ORAÇÃO DE NATAL
(ode às virtudes)
Que no natal
Não faltem sonhos
Já que os sonhos impulsionam nossas vidas
Que no natal
Não falte a educação
Já que, educada, a humanidade prospera
Que no natal
Não falte a caridade
Porque com caridade, cessarão todas as fomes
Que no natal
Não falte o respeito
Porque havendo respeito, a convivência será harmônica
Que no natal
Não falte a fraternidade
Porque irmanados, não faremos guerras
Que no natal
Não falte a solidariedade
Porque solidários, nos fortaleceremos
Que no natal
Não falte dignidade
Vez que, havendo dignidade, seremos, de fato, humanos
Que no natal
Não falte amizade
Porquanto havendo amizade, não haverá solidão
Que no natal
Não falte o perdão
Pois havendo perdão, não haverá vinganças
Que no natal
Não falte a esperança
Pois havendo esperança, buscaremos, constantemente, novas alegrias
Que no natal
Não falte o amor
Pois reinando o amor, o ódio não terá lugar
E que as virtudes se espalhem
Por todos os dias
E por todas as criaturas
Para que todos os dias sejam
Verdadeiramente
Natal.
Amém!
Oldney Lopes
19 de dez. de 2014
16 de dez. de 2014
ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Idéias inatas
Parte Segunda. Cap. V
218 O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu em suas existências anteriores?
– Ele possui uma vaga lembrança, que lhe dá o que se chama de idéias inatas.
218 a A teoria das idéias inatas não é, portanto, uma fantasia?
– Não, os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem. O Espírito, liberto da matéria, sempre os conserva. Durante a encarnação, pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a intuição que conserva deles o ajuda em seu adiantamento. Sem isso, teria sempre que recomeçar. A cada nova existência, o Espírito parte de onde estava na existência anterior.
218 b Pode, então, haver um grande vínculo entre duas existências sucessivas?
– Nem sempre tão grande quanto podeis supor, porque as posições são freqüentemente muito diferentes e, no intervalo delas, o Espírito pode ter progredido. (Veja a questão 216.)
219 Qual é a origem das faculdades, das capacidades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como a língua, o cálculo, etc.?
– Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do qual nem mesmo ela tem consciência. De onde quereis que esses conhecimentos venham? O corpo muda, mas o Espírito não, embora troque de vestimenta.
220 Ao mudar de corpo, podem-se perder alguns talentos intelectuais, não mais ter, por exemplo, o gosto pelas artes?
– Sim, se desonrou esse talento ou se fez dele um mau uso. Uma capacidade intelectual pode, além do mais, permanecer adormecida numa existência, porque o Espírito veio para exercitar uma outra que não tem relação com ela. Então, qualquer talento pode permanecer em estado latente para ressurgir mais tarde.
221 É a uma lembrança retrospectiva que o homem deve, mesmo no estado selvagem, o sentimento instintivo da existência de Deus e o pressentimento da vida futura?
– É uma lembrança que conservou do que sabia como Espírito antes de encarnar; mas o orgulho muitas vezes sufoca esse sentimento.
221 a É a essa lembrança que se devem certas crenças relativas à Doutrina Espírita e que se encontram em todos os povos?
– Essa Doutrina é tão antiga quanto o mundo; eis por que pode ser encontrada em toda parte, sendo uma prova de que é verdadeira. O Espírito encarnado, conservando a intuição de seu estado como Espírito, tem, instintivamente, a consciência do mundo invisível, freqüentemente falseada pelos preconceitos, acrescida da ignorância que a mistura com a superstição.
- Dogma: essa palavra adquiriu de forma genérica o significado de um princípio, um ponto de doutrina infalível e indiscutível. Porém, o seu verdadeiro sentido não é esse. A Doutrina Espírita não é dogmática no sentido que se conhece em alguns credos religiosos que adotam o princípio de filosofia em que a fé se sobrepõe à razão (fideísmo) para acomodar e justificar suas posições de crença. A palavra dogma está aqui com o seu significado, isto é, a união de um fundamento, um princípio divino, com a experiência humana. Allan Kardec a emprega aqui e nas demais obras da Codificação Espírita com esse sentido, e igualmente os Espíritos se referiram ao dogma da reencarnação com essa significação, como se vê na resposta e à frente, na Parte Segunda, cap. 5, desta obra (N. E.).
