20 de set. de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE - CAP. VI
VIDA ESPÍRITA

VIII - Lembranças da Existência Corpórea

       304. O Espírito se lembra da sua existência corpórea?

       — Sim, tendo vivido muitas vezes como homem, recorda-se do que foi. E te asseguro que, por vezes, ri-se de piedade de si mesmo.
 Comentário de Kardec:    Como o homem que, atingindo a idade da razão, ri das suas loucuras da  juventude ou das puerilidades da sua infância.
       305. A lembrança da existência corpórea se apresenta ao Espírito de maneira completa e inopinada, após a morte?
      — Não; mas pouco a pouco, como alguma coisa que sai do nevoeiro, e à medida que nela vai fixando a sua atenção.
      306. O Espírito se lembra detalhadamente de todos os acontecimentos de sua vida, abrangendo o conjunto num golpe de vista retrospectivo?
      — Lembra-se das coisas na razão das conseqüências que acarretam para a sua situação de Espírito. Mas compreende que há circunstâncias às quais ele não atribui nenhuma importância e que nem mesmo procura recordar.
      306 – a) Poderia lembrá-las, se o quisesse?
      — Pode lembrar-se dos detalhes e dos incidentes mais minuciosos, sejam de acontecimentos, sejam mesmo de seus pensamentos. Mas quando isso não tem utilidade, ele não o faz.
      306 – b) Entrevê a finalidade da vida terrestre, com relação à vida futura?
      — Seguramente que a vê e compreende muito melhor do que quando vivia no corpo. Compreende a necessidade de purificação para chegar ao infinito, e sabe que a cada existência se livra de algumas impurezas.
      307. De que maneira a vida passada se desenrola na memória do Espírito? Por um esforço da sua imaginação ou como um quadro que ele tenha ante os olhos?
      — De uma e outra forma. Todos os atos que tenham interesse para a sua lembrança são para ele como se estivessem presentes; os outros ficam mais ou menos no fundo da memória, ou completamente esquecidos. Quanto mais desmaterializado estiver, menos importância atribui às coisas materiais. Fazes muitas vezes a evocação de um Espírito errante, que acabou de deixar a Terra e não se lembra dos nomes das pessoas que amava, nem dos detalhes   que para ti parecem importantes: é que pouco lhe interessam e caem no esquecimento. Aquilo de que ele se lembra muito bem são os fatos principais, que o ajudam a se melhorar.
      308. O Espírito se lembra de todas as existências que precederam a que acabou de deixar?
      — Todo o seu passado se desenrola diante dele, como as etapas de um caminho que o viajante percorreu. Mas. como já dissemos, ele não se lembra de uma maneira absoluta de todos os atos, recordando-os apenas na razão da influência que tenham sobre o seu estado presente. Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, perdem-se no vago e desaparecem na noite do esquecimento.
      309. Como o Espírito considera o corpo que acabou de deixar?
      — Como uma veste imprópria, que o incomodava e da qual se sente feliz por se ter desembaraçado.
      309 – a) Que sentimento experimenta à vista do seu corpo em decomposição?
      — Quase sempre o de indiferença, como por uma coisa a que não dá mais importância.
      310. Ao fim de um certo lapso de tempo, o Espírito reconhece os ossos ou outras coisas que lhe tenham pertencido?
      — Algumas vezes. Isso depende da maneira mais ou menos elevada pela qual considere as coisas terrestres.
      311. O respeito que se tem pelas coisas materiais que os Espíritos deixaram atrai a sua atenção para esses objetos e eles consideram esse respeito com prazer?
      — O Espírito se sente sempre feliz de ser lembrado. As coisas que deleconservamos avivam em nós a sua lembrança, mas é o pensamento o que o atrai para vós e não os objetos.
      312. Os Espíritos conservam a lembrança dos sofrimentos que suportaram durante sua última existência corpórea?
