoje sofrendo os efeitos das escolhas que fazemos no dia a dia. Se somos a causa dos problemas, também é verdade que as soluções precisam partir de nós. Devemos buscar alternativas, novos conceitos de gestão, uma nova economia, uma nova ética civilizatória baseada na SUSTENTABILIDADE".

Livro: Espiritismo e Ecologia
Autor: André Trigueiro