- Assunto abordado nesta obra, na Parte Terceira, cap. 8 (N. E.).
- Transmigração: passagem da alma de um corpo para outro (N. E.).
- Cadinho: vaso refratário onde se fundem os metais. Neste caso, local em que os sentimentos são apurados (N. E.).
- Genealogia: procedência e origem da família; os antepassados; linhagem (N. E.).
- É o caso dos nascimentos dos xifópagos, também chamados irmãos siameses, em que os corpos nascem ligados, e que por razões culturais e pelo desconhecimento das leis da reencarnação eram, até há pouco tempo, tidos e exibidos como monstros. São na verdade Espíritos em provas redentoras (N. E.)
5 de dez. de 2014
Reuniões Públicas
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Terças - 14 h
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DIA
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TEMA
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EXPOSITOR
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02
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Mundos
Transitórios - LE, 234 a 236
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Sylvia
Maria
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Perda
de Pessoas Amadas. Mortes Prematuras - ESE, V, 21
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Maria
José
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09
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Considerações
sobre a pluralidade das existências - LE, 222
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Luiz
Fernando
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16
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Ide
e Pregai
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Hermínia
San Gil
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23
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Um
minuto com Jesus - pág. 143
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Alice
Maia
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O
verdadeiro sentido do natal
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Maria
Fausta
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30
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Ressurreição
e Vida
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Ivone
Maria
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Sextas -
20h
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05
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Se
fosse um homem de bem teria morrido -ESE,
V, 22
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Ivone
Maria
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Espíritos
medianos: Joseph Bré - CI, 2ª parte, III
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Gilberto
Marques
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12
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Um
minuto com Jesus - pág 139
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Walkyria
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Escolha
das provas. LE, 258 a 273
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Aída
Paula
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19
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Refletir
e Renovar
|
Alonso
Santos
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26
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Oração
no Lar
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Ângela
Vidal
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Sábado -
17h:30min
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06
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Aprendendo com André Luiz - Entre a Terra e o Céu
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Wantuil Rodrigues
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13
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O
perdão
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Odiléa
Ferraz
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20
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Um
minuto com Jesus - pág. 141
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Elysa
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As
relações de além-túmulo. Simpatia e Antipatia entre os Espíritos. LE, 274 a
303
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Sara
Castelo
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27
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Jesus,
guia e modelo
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Ivone
Maria
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23 de nov. de 2014
22 de nov. de 2014
RÁDIO RIO DE JANEIRO
Vamos ajudar a Rádio Rio de Janeiro, a única rádio espírita em nosso estado, em 1400 AM, que leva
mensagens espíritas a todos aqueles que por algum motivo não podem chegar a uma casa espírita !! Compareçam !
mensagens espíritas a todos aqueles que por algum motivo não podem chegar a uma casa espírita !! Compareçam !
17 de nov. de 2014
9 de nov. de 2014
BIOGRAFIA
Luiz Antonio Millecco Filho
(Rio de Janeiro, 30 de junho de 1932 - 5 de fevereiro de 2005) foi musicoterapeuta, médium, escritor e conferencista espírita brasileiro
Último dos quatro filhos de Luiz Antonio Millecco e de Rosa de Carvalho Millecco, foi autor de mais de duzentas músicas e se graduou pelo Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro.
Criador da primeira técnica brasileira de trabalho clínico musicoterapêutico, denominada "Músico-verbal", tornou-se ainda escritor e médium psicógrafo, especialmente dedicado à literatura espírita. Era portador de deficiência visual, sendo cego de nascença, e ativo no combate aos direitos dos deficientes visuais.
Casou-se com Iza de Oliveira Millecco, esta cega a partir da primeira década de vida, com quem teve dois filhos. Magali, falecida logo após o nascimento, e Luiz Cláudio, que seguiu a carreira musical. Ao ficar viúvo, Millecco casou-se com Maria de Fátima Rossi, com quem viveu até falecer.
