25 de jul. de 2017

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS


SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO IX
INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO

II – Influência Oculta dos Espíritos Sobre os Nossos Pensamentos e as Nossas Ações
 459. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?

      — Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque  muito freqüentemente são eles que vos dirigem.
      460. Temos pensamentos próprios e outros que nos são sugeridos?
      — Vossa alma é um Espírito que pensa; não ignorais que muitos pensamentos vos ocorrem, a um só tempo, sobre o mesmo assunto, e freqüentemente bastante contraditórios. Pois bem, nesse conjunto há sempre os vossos e os nossos, e é isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em vós duas idéias que se combatem.
      461. Como distinguir os nossos próprios pensamentos dos que nos são sugeridos?
      — Quando um pensamento vos é sugerido, é como uma voz que vos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, os que vos ocorrem no primeiro impulso.
      De resto, não há grande interesse para vós nessa distinção e é freqüentemente útil não o saberdes: o homem age mais livremente; se decidir pelo bem, o fará de melhor vontade; se tomar o mau caminho, sua responsabilidade será maior.
     462. Os homens de inteligência e de gênio tiram sempre suas idéias de si mesmos?
     — Algumas vezes as idéias surgem de seu próprio Espírito, mas freqüentemente lhes são sugeridas por outros Espíritos, que os julgam capazes de as compreender e dignos de as transmitir. Quando eles não as encontram em si mesmos, apelam para a inspiração; é uma evocação que fazem, sem o suspeitar.
 Comentário de Kardec: Se fosse útil que pudéssemos distinguir os nossos próprios pensamentos  daqueles que nos são sugeridos. Deus nos teria dado o meio de fazê-lo, como nos deu o de distinguir o dia e a noite.  Quando uma coisa permanece vaga, é assim que deve ser para o nosso bem.
      463. Diz-se algumas vezes que o primeiro impulso é sempre bom; isto é exato?
      — Pode ser bom ou mau, segundo a natureza do Espírito encarnado. É sempre bom para aquele que ouve as boas inspirações.
       464 Como distinguir se um pensamento sugerido vem de um bom ou de um mau Espírito?
      — Estudai a coisa: os bons Espíritos não aconselham senão o bem; cabe a vós distinguir.
        465. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
       — Para vos fazer sofrer com eles.
        465 – a ) Isso lhes diminui o sofrimento?
       — Não, mas eles o fazem por inveja dos seres mais felizes.
        465 – b) Que espécie de sofrimentos querem fazer-nos provar?
       — Os que decorrem de pertencer a uma ordem inferior e estar distante de Deus
466.  Por que permite Deus que os espíritos nos incitem ao mal?
       — Os espíritos imperfeitos são os instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos homens no bem. Tu, sendo Espírito, deves progredir na ciência do infinito, e é por isso que passas pelas provas do mal para chegar ao bem. Nossa missão é a de colocar-te no bom caminho, e quando más influências agem sobre ti, és tu que as chamas, , pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm em teu auxílio no mal, quando tens a vontade de o cometer; eles não podem ajudar-te no mal, senão quando tu desejas o mal. Se pés inclinado ao assassínio, pois bem, terás uma nuvem de espíritos que entreterão esse pensamento em ti; mas também terás outros que tratarão de influenciar-te para o bem, o que faz que se reequilibre a balança e te deixe senhor de ti.
         467. Pode o homem se afastar da influência dos Espíritos que o incitam ao mal?
          — Sim, porque eles só se ligam aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por seus pensamentos.                   
      468. Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas?
      — Que queres que eles façam? Quando nada têm afazer, abandonam o campo. Não obstante, espreitam o momento favorável, como o gato espreita o rato.
      469. Por que meio se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?
      — Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e destruís o império que desejam ter sobre vós. Guardai-vos de escutar as sugestões dos Espíritos que suscitem em vós os maus pensamentos, que insuflam a discórdia e excitam em vós todas as más paixões. Desconfiai sobretudo dos que exaltam o vosso orgulho, porque eles vos atacam na vossa fraqueza. Eis porque Jesus vos faz dizer na oração dominical: “Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!”.
    
