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28 de jun. de 2020

AVE MARIA
Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!
Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.
O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.
Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade
Rosa mística da fé,
Lírio puro da humildade!
Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas!
Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.
Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.
Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime
Amaral Ornellas
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro Parnaso de Além-Túmulo – FEB

3 de out. de 2016

HOMENAGEM


Homenagem a Kardec

 "Trouxeste, Allan Kardec, à longa noite humana,
O Cristo em nova luz - revivescida aurora! -
E onde estejas serás, eternidade afora,
A verdade sublime, em que o mundo se irmana.
Em teu verbo solar, a justiça se ufana
De aclarar, consolando, o coração que chora,
A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora
E a vida, além da morte, esplende soberana!...
Escuta a gratidão da Terra... Em toda parte,
A alma do povo freme e canta ao relembrar-te
A presença estelar e a serena vitória.
Gênio, serviste! Herói, exterminaste as trevas!...
Recebe com Jesus, na glória a que te elevas,
Nosso preito de amor nos tributos da História."

Autor: Amaral Ornellas
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

19 de dez. de 2014

CANTINHO DA POESIA

ORAÇÃO DE NATAL
(ode às virtudes)


Que no natal
Não faltem sonhos
Já que os sonhos impulsionam nossas vidas

Que no natal
Não falte a educação
Já que, educada, a humanidade prospera

Que no natal
Não falte a caridade
Porque com caridade, cessarão todas as fomes

Que no natal
Não falte o respeito
Porque havendo respeito, a convivência será harmônica

Que no natal
Não falte a fraternidade
Porque irmanados, não faremos guerras

Que no natal
Não falte a solidariedade
Porque solidários, nos fortaleceremos

Que no natal
Não falte dignidade
Vez que, havendo dignidade, seremos, de fato, humanos

Que no natal
Não falte amizade
Porquanto havendo amizade, não haverá solidão

Que no natal
Não falte o perdão
Pois havendo perdão, não haverá vinganças

Que no natal
Não falte a esperança
Pois havendo esperança, buscaremos, constantemente, novas alegrias

Que no natal
Não falte o amor
Pois reinando o amor, o ódio não terá lugar

E que as virtudes se espalhem
Por todos os dias
E por todas as criaturas
Para que todos os dias sejam
Verdadeiramente
Natal.

Amém!


Oldney Lopes

30 de jun. de 2014

CANTINHO DA POESIA

Gratidão e trabalho

Segue irmão, pelo berço do Cruzeiro,
Desvendando a palavra de esperança.
Retira o véu da letra santa e avança,
E revela a verdade ao mundo inteiro!

Em tua alma a pureza da criança,
No olhar o jeito simples e fagueiro.
E as pérolas de luz do teu celeiro,
São frutos do trabalho que não cansa.

Todo o bem que fizeres onde fores,
É alívio a mitigar alheias dores,
É amor de coração contrito em prece.

E por toda a gratidão em teu caminho
Ouvirás uma voz bem de mansinho
É Jesus que sorrindo te agradece!

Auta de Souza, soneto mediúnico.

A poetisa do Evangelho (1876-1901)

13 de jan. de 2014

CANTINHO DA POESIA

Fraternidade


Livro Parnaso de Além-Túmulo, João de Deus – Chico Xavier.
Fraternidade é árvore bendita,
Cujas flores e ramos de esperança
Buscam a luz eterna que se agita,
Rumo ao país ditoso da bonança.

É a fonte cristalina em que descansa
A alma humana fraca, errante e aflita;
É a luminosa bem-aventurança
Da mensagem de Deus, pura e infinita!…
Vós que chorais ao coro das procelas,
Vinde, irmãos! Desdobrai as vossas velas!…
Não vos sufoque o horror da tempestade
Fraternidade é o derradeiro porto,
A terra da união e do conforto,
Que habitaremos na Imortalidade.