Funda, juntamente com o marechal Mário Travassos e com Marcos Vinícius Teles, a Sociedade Pró-Livro Espírita em Braille no Rio de Janeiro (30 de junho de 1953).
Em 2003, presidiu o 1° Congresso Internacional de Cegos Espíritas. Foi fundador e dirigente do Grupo dos Cireneus, onde através do Tele Cristo se desenvolve trabalho de atendimento, pelo telefone, às pessoas que buscam aconselhamento.
Foi também professor de Ensino Especializado, cargo que ocupou no Instituto Oscar Clark até aposentar-se. Foi ainda fundador e presidente da SPLEB (Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile)
(Rio de Janeiro, 30 de junho de 1932 - 5 de fevereiro de 2005) foi musicoterapeuta, médium, escritor e conferencista espírita brasileiro
Último dos quatro filhos de Luiz Antonio Millecco e de Rosa de Carvalho Millecco, foi autor de mais de duzentas músicas e se graduou pelo Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro.
Criador da primeira técnica brasileira de trabalho clínico musicoterapêutico, denominada "Músico-verbal", tornou-se ainda escritor e médium psicógrafo, especialmente dedicado à literatura espírita. Era portador de deficiência visual, sendo cego de nascença, e ativo no combate aos direitos dos deficientes visuais.
Casou-se com Iza de Oliveira Millecco, esta cega a partir da primeira década de vida, com quem teve dois filhos. Magali, falecida logo após o nascimento, e Luiz Cláudio, que seguiu a carreira musical. Ao ficar viúvo, Millecco casou-se com Maria de Fátima Rossi, com quem viveu até falecer.
Funda, juntamente com o marechal Mário Travassos e com Marcos Vinícius Teles, a Sociedade Pró-Livro Espírita em Braille no Rio de Janeiro (30 de junho de 1953).
Em 2003, presidiu o 1° Congresso Internacional de Cegos Espíritas. Foi fundador e dirigente do Grupo dos Cireneus, onde através do Tele Cristo se desenvolve trabalho de atendimento, pelo telefone, às pessoas que buscam aconselhamento.
Foi também professor de Ensino Especializado, cargo que ocupou no Instituto Oscar Clark até aposentar-se. Foi ainda fundador e presidente da SPLEB (Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile)
ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS
PARTE SEGUNDA - CAP. IV
Semelhanças físicas e morais
207 Os pais transmitem muitas vezes a seus filhos a semelhança física. Eles também lhes transmitem alguma semelhança moral?– Não, uma vez que têm almas ou Espíritos diferentes. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças há apenas consangüinidade.
207 a De onde vêm as semelhanças morais que existem algumas vezes entre os pais e filhos?
– São Espíritos simpáticos atraídos pela semelhança de suas tendências.
208 O Espírito dos pais tem influência sobre o do filho após o nascimento?
– Há uma influência muito grande. Como já dissemos, os Espíritos devem contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm como missão desenvolver o de seus filhos pela educação. É para eles uma tarefa: se falharem, serão culpados.
209 Por que pais bons e virtuosos geram, às vezes, filhos de natureza perversa? Melhor dizendo, por que as boas qualidades dos pais nem sempre atraem, por simpatia, um bom Espírito para animar seu filho?
– Um Espírito mau pode pedir pais bons, na esperança de que seus conselhos o orientem a um caminho melhor e, muitas vezes, Deus lhe concede isso.
210 Os pais podem, por seus pensamentos e preces, atrair para o corpo de um filho um Espírito bom em preferência a um Espírito inferior?
– Não, mas podem melhorar o Espírito do filho que geraram e que lhes foi confiado: é seu dever. Filhos maus são uma provação para os pais.
211 De onde vem a semelhança de caráter que muitas vezes existe entre dois irmãos, especialmente entre gêmeos?
– Espíritos simpáticos que se aproximam por semelhança de sentimento se que se sentem felizes por estar juntos.
