16 de jan. de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE . Cap. VI

Espíritos errantes

223 A alma reencarna imediatamente após a separação do corpo?
– Algumas vezes pode reencarnar imediatamente, mas normalmente só após intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Nesses mundos em que a matéria corporal é menos grosseira, o Espírito, quando encarnado, desfruta de quase todos os seus atributos de Espírito. Seu estado normal é semelhante ao dos vossos sonâmbulos lúcidos.
224 Em que se torna a alma no intervalo das encarnações?
– Espírito errante que aguarda nova oportunidade e a espera.
224 a Qual a duração desses intervalos?
– De algumas horas a alguns milhares de séculos. Não há, propriamente falando, limite extremo estabelecido para o estado de erraticidade, que pode se prolongar por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O Espírito sempre encontra, cedo ou tarde, a oportunidade de recomeçar uma existência que sirva de purificação às suas existências anteriores.
224 b Essa duração está subordinada à vontade do Espírito ou pode ser imposta como expiação?
– É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos têm perfeita consciência do que fazem, mas para alguns é também uma punição que a Providência lhes impõe1. Outros pedem para que se prolongue, a fim de progredirem nos estudos que só podem ser feitos com proveito na condição de Espírito.
225 A erraticidade é, por si mesma, um sinal de inferioridade dos Espíritos?
– Não, porque existem Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação é para o Espírito um estado transitório. Como já dissemos, em seu estado normal, o Espírito está liberto da matéria.
226 Todos os Espíritos que não estão encarnados são errantes?
– Daqueles que devem reencarnar, sim. Mas os Espíritos puros que atingiram a perfeição não são errantes: seu estado é definitivo.
Os Espíritos, com relação às qualidades íntimas, são de diferentes ordens ou graus que vão avançando sucessivamente à medida que se depuram. Quanto ao estado em que se acham, podem ser: encarnados, ou seja, unidos a um corpo; errantes, quer dizer, despojados do corpo material à espera de uma nova encarnação para se aperfeiçoarem; Espíritos puros, perfeitos, que não têm mais necessidade de encarnação.
227 De que maneira os Espíritos errantes se instruem? É como nós?
– Eles estudam seu passado e procuram os meios de se elevar. Vêem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; ouvem os ensinamentos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles e isso lhes inspira idéias que não tinham antes.
228 Os Espíritos conservam algumas das paixões humanas?
– Os Espíritos elevados, ao se libertarem do corpo, deixam as más paixões e apenas guardam as do bem. Mas os Espíritos inferiores as conservam; de outra forma, seriam de primeira ordem.
229 Por que os Espíritos, ao deixar a Terra, não deixam também todas as más paixões, uma vez que vêem os seus inconvenientes?
– Tendes neste mundo pessoas que são excessivamente invejosas; acreditais que, quando o deixam, perdem esse defeito? Após a partida da Terra, principalmente para os que tiveram paixões muito intensas, uma espécie de atmosfera os acompanha, os envolve e todas essas coisas ruins se conservam, porque o Espírito ainda está impregnado das vibrações da matéria. Entrevê a verdade apenas por alguns momentos, como para ter noção do bom caminho.
230 O Espírito progride na erraticidade?
– Pode melhorar-se muito, sempre de acordo com sua vontade e seu desejo. Mas é na existência corporal que põe em prática as novas idéias que adquiriu.
231 Os Espíritos errantes são felizes ou infelizes?
– São felizes ou infelizes de acordo com seu mérito. São infelizes e sofrem por causa das paixões das quais ainda conservaram a essência ou são felizes segundo estejam mais ou menos desmaterializados. No estado de erraticidade, o Espírito entrevê o que lhe falta para ser mais feliz e procura os meios de alcançá-lo. Porém, nem sempre lhe é permitido reencarnar conforme sua vontade, o que para ele é uma punição.
232 No estado de erraticidade, os Espíritos podem ir a todos os mundos?
– Depende. Quando o Espírito deixa o corpo, não está, apesar disso, completamente desprendido da matéria e ainda pertence ao mundo onde viveu ou a um do mesmo grau, a menos que, durante sua vida, tenha se elevado; esse é, aliás, o objetivo a que deve pretender, sem o que nunca se aperfeiçoará. Ele pode, entretanto, ir a alguns mundos superiores, mas nesse caso é como um estranho. Consegue, na verdade, apenas os entrever e isso é o que lhe dá o desejo de se aperfeiçoar para ser digno da felicidade que lá se desfruta e poder habitá-los mais tarde.
233 Os Espíritos já purificados vão aos mundos inferiores?
– Vão muitas vezes a fim de ajudá-los a progredir. Senão esses mundos ficariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.

