24 de jul. de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE - CAP. VI
VIDA ESPÍRITA

VI – Relações de Além-Túmulo

      274. As diferentes ordens de Espíritos estabelecem entre elas uma hierarquia de poderes; e há entre eles subordinação e autoridade?
      — Sim, muito grande. Os Espíritos têm, uns sobre os outros, a autoridaderelativa à sua superioridade. E a exercem por meio de uma ascendência moralirresistível.
      274 – a) Os Espíritos inferiores podem subtrair-se à autoridade dos superiores?
      — Eu disse: irresistível.
      275. O poder e a consideração de que um homem goza na Terra dão-lhe alguma supremacia no mundo dos Espíritos?
      — Não; pois os pequenos serão elevados e os grandes, rebaixados. Lê os salmos.
      275 – a) Como devemos entender essa elevação e esse rebaixamento?
      — Não sabes que os Espíritos são de diferentes ordens, segundo os seusméritos? Pois bem, o maior na Terra pode estar na última classe entre os Espíritos; enquanto o seu servidor estará na primeira. Compreendes isso? Jesus não disse: Quem se humilhar será exaltado e quem se exaltar será humilhado?
      276. Aquele que foi grande na Terra e se encontra inferior entre os Espíritos sente humilhação?
      — Quase sempre muito grande, sobretudo se era orgulhoso e invejoso.
       277. O soldado que, após a batalha, encontra o seu general no mundo dos Espíritos, reconhece-o ainda como seu superior?
      — O título não é nada; a superioridade real é tudo.
      278. Os Espíritos de diferentes ordens estão misturados?
      — Sim e não; quer dizer, eles se vêem, mas se distinguem uns dos outros.Afastam-se ou se aproximam segundo a semelhança ou divergência de seussentimentos, como acontece entre vós. E todo um mundo, do qual o vosso é o reflexo obscuro. Os da mesma ordem se reúnem por uma espécie de afinidade, e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e pelos propósitos; os bons, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrarem entre os seres semelhantes a eles.
 Comentário de Kardec:    Igual a uma grande cidade, onde os homens de todas as classes e de todas as condições se vêem e se encontram, sem se confundirem, onde as sociedades se formam pela similitude de gostos, onde o vicio e a virtude se acotovelam, sem se falarem.
      279. Todos os Espíritos têm acesso, reciprocamente, uns junto aos outros?
      — Os bons vão por toda parte e é necessário que assim seja, para que possam exercer a sua influência sobre os maus. Mas as regiões habitadas pelos bons são interditadas aos imperfeitos, afim de que não levem a elas o distúrbio das más paixões.
      280. Qual é a natureza das relações entre os bons e os maus Espíritos?
      — Os bons procuram combater as más tendências dos outros, a fim de os ajudar a subir; e uma missão.
      281. Por que os Espíritos inferiores se comprazem em nos levar ao mal?
      — Pelo despeito de não terem merecido estar entre os bons. Seu desejo é o de impedir, tanto quanto puderem, que os Espíritos ainda inexperientes atinjam o bem supremo. Querem fazer os outros provarem aquilo que eles provam. Não vedes o mesmo entre vós ?
      282. Como os Espíritos se comunicam entre si?
      — Eles se vêem e se compreendem; a palavra é material: é o reflexo dafaculdade espiritual. O fluido universal estabelece entre eles uma comunicaçãoconstante; é o veículo da transmissão do pensamento, como o ar é para vós oveículo do som; uma espécie de telégrafo universal que liga todos os mundos,permitindo aos Espíritos corresponderem-se de um mundo a outro.
      283. Os Espíritos podem dissimular reciprocamente os seus pensamentos; podem esconder-se uns dos outros?
      — Não; para eles, tudo permanece a descoberto, principalmente quando são perfeitos. Podem distanciar-se uns dos outros, mas sempre se vêem. Esta não é uma regra absoluta, porque certos Espíritos podem muito bem tornar-se invisíveis para outros, se julgam útil fazê-lo.
      284. Como podem os Espíritos, que não têm mais corpo, constatar a própria individualidade e distinguir-se dos outros que os rodeiam?
      — Constatam a sua individualidade pelo períspirito, que os torna seres distintos uns para os outros, como os corpos entre os homens.
      285. Os Espíritos se reconhecem por terem convivido na Terra? O filho reconhece o pai; o amigo, o seu amigo?
      — Sim, e assim de geração a geração.
      285 – a) Como se reconhecem no mundo dos Espíritos os homens que se conheceram na Terra?                       
      — Vemos a nossa vida passada e a lemos como num livro. Vendo o passado de nossos amigos e de nossos inimigos, vemos a sua passagem da vida para a morte.
      286. A alma, ao deixar os despojos mortais, vê imediatamente os parentes e amigos que a precederam no mundo dos Espíritos?
      Imediatamente, nem sempre; pois, como já dissemos, é-lhe necessárioalgum tempo para reconhecer o seu estado e sacudir o véu material.
      287. Como a alma é recebida, na sua volta ao mundo dos Espíritos?
      A do justo, como um irmão bem-amado e longamente esperado; a do mau, como um ser que se desprega.
      288. Que sentimento experimentam o Espíritos impuros, à vista de outro mau Espírito que chega?
      — Os maus ficam satisfeitos de verem os seres à sua imagem e como eles privados da felicidade infinita; como acontece, na Terra, a um ladrão entre os seus iguais.
      289. Nossos parentes e nossos amigos vêm, às vezes, ao nosso encontro, quando deixamos a Terra?
      — Sim, vêm ao encontro da alma que estimam, felicitam-na como no regresso de uma viagem, se ela escapou aos perigos do caminho, e a ajudam a se desprender dos liames corporais. E um favor concedido aos bons Espíritos, quando os que os amam vêm ao seu encontro, enquanto os que estão manchados ficam no isolamento ou cercados somente de Espíritos semelhantes a eles: é uma punição.
      290. Os parentes e os amigos reúnem-se sempre após a morte?
      — Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para o seuadiantamento. Se um deles está mais adiantado e marcha mais rápido que o outro, não poderão ficar juntos; poderão ver-se algumas vezes, mas não estarão sempre reunidos, a não ser quando possam marchar ombro a ombro, ou quando tiverem atingido a igualdade na perfeição. Além disso, a privação de ver os parentes e amigos é às vezes uma punição