212 Nas crianças cujos corpos nascem ligados e que possuem certos órgãos em comum há dois Espíritos, ou melhor, duas almas?
– Sim, há duas, são dois os corpos. Entretanto, a semelhança entre eles é tanta que se afigura aos vossos olhos como se fossem uma só6.
213 Visto que os Espíritos encarnam como gêmeos por simpatia, de onde vem a aversão que se vê algumas vezes entre eles?
– Não é uma regra que os gêmeos sejam Espíritos simpáticos. Espíritos maus podem querer lutar juntos no teatro da vida.
214 O que pensar das histórias de crianças gêmeas que brigam no ventre da mãe?
– Lendas! Para dar idéia de que seu ódio era muito antigo, fizeram-no presente antes de seu nascimento. Geralmente vós não levais em conta as figuras poéticas.
215 De onde vem o caráter distintivo que se nota em cada povo?
– Os Espíritos também se agrupam em famílias formadas pela semelhança de suas tendências mais ou menos depuradas, de acordo com sua elevação. Pois bem! Um povo é uma grande família na qual se reúnem Espíritos simpáticos. A tendência que têm os membros dessas grandes famílias os leva a se unirem, daí se origina a semelhança que existe no caráter distintivo de cada povo. Acreditais que Espíritos bons e caridosos procurarão um povo duro e grosseiro? Não, os Espíritos simpatizam com as coletividades, assim como simpatizam com os indivíduos; aí estão em seu meio.
216 O homem conserva, em suas novas existências, traços do caráter moral de existências anteriores?
– Sim, isso pode ocorrer; mas ao se melhorar, ele muda. Sua posição social pode também não ser mais a mesma. Se de senhor torna-se escravo, seus gostos serão completamente diferentes e teríeis dificuldade em reconhecê-lo. Sendo o Espírito sempre o mesmo nas diversas encarnações, suas manifestações podem ter uma ou outra semelhança, modificadas, entretanto, pelos hábitos de sua nova posição, até que um aperfeiçoamento notável venha mudar completamente seu caráter; por isso, de orgulhoso e mau, pode tornar-se humilde e bondoso, desde que se tenha arrependido.
217 O homem, pelo Espírito, conserva traços físicos das existências anteriores em suas diferentes encarnações?
– O corpo que foi anteriormente destruído não tem nenhuma relação com o novo. Entretanto, o Espírito se reflete no corpo. Certamente, o corpo é apenas matéria, mas apesar disso é modelado de acordo com a capacidade do Espírito que lhe imprime um certo caráter, principalmente ao rosto, e é verdade quando se diz que os olhos são o espelho da alma, ou seja, é o rosto que mais particularmente reflete a alma. É assim que uma pessoa sem grande beleza tem, entretanto, algo que agrada quando é animada por um Espírito bom, sábio, humanitário, enquanto existem rostos muito belos que nada fazem sentir, podendo até inspirar repulsa. Poderíeis pensar que apenas os corpos muito belos servem de envoltório aos Espíritos mais perfeitos; entretanto, encontrais todos os dias homens de bem sem nenhuma beleza exterior. Sem haver uma semelhança pronunciada, a similitude dos gostos e das inclinações pode dar o que se chama de um ‘ar de família’.