18 de ago. de 2013

CANTINHO DA POESIA


                                           Visão do Cimo



 

1 O mundo atormentado é nau em desatino
Sob a fúria do mar que se agita e encapela…
Tudo treme ao pavor da indômita procela
E o homem — pobre viajor — é o triste peregrino.
2 Mas além surge a mão do Condutor Divino,
Doce, renovadora, imaculada e bela,
Busca o Celeste Amor que longe se acastela,
E acende para a Terra a luz de outro destino.
3 A voz dum só pastor, uma só fé que brade
Concórdia e entendimento a toda a Humanidade,
Na vitória do bem, purificado e santo.
4 Ruge agora a tormenta: entretanto, a alvorada
Presidirá com Cristo a vida transformada
Ao Clarão imortal da glória do Esperanto.
Amaral Ornellas

28 de jul. de 2013

CANTINHO DA POESIA

Serve sorrindo



Auta de Souza

Derrama o coração pelo caminho
Tange a lira do bem que te procura
A mensagem da paz, canta baixinho
Onde brilhe a bondade doce e pura.

Oferta um ramo de flor a cada espinho
Por mais te doa a mágoa que tortura.
Para quem chora, a benção de carinho
É como estrela para a noite escura.

Bendize a própria dor em que te exprimes!
Serve sorrindo, embora de alma presa
Ao turbilhão das lágrimas sublimes.

Verás que em tudo se descerra
O amor de Deus na glória da beleza,
Que em cascatas de luz envolve a Terra!



Psicografia de Francisco Cândido Xavier


 

4 de dez. de 2012

CANTINHO DA POESIA

Cada vez que o Natal volta de novo

A cantar e a fulgir,

Cristo retorna ao coração do povo,

Aclarando o porvir. 


Amaral Ornellas

 

Canção do Natal

Mestre amado, agradecemos,

Em teu Natal de alegria,

A paz que anuncia

A vida superior...

Por nossa esperança em festa,

Pelo pão, pelo agasalho,

Pelo suor do trabalho,

Louvado sejas, Senhor!...

Envoltos na luz da prece,

Louvamos-te os dons supremos,

Nas flores que te trazemos,

Cantando de gratidão!...

Felizes e reverentes,

Rogamos-te, Doce Amigo,

A bênção de estar contigo

No templo do coração.


Casimiro Cunha


 Fonte : Rota de Luz -Ano XV Nº.9 Boletim Informativo do Centro Espírita Amaral Ornellas (Dezembro /2012)

 


 


 


 


 

20 de out. de 2012

CANTINHO DA POESIA

Ainda  sob forte emoçâo e alegria , que nos tomaram conta durante a Palestra de hoje no CEAO, proferida pelo nosso vice- presidente Bernardo Marques, em comemoração ao natalício de nosso mentor Amaral Ornellas,passamos por aqui para trazer uma de suas lindas poesias ,  em sua homenagem !


Ouve

 Escuta! Enquanto a paz da oração te domina,


Qual melodia excelsa, a fremir, doce e mansa,

Há quem padeça e morra à míngua de esperança,

Rogando amparo, em vão, no lençol de neblina.



Ouve! A sombra tem voz que clama e desatina...

É a provação que ruge... A dor que não descansa...

Desce do pedestal da fria segurança,

Transfigura a bondade em fonte cristalina.



Estende o coração!... Serve, instrui, alivia...

Das sementes sutis de ternura e alegria

Prepararás, agora, o jardim do futuro...



Um dia, voltará à pátria de onde vieste

E apenas colherás na luz do Lar Celeste

O que dás de ti mesmo ao solo do amor puro.

Adolfo Oscar do Amaral Ornellas* DO LIVRO ANTOLOGIA DOS IMORTAIS - PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CANDIDO XAVIER



10 de jul. de 2012

CANTINHO DA POESIA



Por inspiração de nossa companheira Neyde de Souza Barros, Tia Neyde, como carinhosamente é chamada no CEAO, trouxemos o Perdão em poesia de Maria Dolores.