16 de jul. de 2015

NOTA DE DESENCARNE


AMIGAS/OS, 



É COM MUITA EMOÇÃO  , APESAR DE SABERMOS QUE OS DESÍGNIOS DO PAI SÃO INQUESTIONÁVEIS, QUE PASSAMOS POR AQUI PARA COMUNICAR O  DESENCARNE DE  NOSSA COMPANHEIRA  GILCE CARDOSO ROCHA ,  QUE PARTIU PARA A PÁTRIA ESPIRITUAL ONTEM, 15/07 .
ENTRE TANTAS ATIVIDADES NO BEM, PARTICIPOU DA EVANGELIZAÇÃO DE JOVENS E DO GRUPO DE TEATRO RAMIRO GAMA, CRIADO POR ELA, EM NOSSA CASA , QUE TANTAS  ALEGRIAS, EM SUAS APRESENTAÇÕES , NOS PROPORCIONOU !... 

UMA COMPANHEIRA BEM QUERIDA POR TODOS NÓS, PELA SUA MANEIRA CARINHOSA, SIMPLES E ACOLHEDORA DE SER !!! .

O VELÓRIO SERÁ NO CEMITÉRIO DE INHAÚMA HOJE , 16/07 , QUINTA, A PARTIR DE 13HS NA CAPELA SANTA CÁSSIA SALA 6 E O SEPULTAMENTO ACONTECERÁ AS 15HS


NOSSOS SENTIMENTOS A TODOS OS SEUS FAMILIARES, NA CERTEZA QUE NOSSA AMADA CONFREIRA PERSEVEROU ATÉ O FIM E RECEBERÁ DO PAI CELESTE O GALARDÃO MERECIDO.