☼ Tendo em vista que o corpo que reveste a alma na nova encarnação não tem necessariamente nenhuma relação com o da encarnação anterior, uma vez que em relação a ele pode ter uma procedência completamente diferente, seria absurdo admitir que numa sucessão de existências ocorressem semelhanças que não passam de casuais. Entretanto, as qualidades do Espírito modificam freqüentemente os órgãos que servem às suas manifestações e imprimem ao semblante, e até mesmo ao conjunto das maneiras, um cunho especial. É assim que, sob o envoltório mais humilde, pode-se encontrar a expressão da grandeza e da dignidade, enquanto sob a figura do grande senhor pode-se ver algumas vezes a expressão da baixeza e da desonra. Algumas pessoas, saídas da mais ínfima posição, adquirem, sem esforços, os hábitos e as maneiras da alta sociedade. Parece que elas reencontram seu ambiente, enquanto outras, apesar de seu nascimento e educação, estão nesse mesmo ambiente sempre deslocadas. Como explicar esse fato senão c
2 de nov. de 2014
REFLEXÔES
| DIA DE FINADOS E OS ESPÍRITAS |
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De vez em quando alguém pergunta "por que o espírita não vai ao cemitério" (no dia de finados, mais especificamente). Cabe aqui, portanto, um esclarecimento útil. Primeiro: - Nenhum espírita, em virtude de ideologia religiosa ou limitação de qualquer tipo imposta pela doutrina, "não pode" ir ao cemitério em qualquer época. Efetivamente, conheço muitos, simpatizantes ou espiritualistas convictos, que narram suas visitas a túmulos de parentes ou conhecidos. Segundo: - O que ocorre mais amiúde é que, detendo o espírita a tranquila convicção de que seu ente querido não mais se demora por estas bandas, tendo demandado estâncias outras, mais ricas de vida, guarda a consciência clara de que tudo o que ficou na sepultura foi a "roupagem gasta", e não mais, portanto, a pessoa com quem compartilhou experiências e afeto. Terceiro: - Isto não implica em que o espírita sincero condene ou critique o posicionamento dos demais semelhantes que, de todo o coração, prestam com sinceridade as suas homenagens aos seus afeiçoados que se anteciparam na viagem deste para o outro lado da vida. Aliás, reza no próprio conhecimento da doutrina que muitos desencarnados visitam, efetivamente, os cemitérios por ocasião da data, em consideração às demonstração de amor com que ali são distinguidos. E muitos Vistas estas considerações, é sensata a conclusão de que jamais cabe padrão algum de conduta no que toca ao sagrado universo íntimo humano. Cada agrupamento familiar Efetivamente, somos do lado de "lá" o que fomos aqui. É dever básico não só do espírita, quanto de qualquer pessoa que se diga civilizada, respeitar a diversidade dos caminhos escolhidos que, destarte, haverão de conduzir a cada ser, no tempo certo, ao mesmo ponto de encontro comum na intimidade das luzes divinas. Questão de temperamento, de agrupamento humano, de fé e de hábitos, o ir ou não ir ao cemitério, de vez que é na sinceridade do gesto e não no gesto em si que se vislumbra a verdadeira homenagem aos desencarnados, de forma que, amor pelos mesmos, podemos dirigir-lhes tanto do recesso abençoado do nosso recanto de meditação no lar, quanto do ambiente de qualquer templo religioso, ou ainda diariamente, no movimento tumultuado das ruas ou também no cemitério, a qualquer dia do ano. De forma que aqueles que partiram nos amando de todo o coração haverão de valorizar e entender a nossa melhor intenção ao seu respeito, seja de onde for que se irradie, colhendo-os de pronto, pela linguagem instantânea do coração e do pensamento. Os que foram afeitos aos hábitos costumeiros do dia de finados, na medida de suas possibilidades espirituais após a transição lá estarão, junto à sepultura física, colhendo com sincera afeição os votos de paz e as preces que lhes estejam sendo dirigidas. Os provenientes dos lares espiritualistas na Terra receberão as mesmas demonstrações de amor a qualquer tempo, em qualquer data que faça emergir naqueles que ficaram para trás no aprendizado físico as gratas lembranças com que são evocados. O importante é que espíritas e não-espíritas têm em comum, em relação aos seus amados que já se foram, à qualquer época, a linguagem inconfundível do amor entre as almas. Enxerguemos acima dos horizontes das limitações de visão humanas para alcançarmos com clareza a compreensão de que é assunto individual a forma como celebramos o nosso afeto para com os nossos entes queridos, e que o fator da sinceridade e da intenção é o que de fato conta, na certeza de que nossas preces e votos de paz serão bem recebidos por aqueles que prosseguem nos amando de igual forma na continuidade pura e simples da vida, que a todos aguarda para além das portas da sepultura, sob as bênçãos de Jesus. # Escrito por Christina Nunes Fonte:www.forumespirita.net |
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