      — Freqüentemente a conservam, e essa lembrança os faz melhor avaliar a felicidade que podem desfrutar como Espíritos.
      313. O homem que foi feliz neste mundo lastima os gozos que perdeu ao deixar a Terra?
      — Somente os Espíritos inferiores podem lastimar os gozos que  correspondem à impureza de sua natureza, e que eles expiam pelo sofrimento. Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.
       314. Aquele que iniciou grandes trabalhos com uma finalidade útil e que os vê interrompidos pela morte lamenta tê-los deixado por acabar?
       — Não, porque vê que os outros estão destinados a concluí-los. Ao contrário, trata de influenciar outros Espíritos humanos a continuá-los. Seu objetivo, na Terra, era o bem da Humanidade; esse objetivo é o mesmo, no mundo dos Espíritos.
       315. Aquele que deixou trabalhos de arte ou de literatura conserva pelas suas obras o amor que tinha durante a vida?
       — Segundo sua elevação, julga-as de outra maneira e freqüentemente reprova o que mais admirava.
       316. O Espírito se interessa ainda pêlos trabalhos que se fazem na Terra,  pelo progresso das artes e das ciências?
      — Isso depende de sua elevação ou da missão que possa ter a cumprir. Aquilo que vos parece magnífico é freqüentemente bem pouca coisa para  certos Espíritos, que o admiram como o sábio admira a obra de um escolar. Eles examinam o que pode provar a elevação dos Espíritos encarnados e seus progressos.
      317. Os Espíritos conservam, depois da morte, o amor da pátria?
      — E sempre o mesmo princípio: para os Espíritos elevados, a pátria é ouniverso; na Terra, é aquela em que possuem maior número de pessoassimpáticas.
   Comentário de Kardec: A situação dos Espíritos e sua maneira de ver as coisas variam ao infinito, na razão do grau de seu desenvolvimento moral e intelectual. Os Espíritos de uma ordem elevada geralmente fazem, na Terra, estações de curta duração. Tudo quanto aqui se faz é assaz mesquinho em comparação com as grandezas do infinito; as coisas a que os homens atribuem a maior importância são tão pueris aos seus olhos, que eles encontram poucos atrativos neste mundo, a menos que tenham sido chamados a fim de concorrer para o progresso da Humanidade. Os Espíritos de uma ordem intermédia passam mais freqüentemente por aqui. embora considerem as coisas de maneira mais elevada do que durante a encarnação. Os Espíritos vulgares são de alguma forma os que aqui permanecem, constituindo a massa da população ambiente do mundo invisível. Conservam, com pouca diferença, as mesmas idéias, os mesmos gostos e as mesmas tendências que tinham no seu envoltório corporal. Intrometem-se nas nossas reuniões, nos nossos negócios, nas nossas diversões, tomando parte mais ou menos ativa, segundo o seu caráter. Não podendo satisfazer as suas paixões, gozam com os que a elas se entregam, e as excitam nessas pessoas(1). Encontramos entre eles alguns mais sérios, que vêem e observam, para se instruir e aperfeiçoar.
       318. As idéias dos Espíritos se modificam na vida de espírito?
       — Muito; sofrem modificações muito grandes, à medida que o Espírito se desmaterializa. Ele pode, às vezes, permanecer muito tempo com as mesmasidéias, mas pouco a pouco a influência da matéria diminui e ele vê as coisas   mais claramente. É então que procura os meios de se melhorar.
       319. Desde que o Espírito já viveu a vida espírita antes da sua encarnação, de onde vem o seu espanto, ao reentrar no mundo dos Espíritos?
       — Esse é apenas o efeito do primeiro momento e da perturbação que se  segue ao despertar. Mais tarde ele reconhece perfeitamente o seu estado, à medida que lhe volta a lembrança do passado e que se desfaz a impressão da  vida terrestre. (Ver item 163 e seguintes.)



