23 de nov. de 2020

AUTOR: LEON TOLSTÓI


Leon Tolstói
 
1, nascido em Iasnaia Poliana, em 1828, afirmou:  Pertenço à categoria dos loucos     mansos
 E diz que sua vida tem quatro fases distintas: a da inocência poética e maravilhosa, a da juventude ao serviço do orgulho e vícios, a do casamento à ressurreição espiritual e a quarta, da sua redenção moral. A tudo isso nada desejo mudar, escreveu, a não ser os maus hábitos contraídos no decurso dos períodos anteriores.

Em 1857, viajou pelo Exterior e retornou à Rússia, ardendo de desejo de ajudar o seu povo. Fundou, em sua propriedade, uma escola para crianças e adultos, buscando aplicar o que vira no Ocidente, empregando um método que se baseava na compreensão e na bondade e que excluía o castigo físico.4

Reencontrando Sofia Andrieievna, amiga de infância, casou-se, em 1862, e viveu em relativa felicidade e tranquilidade até 1869, quando concluiu Guerra e paz. Nesse período, ocorrem as mortes de três de seus filhos e Sofia adoece.

Tolstói está escrevendo Ana Karenina, que foi classificado como uma perfeita obra de arte, por Dostoievski, mas se sente abatido e vazio, com dificuldades emocionais para concluir a obra. Reconhece ter tudo, é escritor renomado, tem saúde, dinheiro, ama e é amado, mas a vida perdeu o sentido.

Ele deseja conhecer a razão da vida, a diferença entre o bem e o mal, como se deve viver, o que é a morte. Nenhuma filosofia consegue aplacar a dor de sua alma. Resolve ir em busca da religião, dialoga com religiosos e aprofunda-se no Evangelho. Descobre o quanto a religião está na superficialidade daquela obra magistral, decepciona-se e resolve pregar o cristianismo e viver os seus ensinos.

Na frase de Jesus, que não resistais ao mal (Mt 5:39) ele, de fato, encontra um caminho. Procura viver de forma condizente com seu novo credo, funda uma doutrina, o Tolstoísmo, que pregava o não revidar o mal, falava da necessidade de amar ao próximo como a si mesmo, pregava a renúncia das riquezas, a abstinência sexual entre os casais, evitar o ócio.

Entretanto, ele próprio se esforçava por seguir o que pregava. Ao tratar da abstinência sexual, sua esposa dava à luz ao seu décimo terceiro filho. Em relação ao ócio, afirmava que a minha preguiça é tal que a ociosidade se tornou para mim uma exigência.

Apesar de cuidar dos seus servos não pôde se desfazer de toda a riqueza, por impedimentos familiares.

Foi enorme o impacto dessa fase de sua vida sobre o mundo. Gandhi, que conhecia parte da obra de Tolstói, leu a Carta a um Hindu, em uma tradução de Tchertkov e captou o conceito de resistência passiva pela não violência.  Ambos mantiveram uma correspondência densa, porém breve, interrompida definitivamente pela morte de Tolstói.

O escritor russo Gorki define Tolstói como um homem de humanidade, nem melhor nem diferente dos outros, mas um homem que sentia melhor, sofria mais, vivia mais intensamente. 2

Em sua obra, datada de 1886, A morte de Ivan Ilitch, fica evidente que, para ele, a caridade é o segredo para a salvação.

No final da vida ele queria viver no recolhimento, na paz, na simplicidade. Sofia desejava a corte. Ele foge de casa em outubro de 1910, está com oitenta e dois anos. Não vai muito longe. Doente e cansado, detém-se para descanso na aldeia de Astápovo, onde vem a desencarnar, a 7 de novembro [os autores são contraditórios, citando alguns o dia 14 e outros o dia 20].

Em todo o mundo rendeu-se lhe o tributo de uma admiração e de um reconhecimento sem limites. Tolstói é considerado grande – não pelos seus ensaios, mas pelas obras de ficção que tantas vezes rejeitou em vida; não pelas doutrinas que criou, pelas previsões de sociedades do futuro, pelos arroubos de misticismo… mas pelo fato de ter lutado para tentar pôr suas ideias em prática, pela visão de mundo que transmitiu, pelo conhecimento profundo da alma humana que captou com maestria e registrou em sua obra4.