SEGUE,QUERIDA GILCE , CONFIANTE, DESTEMIDA, PARA A LUZ , EM PAZ !

1 de jul. de 2015

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
07
Parábola do Festim de Bodas
Sylvia Maria
14
Autoconhecimento
César Augusto
Lourenço
21
Espíritos endurecidos: “Um Espírito aborrecido” - CI, 2ª parte, cap. VII.
Wilson
Perdoai para que Deus vos perdoe - ESE, cap. X, 1 a 4.
Maria José
28
Um minuto com Jesus, p. 185.

Amar o próximo como a si mesmo - ESE, cap. XI.
Aimar Sobreiro
Sextas - 20h
03
Perdão das ofensas - ESE, cap. X, itens 14 e 15
Bernardo Marques
10
Atmosfera espírita Revista Espírita maio 1867
Jaime Lobato
17
Angele, nulidade sobre a Terra - CI, 2ªparte, cap. VII.
Fernanda Toscano
Sacrifícios - LE, 669 a 679.
Gilberto
24
Doença de Alzheimer: Um olhar espírita
Alonso Santos
31
Um minuto com Jesus, p. 187.
Walquíria
Desencarnação na família
Ângela Vidal
Sábado - 17h:30min
04
Aprendendo com André Luiz
Wantuil
11
Escolha das provas - LE, 258 a 273.
Ana Maria Carvalho
18
Reconciliação com os adversários - ESE, cap. X, itens 1 a 4
Ivone Maria
25
Um minuto com Jesus, p. 183.
Elysa
A Rainha de Oude - CI, 2ª parte, cap. VII
Márcio Costa

22 de jun. de 2015

REFLEXÕES

INTOLERÂNCIA E FANATISMO


Mesmo nos espíritos gentis remanescem algumas presenças das imperfeições que podem ser modificadas pelo processo de transformação dos sentimentos anestesiantes e perversos em outros de essência superior.

A intolerância e o fanatismo, não poucas vezes, surgem e impõem-se arbitrariamente dando lugar a estados de sofrimento que poderiam ser evitados.

Ambos são heranças persistentes dos estágios primários, responsáveis pelo processo da evolução.
A intolerância cresce como erva daninha há no jardim das atividades humanas, como necessidade de impor-se com as suas maneiras de ser e de compreender, derrapando, quase sempre, em tormentoso fanatismo.

Filho do egocentrismo não ultrapassado, o fanatismo é herança odienta que atormenta e atormenta-se, em razão de desejar que todos se submetam à sua vontade, à sua dominação.

Naturalmente, é expressão da prepotência animal que permanece gerando dificuldades nos relacionamentos e impedimentos no esforço de autoiluminação.

Não apenas na conduta religiosa encontram-se esses dois malfeitores que sabem disfarçar-se, permanecendo como vírus cruel ceifando as possibilidades de crescimento.

O intolerante assim como o fanático somente vêem o que lhes apraz, aquilo que consideram real e, portadores de narcisismo, mantêm a presunção pessoal de que, pelo fato de aceitarem essa conduta, todas as demais pessoas estão equivocadas quando pensam de maneira diferente.

Embora as pessoas possuam equilibrada formação moral e sejam portadores também de outros sentimentos nobres, quando lhes são vítimas, esses enfermos companheiros emocionais podem comprometer os valores da gentileza e da bondade, quando estejam contrariados.

A intolerância é mazela da alma que torna irritadiça a pessoa que a sofre, impulsionando-a à tomada de atitudes duras e insensíveis quanto aos resultados.

O fanático, por sua vez, abraçando o comportamento que lhe parece real e superior, também se torna indiferente aos efeitos que advenham para aqueles que se movimentam em área diversa da sua.

Desse modo, autofascinados, querem salvar os demais, impondo as suas idéias, e, quando não aceitas, não se compadecem dos males que infligem, disfarçados em mecanismos salvadores.