(1) Obsessões para os vícios, de que dão prova os tratamentos espíritas em Hospitais e nos Centros. O grifo é nosso. (N. do T.)

31 de ago. de 2015

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
01
Parábola do mau rico
Sylvia Maria
08
A Lei da Destruição - LE, 728 e 741
Luiz Fernando
15
Caridade para os criminosos - ESE, cap. XI, 14
Wilson
Expiações terrestres: Marcel, o menino do n0 4 - CI, cap. VIII
Maria José
22
Retribuir o mal com o bem - ESE, cap. XII, 1 a 4
Fátima Queiroz
29
Um minuto com Jesus, p. 195
Alice Maria
Fazer o bem sem ostentação - ESE, cap. XIII, 1 a 3
Leda Lúcia
Sextas - 20h
04
Dimensões espirituais do Centro Espírita
Denise Duarte
11
Os inimigos desencarnados – ESE, cap. XII, 5 e 6
Gilberto Marques
Expiações terrestres: Max, o mendigo - CI, cap. VIII
Fernanda Toscano
18
O que a Bíblia fala sobre Jesus
Gerson Simões Monteiro
25
Obsessão na família
Ângela Vidal
Sábado - 17h : 30min
05
Um minuto com Jesus, p. 197
Antônio
Oferecer a outra face - ESE, cap. XIII, 7 e 8
Ivone Maria
12
Aniversário da Mocidade
Karina Costa
19
O orgulho
Laura Barra
26
Adoração a Deus
Sara Castelo



22 de ago. de 2015

MOMENTO CEAO

                                                  PROGRAMAÇÃO DE ANIVERSÅRIO

  25 de Agosto,o CEAO completa 92 anos de sua fundação.

92 anos de portas abertas com propositos edificantes de estudo, trabalho e atendimento com #Amor, Graças ao Pai !
Sintam-se convidados a comparecer em nossa semana festiva, a fim de juntos, agradecidos , desfrutarmos de momentos de estudo e alegria.

                                                                  
                                                                

17 de ago. de 2015

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SEGUNDA PARTE - CAP. VI
VIDA ESPÍRITA