No ano de 1961, o Espírito Tolstói se apresentou para a médium Yvonne do Amaral Pereira, dizendo-lhe do seu propósito de escrever por seu intermédio.

O primeiro foi o conto O sonho de Rafaela que, junto a outros cinco e dois pequenos romances reunidos deram vida, em 1963, ao livro Ressurreição e vida, editado pela Federação Espírita Brasileira – FEB, onde aborda, de forma brilhante, a reencarnação, a imortalidade, a obsessão e o psiquismo humano.

Em 1973, no livro Sublimação [ed. FEB], nos brinda com quatro contos.

 Bibliografia:

1. GIGANTES: Leão Tolstói. Verbo, 1972.

2. NETO, Aureliano Alves. Tolstói. Presença Espírita, ano IX, n. 108, fev. 1983.

3. AS Ideias espíritas de Leon Tolstói. Revista Internacional de Espiritismo, ano      LXXVIII, n. 09, out. 2003.

4. http://feparana.com.br/topico/?topico=739

 

Fonte: http://www.mundoespirita.com.br/?materia=leon-nikolaievich-tolstoi

 

16 de nov. de 2020

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 TERCEIRA PARTE - AS LEIS MORAIS

LEI DA - CONSERVAÇÃO - CAPÍTULO 5

III – Gozo dos Bens da Terra

      711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?                    

        – Esse direito é a consequência da necessidade de viver. Deus não pode impor um dever sem conceder os meios de ser cumprido

        712_Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?

        – Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para o provar na tentação.

        712 – a) Qual o objetivo dessa tentação?

       – Desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos.

Comentário de Kardec: Se o homem não fosse instigado ao uso dos bens da Terra senão em vista de sua utilidade, sua indiferença poderia ter comprometido a harmonia do Universo. Deus lhe dá o atrativo do prazer que o solicita a realização dos desígnios da Providência. Mas, por meio desse mesmo atrativo, Deus quis prová-lo também pela tentação, que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve livrá-lo

       713. Os gozos têm limites traçados pela Natureza?

         Sim, para vos mostrar o termo do necessário; mas pelos vossos excessos chegais até o aborrecimento e com isso vos punis a vós mesmos.

        714.Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento dos seus gozos?

      — Pobre criatura que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte!

       714 – a) É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?

      — De uma e de outra.

Comentário de Kardec:  O homem que procura, nos excessos de toda espécie um refinamento dos gozos coloca-se abaixo dos animais, porque estes sabem limitar-se à satisfação de suas necessidades. Ele abdica da razão que Deus lhe deu para guia e quanto maiores forem os seus excessos maior é o império que concedeu a sua natureza animal sobre a espiritual. As doenças, a decadência, a própria morte, que são a consequência do abuso, são também a punição da transgressão da lei de Deus.

SUGESTÃO DE LEITURA

Como sugestão de leitura trazemos o livro Ave, Cristo! de Emmanuel pela psicografia de Francisco C. Xavier. Abaixo temos as primeiras linhas desse belo livro. 

"Hoje, como outrora, na organização social em decadência, Jesus avança no mundo, restaurando a esperança e a fraternidade, para que o santuário do amor seja reconstituído em seus legítimos fundamentos.

Por mais se desenfreie a tormenta, Cristo pacífica.

Por mais negreje a sombra, Cristo ilumina.

Por mais que se desmande a força, Cristo reina."...

Boa leitura!

Sinopse: Ave, Cristo! Os que vão viver para sempre te glorificam e saúdam! A parceria entre o médium Francisco Cândido Xavier e o Espírito Emmanuel traz à luz a história de Quinto Varro e Taciano, almas ligadas por várias reencarnações que se reencontram no terceiro século do Cristianismo, na região controlada pelo Império Romano. Como exemplo de simplicidade, confiança e amor, os pioneiros da Boa Nova entregaram-se ao serviço do Cristo tendo como sustento apenas sua poderosa e inquebrantável fé. Uma comovente narrativa que mostra quanto pode realizar o verdadeiro amor em suas manifestações de solidariedade a bem das criaturas humanas.