     470. Os Espíritos que procuram induzir-nos ao mal, e que, assim, põem à prova a nossa firmeza no bem, receberam a missão de o fazer, e, se é uma missão que eles cumprem, terão responsabilidade nisso?
     — Nenhum Espírito recebe a missão de fazer o mal; quando ele o faz, é pela sua própria vontade, e conseqüentemente terá de sofrer as conseqüências(1). Deus pode deixá-lo fazer para vos provar, mas jamais o ordena e cabe a vós repeli-lo.
     471. Quando experimentamos um sentimento de angústia, de ansiedade indefinível ou de satisfação interior sem causa conhecida, isso decorre de uma disposição física?
     — E quase sempre um efeito das comunicações que, sem o saber, tivestes com os Espíritos, ou das relações que tivestes com eles durante o sono.
  472. Os Espíritos que desejam incitar-nos ao mal limitam-se a aproveitar as circunstâncias em que nos encontramos ou podem criar essas circunstâncias?
— Eles aproveitam a circunstância, mas freqüentemente a provocam, empurrando-vos sem o perceberdes para o objeto da vossa ambição. Assim, por exemplo, um homem encontra no seu caminho uma certa quantia: não acrediteis que foram os Espíritos que puseram o dinheiro ali, mas eles podem dar ao homem o pensamento de se dirigir naquela direção, e então lhe sugerem apoderar-se dele, enquanto outros lhes sugerem devolver o dinheiro ao dono. Acontece o mesmo em todas as outras tentações.


(1) Diz o texto francês: et, par consequént, il em subit lês conséquences”. Em geral, nas traduções, procura-se corrigir a repetição. Preferimos respeita-la, mesmo pro que nos aprece destinada a dar ênfase ao fato. (N. do T)

13 de jul. de 2017

LIVRO DO MÊS

"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti"
Paulo (II Timóteo, 1:6)


No mês de julho trazemos como sugestão de boa leitura o livro Mais Luz, psicografia de Francisco C. Xavier pelo Espírito de Batuíra.

“Este livro nos ensina: "Mediunidade com Jesus é, acima de tudo, serviço aos semelhantes". Trabalhemos" -  Léa Souza Silva


Descrição:  Mais Luz - primeiro livro editado pelo GEEM em 1970. É a síntese de dezenas de mensagens que Rolando Ramacciotti, fundador do GEEM, recebeu de Batuíra pelas mãos de Chico Xavier. São páginas que nos exortam à construção do bem pelo trabalho, ensinando-nos que mais trabalho significa sempre mais luz.

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2 de jul. de 2017

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
DIRIGENTE
04
Fatalidade - LE,851 a 867
Sylvia Maria
Ivone Maria
11
Gotas de Esperança - lição 156
Wilson
Evalda
Anália Franco
Luiz Fernando
18
Serviço Social Espírita
Roseli Sebastiana
Dircileide
25
Afeição que os Esp. Votam a certas pessoas - LE, 484 a 488
Antônio Oliveira
Maria Helena
Observai os pássaros do céu - ESE, X XV, 6 a 8.
Ivone Maria
Sextas - 20h
07
Atualidade do Pensamento Espírita: Medicina
Heloíse
Ângela Vidal
14
Gotas de Esperança - lição 164
Walkyria
Heloíse
Escolha das provas - LE, 258 a 273
Helena Langone
21
Tema livre
Anarian Alves
Nancy Sales
28
Preces pelos mortos e pelos Esp. Sofredores  - ESE, XXVIII, 18 a 21
Bruno Toscano
Walkyria
Zilda Gama
Nilza Erich
Sábado - 17h:30min
01
Aprendendo com André Luiz - livro: Ação e Reação
Wantuil Rodrigues
Sylvia Maria
08
Atualidade do Pensamento Espírita: Código Penal
Clodes Coutinho
Sara Castelo
15
Gotas de Esperança - lição 177
Elysa
Nancy Sales
Zaqueu, o rico de humildade
Sara Castelo
22
Criação Fluídica - LG, XIV, 13 a 15
Sônia Formiga
Maria Cristina
29
Destruição necessária e destruição abusiva - LE, 728 a 736.
Mauro Araújo
Sylvia Maria