VII - Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos - Metades Eternas

      291. Além da simpatia geral, determinada pelas semelhanças, há afeições particulares entre os Espíritos?

      — Sim, como entre os homens. Mas o liame que une os Espíritos é mais forte na ausência do corpo, porque não está mais exposto às vicissitudes das paixões.
      292. Há aversões entre os Espíritos?
      — Não há aversões senão entre os Espíritos impuros, e são estes que excitam entre vós as inimizades e as dissensões.
      293. Dois seres que foram inimigos na Terra conservarão os seus ressentimentos no mundo dos Espíritos?
      — Não; compreenderão que sua dissensão era estúpida e o motivo, pueril. Apenas os Espíritos imperfeitos conservam uma espécie de animosidade, até que se purifiquem. Se não foi senão um interesse material o que os separou, não pensarão mais nele por pouco desmaterializados que estejam. Se não houver antipatia entre eles, o motivo da dissensão não mais existindo, podem rever-se com prazer.
Comentário de Kardec:  Da mesma maneira que dois escolares, chegando à idade da razão, reconhecem a puerilidade de suas brigas infantis e deixam de se malquerer.
      294. A lembrança das más ações que dois homens cometeram, um contra o outro, é obstáculo à sua simpatia?
      — Sim, ela os leva a se distanciarem.
      295. Que sentimento experimentam, após a morte, aqueles a quem fizemos mal neste mundo?
      — Se são bons, perdoam, de acordo com o vosso arrependimento. Se são maus, podem conservar o ressentimento, e por vezes vos perseguir até numa outra existência. Deus pode permiti-lo, como um castigo.
      296. As afeições dos Espíritos são suscetíveis de alteração?
      — Não, porque eles não podem enganar-se, não usam mais a máscara
 sob a qual se ocultam os hipócritas, e é por isso que as suas afeições são inalteráveis, quando eles são puros. O amor que os une é para eles fonte de uma suprema felicidade.
      297. A afeição que dois seres mantiveram na Terra prossegue sempre no mundo dos Espíritos?
      — Sim, sem dúvida, se ela se baseia numa verdadeira simpatia: mas se  as causas de ordem física tiverem maior influência que a simpatia, ela cessa com as causas. As afeições, entre os Espíritos, são mais sólidas e mais duráveis que na Terra, porque não estão subordinadas ao capricho dos interesses materiais e do amor-próprio.
       298. As almas que se devem unir estão predestinadas a essa união desde a sua origem, e cada um de nós tem, em alguma parte do Universo,a sua  metade, à qual algum dia se unirá fatalmente?
       — Não; não existe união particular e fatal entre duas almas. A união existe entre os Espíritos, mas em graus diferentes, segundo a ordem que ocupam, ou seja, de acordo com a perfeição que adquiriram: quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta felicidade completa.
      299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que certos Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos?
      —A expressão é inexata; se um Espírito fosse a metade de outro, quando separado estaria incompleto.
      300. Dois Espíritos perfeitamente simpáticos quando reunidos ficarão assim pela eternidade ou podem separar-se e unir-se a outros Espíritos?
      — Todos os Espíritos são unidos entre si. Falo dos que já atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, quando um Espírito se eleva, já não tem a  mesma simpatia pelos que deixou.
      301. Dois Espíritos simpáticos são o complemento um do outro, ou essa  simpatia é o resultado de uma afinidade perfeita?
      — A simpatia que atrai um Espírito para outro é o resultado da perfeita concordância de suas tendências, de seus instintos; se um. devesse completar o outro, perderia a sua individualidade.
      302. A afinidade necessária para a simpatia perfeita consiste apenas na semelhança dos pensamentos e sentimentos, ou também na uniformidade dos conhecimentos adquiridos?
      — Na igualdade dos graus de elevação.
      303. Os Espíritos que hoje não são simpáticos podem sê-lo mais tarde?
      — Sim, todos o serão. Assim, o Espírito que está numa determinada esfera inferior, quando se. aperfeiçoar, chegará à esfera em que se encontra o outro. Seu encontro se realizará mais prontamente se o Espírito mais elevado, suportando mal as provas a que se submetera, tiver permanecido no mesmo estado.
      303 – a) Dois Espíritos simpáticos podem deixar de sê-lo?
      — Certamente, se um deles é preguiçoso.
 Comentário de Kardec: A teoria das metades eternas é uma imagem que representa a união de dois Espíritos simpáticos. E uma expressão usada até mesmo na linguagem vulgar e que não deve ser tomada ao pé da letra. Os Espíritos que dela se servem não pertencem à ordem mais elevada. A esfera de suas idéias é necessariamente limitada, e exprimiram o seu pensamento pelos termos de que se teriam servido na vida corpórea É necessário rejeitar esta ideia de que dois Espíritos, criados um para o outro  devem um dia fatalmente reunir-se na eternidade, após terem permanecido separados durante um lapso de tempo mais ou menos longo.

31 de jul. de 2015

REUNIÕES PÚBLICAS

Terças - 14 h
DIA
TEMA
EXPOSITOR
04
Parábola do fariseu e o do publicano
Sylvia Maria
11
Casamento, celibato e poligamia - LE, 695 a 701
Wilson
A fé e a caridade - ESE, cap. XI, 13
Luiz Fernando
18
Um minuto com Jesus, p. 189
Alice Maria
O egoísmo - ESE, cap. XI, 11 e 12
Maria Fausta
25
Madalena - a transformação pelo amor
Deuza Nogueira
Sextas - 20h
07
Gozo dos bens terrenos, necessário e supérfluo - LE, 711 a 717
Bruno Toscano
14
Um minuto com Jesus, p. 191
Walkyria
A lei do amor - ESE, cap. XI, 8 a 10
Heloise
21
Mediunidade na família
Ângela Vidal
28
Pedro, tu me amas?
Adriano de Almeida
Sábado - 17h:30min
01
Aprendendo com André Luiz
Wantiul Rodrigues
08
Um minuto com Jesus, p. 193
Elysa
Culto do Evangelho no lar
Bernardo Marques
15
Lei da Reprodução - LE, 686 a 694
Ivone Maria
22
Daí a Cesar o que é de Cesar - ESE, cap. XI, 5 a 7
Sara Castelo
29
João o Discípulo Amado
Guilherme Kremer