3 de jan. de 2015

REFLEXÔES

                                  ORAÇÃO DO ANO NOVO - JOANNA DE ANGELIS


Senhor Jesus!
Ante as promessas do ano que se inicia, não nos permitas que esqueçamos aqueles com aqueles com quem nos honraste o caminho iluminativo:
as mães solteiras, desesperadas, a quem prometemos o pão do entendimento;
as crianças delinqüentes que nos buscaram com a mente em desalinho;
os calcetas que, vencidos em si mesmos, nos feriram e retornaram às nossas portas;
os enfermos solitários, que nos fitaram, confiantes em nosso auxílio;
os esfaimados e desnudos que chegaram até nossas parcas provisões;
os mutilados e tristes, ignorantes e analfabetos, que nos visitaram, recordando-nos de Ti...
Sabemos, Senhor, o pouco valor que temos, identificamo-nos com o que possuímos intimamente, mas, contigo, tudo podemos e fazemos. Auda-nos a manter o compromisso de amar-Te, amando neles toda a família universal em cujos braços renascemos.
*
"Seja o que for que peçais na prece, crede que obtereis e concedidos vos será o que pedirdes". Marcos: 11-24.
"Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a lhe inspirar idéias sãs". Evangelho Segundo O Espiritismo - Cap. XXVII - Item 11.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
06
Parábola do Bom Samaritano
Sylvia Maria
13
Prelúdio da volta - LE, 330 a 343
Ivone Maria
20
Um Minuto com Jesus - pág. 147
Alice Maia
O Castigo - CI, 2aparte, IV
Ângela Vidal
27
 O Cristo Consolador - ESE, IV
Ana Gonçalves
Sextas - 20h
02
Um Minuto com Jesus - pág.145
Walkyria
Espíritos Sofredores: August Michel - CI, 2aparte, IV
Gilberto Marques
 09
A Melancolia - ESE, V, 25
Heloise
Faculdades Morais e Intelectuais do Homem - LE, 361 a 366
Bruno Toscano
16
Eutanásia
Bernardo Marques
23
Amor em Família
Ângela Vidal
30
Um Minuto com Jesus - pág.149
Nair Gonçalves
Provas e Expiações - ESE, V, 24 e 26
Nilza Erich
Sábado - 17h:30min
03
Aprendendo com André Luiz - Entre a Terra e o Céu
Wantuil Rodrigues
10
União da Alma e do Corpo - LE, 244 a 360
Bernardo Marques
17
Bem Aventurados os Pobres de Espírito - ESE, VII, 1 a 6
Ivone Maria
24
Os Tormentos Voluntários - ESE, V, 23
Lahna Maria
A Infância - LE, 379 a 385
Marcio Costa
31
Um Minuto com Jesus - pág.141
Elysa
Conhecimento de Si Mesmo - LE, 919
Karina Ocanha

19 de dez. de 2014

CANTINHO DA POESIA

ORAÇÃO DE NATAL
(ode às virtudes)


Que no natal
Não faltem sonhos
Já que os sonhos impulsionam nossas vidas

Que no natal
Não falte a educação
Já que, educada, a humanidade prospera

Que no natal
Não falte a caridade
Porque com caridade, cessarão todas as fomes

Que no natal
Não falte o respeito
Porque havendo respeito, a convivência será harmônica

Que no natal
Não falte a fraternidade
Porque irmanados, não faremos guerras

Que no natal
Não falte a solidariedade
Porque solidários, nos fortaleceremos

Que no natal
Não falte dignidade
Vez que, havendo dignidade, seremos, de fato, humanos

Que no natal
Não falte amizade
Porquanto havendo amizade, não haverá solidão

Que no natal
Não falte o perdão
Pois havendo perdão, não haverá vinganças

Que no natal
Não falte a esperança
Pois havendo esperança, buscaremos, constantemente, novas alegrias

Que no natal
Não falte o amor
Pois reinando o amor, o ódio não terá lugar

E que as virtudes se espalhem
Por todos os dias
E por todas as criaturas
Para que todos os dias sejam
Verdadeiramente
Natal.

Amém!