CANTIGA DO PERDÃO

Não te iludas, amigo,

Por mais se expandam lágrimas contigo,

Todo lamento é vão...

Tudo o que tende para a perfeição,

Todo o bem que aparece e persiste no mundo

Vive do entendimento harmônico e profundo,

Através do perdão...

Perdão que lembre o sol no firmamento,

Sem se fazer pagar pelo foco opulento,

A vencer, dia a dia,

A escuridão da noite insondável e fria

E a nutrir, no seu longo itinerário,

O verme e a flor, o charco e o pó, o ninho e a fonte,

De horizonte a horizonte,

Quanto for necessário.

Perdão que nos destaque a lição recebida

Na humildade da rosa,

Bênção do céu, estrela cetinosa,

Que, ao invés de pousar sobre o diamante,

Desabrocha no espinho,

Como a dizer que a vida,

De caminho a caminho,

Não despreza ninguém,

E bela, generosa, alta e fecunda

Quer que toda maldade se transfunda

Na grandeza do bem...

Perdão que se reporte

À brandura da terra pisoteada,

Esquecida heroína de paciência,

Que acolhe, em toda parte, os detritos da morte

E sustenta os recursos da existência,

Mãe e escrava sublime de amor mudo,

Que preside, em silêncio, ao progresso de tudo!...

Amigo, onde estiveres,

Assegura a certeza

De que o perdão é lei da Natureza,

Segurança de todos os misteres.

Perdoa e seguirás em liberdade

No rumo certo da felicidade.

Nas menores tarefas que realizes,

Para lembrar sem sombra os instantes felizes

Na seara da luz,

Na qual a Luz de Deus se insinua e reflete,

É forçoso exercer o ensino de Jesus

Que nos manda perdoar

Setenta vezes sete

Cada ofensa que venha perturbar

O nosso coração;

Isso vale afirmar,

Na senda de ascensão,

Que, em favor da vitória,

A que aspiras na luta transitória,

É mais do que importante, é essencial

Que te esqueças, por fim, de todo mal!...

E que, em tudo, no bem a que te dês,

Seja aqui, mais além, seja agora ou depois,

Deus espera que ajudes e abençoes,

Compreendendo, amparando e servindo outra vez!...

(De “Antologia da Espiritualidade”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores)

24 de jun. de 2012


CANTINHO DA POESIA

Espera e Confia.




Meimei

Eis a dupla singular

- Escora que nos descansa:

Sentir sem desanimar,

Nunca perder a esperança.


Se sofres, serve e confia,

Não te queixes, nem te irrites.

Espera. A bênção de Deus

É proteção sem limites.



Brilhe Vossa Luz - Francisco Cândido Xavier - Carlos A. Baccelli - Espíritos Diversos




28 de mai. de 2012

A TERRA


O Dia das Mães já passou e, em poucos dias, será o mês que termina. No entanto, achamos que seria de grande valor postar uma poesia de Amaral Ornellas, que faz uma associação do planeta Terra à figura materna. Desejamos a todos uma boa leitura e uma boa reflexão.

Abraços fraternos,
Amigos do CEAO



A TERRA
Amaral Ornellas

Agradece, cantando, a Terra que te abriga.

Ela é o seio de amor que te acolheu criança,

O berço que te trouxe a primeira esperança,

O campo, o monte, o vale, o solo e a fonte amiga...

Do seu colo desponta a generosa espiga,

Que te farta o celeiro e te rege a abastança,

Dela surge, divino, o lar que te descansa

A mente atribulada entre o sonho e a fadiga.

Louva-lhe a própria dor amarga, escura e vasta,

E exalta-lhe o grilhão que te encadeia e arrasta,

Constringindo-te o peito atormentado e aflito.

Bendize-lhe as lições na carne humilde e santa...

A Terra é a Grande Mãe que te ampara e levanta

Das trevas abismais para os sóis do Infinito!...

 Do livro Vozes do Grande Além, de Espíritos diversos, com Chico Xavier/Ed.FEB.