A história está abundante desses indivíduos que cometeram crimes hediondos, ora em nome da fé religiosa, noutros momentos em nome de comportamentos políticos, culturais, desportivos, artísticos e de variada denominação.

Acreditam-se honestos e fiéis aos sentimentos que os animam e esforçam-se para mudar a estrutura da sociedade, tornando-se inimigos do amor e da compaixão, geradores de sofrimentos e amarguras.

O intolerante desenvolve uma cultura capaz de gerar doença e destruição à sua volta, invariavelmente vinculado a outros da mesma estirpe, e o fanático entrega-se de tal forma à maneira de crer, que somente se felicita quando sucumbem aqueles que pensam ser-lhes opositores, quando, em realidade, os adversários são eles próprios.

A compreensão e o respeito pelo próximo são os opostos desses infelizes comportamentos que se tornam comuns entre as criaturas humanas.

Ninguém tem o direito de engessar as mentes e os sentimentos alheios nas suas fórmulas, exigindo que se pense conforme lhes é imposto.

O tempo da fé cega vai distante, e a partir do momento que o homem e a mulher adquiriram a capacidade do livre-arbítrio, utilizando-se dos tesouros da sua consciência e do seu conhecimento, têm o direito de comportar-se conforme lhes aprouver, desde que a sua decisão não traga embaraços aos demais.

Vive-se hoje um período de descobertas e de constatações, igualmente de contestações dos velhos paradigmas que se encontram ultrapassados, e a liberdade de consciência, como de conduta, é uma conquista que honra a civilização.

Já ao há como retroceder nessa área, e toda idéia que se pretenda impor sem o valioso contributo da lógica e da razão tende a perder o vigor, após o enganoso período de vitória, desaparecendo na voragem do tempo.

Ninguém pode deter o curso do progresso e da liberdade.

Todos os governantes que representam os interesses alheios que o intentaram foram consumidos pelo suceder dos dias e quase todos aqueles que lhes padeceram as injunções penosas puderam fruir depois deles os benefícios dos seus ideais, que permaneceram temporariamente esmagados.
A intolerância é carrasco de quem a cultiva, e o fanatismo que se lhe une é o filho bastardo e perigoso que se movimenta favorecendo a ignorância e o predomínio da força.

Quando se é portador de ideais de enobrecimento, possui-se a visão clara da realidade e as suas propostas são oferecidas como forma de desenvolver o progresso, de libertar as consciências do obscurantismo, ampliando os horizontes da compreensão humana em torno da vida, do belo, da harmonia.

O idealista legítimo possui a compreensão de que o êxito do seu empreendimento é conseguido a grande esforço, mediante as demonstrações de sua legitimidade pelo exemplo de equilíbrio de que se faz portador.

Quando impõe, por qualquer razão, a sua forma de ser e de compreender, gera conflito e, nesse caso, cria oposição inevitável.

Sempre haverá, sem dúvida, opositores no mundo às idéias novas, porque esses que assim se comportam estão satisfeitos no estágio em que estacionam, e ante os novos desafios tornam-se-lhes naturais inimigos, o que é compreensível. Mas serão vencidos pela força esmagadora dos fatos que se impõem, passado o período de luta e de zombaria que sempre ocorre.

Não há, pois, razão, nunca, para manterem-se atitudes de intolerância e de fanatismo, porque a vida é feita de bênçãos, de equilíbrio e de beleza.

Quaisquer atividades que se apresentem de maneira diversa estão fadadas ao esquecimento, à desintegração.

A força do bem e do amor, inata nas propostas de desenvolvimento intelecto-moral das criaturas humanas, constitui o dínamo gerador de novas energias para facultar a sua fixação nas mentes e nos corações ao serem informados, passando a cultivá-las com abnegação e entusiasmo.

Esse poder que possuem o bem e o amor é imponderável, porque de natureza transcendental, manifestando-se de forma suave e nobre por toda parte.

Enquanto a intolerância e o fanatismo geram guerras, a gentileza e a liberdade produzem paz, facultando alegria.

Espírito de Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Pereira Franco
Do livro: Entrega-te a Deus