Oldney Lopes

16 de dez. de 2014

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Idéias inatas

Parte Segunda. Cap. V

218 O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu em suas existências anteriores?
– Ele possui uma vaga lembrança, que lhe dá o que se chama de idéias inatas.
218 a A teoria das idéias inatas não é, portanto, uma fantasia?
– Não, os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem. O Espírito, liberto da matéria, sempre os conserva. Durante a encarnação, pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a intuição que conserva deles o ajuda em seu adiantamento. Sem isso, teria sempre que recomeçar. A cada nova existência, o Espírito parte de onde estava na existência anterior.
218 b Pode, então, haver um grande vínculo entre duas existências sucessivas?
– Nem sempre tão grande quanto podeis supor, porque as posições são freqüentemente muito diferentes e, no intervalo delas, o Espírito pode ter progredido. (Veja a questão 216.)
219 Qual é a origem das faculdades, das capacidades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como a língua, o cálculo, etc.?
– Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do qual nem mesmo ela tem consciência. De onde quereis que esses conhecimentos venham? O corpo muda, mas o Espírito não, embora troque de vestimenta.
220 Ao mudar de corpo, podem-se perder alguns talentos intelectuais, não mais ter, por exemplo, o gosto pelas artes?
– Sim, se desonrou esse talento ou se fez dele um mau uso. Uma capacidade intelectual pode, além do mais, permanecer adormecida numa existência, porque o Espírito veio para exercitar uma outra que não tem relação com ela. Então, qualquer talento pode permanecer em estado latente para ressurgir mais tarde.
221 É a uma lembrança retrospectiva que o homem deve, mesmo no estado selvagem, o sentimento instintivo da existência de Deus e o pressentimento da vida futura?
– É uma lembrança que conservou do que sabia como Espírito antes de encarnar; mas o orgulho muitas vezes sufoca esse sentimento.
221 a É a essa lembrança que se devem certas crenças relativas à Doutrina Espírita e que se encontram em todos os povos?
– Essa Doutrina é tão antiga quanto o mundo; eis por que pode ser encontrada em toda parte, sendo uma prova de que é verdadeira. O Espírito encarnado, conservando a intuição de seu estado como Espírito, tem, instintivamente, a consciência do mundo invisível, freqüentemente falseada pelos preconceitos, acrescida da ignorância que a mistura com a superstição.

  1. Dogma: essa palavra adquiriu de forma genérica o significado de um princípio, um ponto de doutrina infalível e indiscutível. Porém, o seu verdadeiro sentido não é esse. A Doutrina Espírita não é dogmática no sentido que se conhece em alguns credos religiosos que adotam o princípio de filosofia em que a fé se sobrepõe à razão (fideísmo) para acomodar e justificar suas posições de crença. A palavra dogma está aqui com o seu significado, isto é, a união de um fundamento, um princípio divino, com a experiência humana. Allan Kardec a emprega aqui e nas demais obras da Codificação Espírita com esse sentido, e igualmente os Espíritos se referiram ao dogma da reencarnação com essa significação, como se vê na resposta e à frente, na Parte Segunda, cap. 5, desta obra (N. E.).
  2. Assunto abordado nesta obra, na Parte Terceira, cap. 8 (N. E.).
  3. Transmigração: passagem da alma de um corpo para outro (N. E.).
  4. Cadinho: vaso refratário onde se fundem os metais. Neste caso, local em que os sentimentos são apurados (N. E.).
  5. Genealogia: procedência e origem da família; os antepassados; linhagem (N. E.).
  6. É o caso dos nascimentos dos xifópagos, também chamados irmãos siameses, em que os corpos nascem ligados, e que por razões culturais e pelo desconhecimento das leis da reencarnação eram, até há pouco tempo, tidos e exibidos como monstros. São na verdade Espíritos em provas redentoras (N. E.)

5 de dez. de 2014

Reuniões Públicas

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
02
Mundos Transitórios - LE, 234 a 236
Sylvia Maria
Perda de Pessoas Amadas. Mortes Prematuras - ESE, V, 21
Maria José
09
Considerações sobre a pluralidade das existências - LE, 222
Luiz Fernando
16
Ide e Pregai
Hermínia San Gil
23
Um minuto com Jesus - pág. 143
Alice Maia
O verdadeiro sentido do natal
Maria Fausta
30
Ressurreição e Vida
Ivone Maria
Sextas - 20h
05
Se fosse um homem de bem teria morrido  -ESE, V, 22
Ivone Maria
Espíritos medianos: Joseph Bré - CI, 2ª parte, III
Gilberto Marques
12
Um minuto com Jesus - pág 139
Walkyria
Escolha das provas. LE, 258 a 273
Aída Paula
19
Refletir e Renovar
Alonso Santos
26
Oração no Lar
Ângela Vidal
Sábado - 17h:30min
06
Aprendendo com André Luiz - Entre a Terra e o Céu
Wantuil Rodrigues
13
O perdão
Odiléa Ferraz
20
Um minuto com Jesus - pág. 141
Elysa
As relações de além-túmulo. Simpatia e Antipatia entre os Espíritos. LE, 274 a 303
Sara Castelo
27
Jesus, guia e modelo
Ivone Maria