10 de abr. de 2012

CANTINHO DA POESIA


O Trabalho dos Guias

Poema de Casemiro de Abreu


Quando sentires da tristeza o véu
Cobrir-te a alma a soluçar de dor,
Tudo perdido, as esperanças mortas,
A vida escura sem nenhum calor...

Quando sentires, nessas noites longas,
Que a tua alma em sofrimento atroz
Perdeu o rumo, como perde o barco
Por entre a onda em vendaval feroz...

E na amargura em que tu te consomes
Ninguém te ajuda, nem um peito só;
E quando vires que os amigos falsos,
Inda te cobrem de mais lodo e pó...

É nesse instante que na escuridão
(Anjo celeste que enviou Jesus!)
Alguém o pranto que teus olhos vertem,
Aflito enxuga irradiando luz!,

Anjo da Guarda de bondade imensa,
Cuja missão é dirigir-te o passo,
Contigo sofre porque não o ouviste,
E te atiraste ao traiçoeiro laço!

Oh! Quantas vezes! Quantas vezes! Quantas!
Tu, fascinado com a ilusão do mundo,
Ouviste o Anjo segredar baixinho:
"Foge depressa, que o abismo é fundo!"

Cumpre este Anjo sob a Luz do Cristo
Missão sublime que lhe deu Maria:
A de velar-te - não importa a hora,
Seja de noite, madrugada ou dia!

Quantas virtudes seu trabalho exige
Para realizar-se em teu escuro mundo:
Dedicação, que nem as mães possuem!
A humildade e um amor profundo!

Nos manicômios, no asilo ou creches,
Nos hospitais ou nas prisões cruéis,
Todos que sofrem nunca estão sozinhos,
Nem mesmo as moças dos fatais bordéis!

Por que não tentas conversar com o Guia?
Ouvi-lo podes através da mente!
E Anjo da Guarda tem visão do Cosmos!
E vê além deste viver presente!

Assim fazendo, encurtarás as provas
Que se acumulam no passar do dia;
Adeus tristezas, sofrimento, tédio!
Ouve inda hoje a sábia voz do Guia!

Psicografado por Jorge Rizzini

12 de jan. de 2012

CANTINHO DA POESIA


POEMA

Meimei


Desejava, Jesus,

Ter um grande armazém

De bondade constante

Maior do que os maiores que conheço

Para entregar sem preço

As criaturas de qualquer idade

As encomendas de felicidade

Sem perguntar a quem.


Eu desejava ter um braço mágico

Que afagasse os doentes

Sem qualquer distinção

E um lar onde coubesse

Todas as criancinhas

Para que não sentissem solidão.

Desejava, Senhor,

Todo um parque de amor

Com flores que cantassem,

Embalando os pequeninos

Que se encontram no leito

Sem poderem sair,

E uma loja de esperança

Para todas as mães.


Eu queria ter comigo

Uma estrela em cuja luz

Nunca pudesse ver

Os defeitos do próximo

E dispor de uma fonte cristalina

De água suave e doce

Que pudesse apagar

Toda palavra que não fosse

Vida e felicidade.


Eu queria plantar

Um jardim de união

Junto de cada moradia

Para que as criaturas se inspirassem

No perfume da paz e da alegria.

Eu queria, Jesus,

Ter os teus olhos

Retratados nos meus

A fim de achar nos outros,

Nos outros que me cercam,

Filhos de Deus

E meus irmãos que devo compreender e respeitar.


Desejava, Senhor, que a bênção do Natal

Estivesse entre nós, dia por dia,

E queria ter sido

Uma gota de orvalho

Na noite em que nasceste

A refletir,

Na pequenez de minha condição,

A luz que vinha da canção

Entoada nos Céus:

- “Glória a Deus nas Alturas,

Paz na Terra,

Boa Vontade em tudo,

Agora e para sempre!...”

Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião
pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de
21-09-74, em Uberaba, Minas


Fonte :www.universoespirita.org.br/poesia

17 de ago. de 2011

CANTINHO DA POESIA

OUVE

AMARAL ORNELLAS- Livro Antologia dos Imortais- Psicografia de Francisco Candido Xavier

Escuta! Enquanto a paz da oração te domina,
Qual melodia excelsa, a fremir, doce e mansa,
Há quem padeça e morra à míngua de esperança,
Rogando amparo, em vão, no lençol de neblina.

Ouve! A sombra tem voz que clama e desatina...
É a provação que ruge... A dor que não descansa...
Desce do pedestal da fria segurança,
Transfigura a bondade em fonte cristalina.

Estende o coração!... Serve, instrui, alivia...
Das sementes sutis de ternura e alegria
Prepararás, agora, o jardim do futuro...

Um dia, voltará à pátria de onde vieste
E apenas colherás na luz do Lar Celeste
O que dás de ti mesmo ao solo do amor puro.


19 de jun. de 2011

CANTINHO DA POESIA

No dia 12 de junho, os ouvintes da Rádio Rio de Janeiro conferiram o áudio do programa "Poetas e a Poesia Espírita" de Angela Delou. Nessa ocasião, a homenagem foi para Amaral Ornellas. Clique abaixo para ouvir:


6 de jun. de 2011

CANTINHO DA POESIA


SEM OURO

Amaral Ornellas


Sem ouro, o céu azul de estrelas se constela,
Quando a noite desdobra o manto da neblina...
E o Sol de flâmea luz, poderosa e divina,
Acende no infinito a deslumbrante umbela.

Sem ouro, em pleno vale, a flor humilde e bela
Exalta as mãos de Deus, embora pequenina,
E a fonte canta em paz a graça que a ilumina,
Sobre as pedras do chão que a sustenta e revela.

Sem recursos da Terra, o Rei da Excelsa Glória
Trouxe o esplendor celeste à carne transitória,
Eternizando o bem no abismo tredo e fundo!...

Da pequenez do verme à Divina Grandeza,
Somente pelo Amor há bondade e beleza
Para a glória da vida e redenção do mundo.

(Fonte: livro “Marcas do Caminho” Francisco Cândido Xavier.)

21 de fev. de 2011

CANTINHO DA POESIA


Conversa em Noite Fria

O amparo que ofereces aos recém-nascidos,
É proteção e amor para os Entes queridos".

Sofres por bagatela, alma fraterna e boa,
Qualquer falta de alguém te fere e te atordoa.

Uma colcha rompida, um ônibus que atrasa,
Um menino que reina, uma barata em casa.

Pensa, no entanto, em teu leito macio,
Nos irmãos sem pousada a tremerem de frio.

Olha o filho que tens, sob a lã trabalhada
E recorda a criança na calçada.

Revisa a própria mesa farta, em cada novo dia,
Quando a tanto doente um caldo alegraria.

Vai ver mães sozinhas, rua afora,
Solicitando um pão para o filho que chora.

Anota os pobres mendigos em feridas,
Que oram sob as pontes esquecidas.

Vê a penúria extrema e, depois volta aos teus!...
Sentirás em teu lar um palácio de Deus.

Livro "Dádivas de Amor- Maria Dolores
Psicografado por Francisco Candido Xavier

1 de fev. de 2011

CANTINHO DA POESIA



SUICÍDIO- NEM MESMO POR BRINCADEIRA
Cornélio Pires


Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.

Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.

Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê, nem anda.

Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.

Suicidou-se a formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.

Esforçou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.

Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.

Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.

LIVRO : ASTRONAUTAS DE ALÉM
AUTOR :Cornélio Pires(ESPÍRITO ) PELA PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CANDIDO XAVIER

24 de jan. de 2011

CANTINHO DA POESIA


AVE MARIA - AMARAL ORNELLAS

Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
a vossa missão sublime !

Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.

O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.

Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa Mística da fé,
Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas !

Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.

Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.

Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!

Livro Parnaso de Além -Túmulo - Chico Xavier