15 de jan. de 2013

REUNIÕES PÚBLICAS

JANEIRO DE 2013



3ª feira, 14h




Dia 8 - Tema 1 : Sinal Verde Lição 42 -Alice Maria

           Tema 2: Flagelos Destruidores, LE, 737 a 741 - Luiz Fernando




Dia 15- O que fazeis de especial - Herminia San Gil







Dia 22 - Tema 1 -Reconciliação com seus adversários - ESE, X, 5 e 6 -  Maria José

               Tema 2 -Crueldade -LE, 752 a 756 - Sylvia Maria




Dia 29- Dramas da obsessão- Ivone Maria





6ª feira, 20h




Dia 4 - Tema 1: Sinal Verde, Lição 41 - Maria Inês

           Tema 2: A cólera - ESE, IX, 9 e 10 - Sylvia Maria




Dia 11 - Tema 1 - Perdoai para que Deus vos perdoe - ESE X, 1 a 4 - Maria Fausta
 
            Tema 2 - Guerras - LE, 742 a 745 - Bruno




Dia 18 - O sermão da Montanha - Guilherme Kremer




 Dia 25 - Vida e Atos dos Apóstolos - Ângela Vidal




Sábado, 17:30






Dia 5- Aprendendo com André Luiz - Wantuil Rodrigues




Dia 12 - Os Espíritos, os espíritas e o sexo - Odilea Ferraz

              


Dia 19- Tema 1 : Sinal Verde - Lição 43 - Kainã



              Tema 2 : O sacrifício mais agradável a Deus - Ivone Maria




Dia 26 - Tema 1: O argueiro e a trave no olho - ESE, X, 9 e 10 - Maria Cristina


              Tema 2: Duelos - LE, 757 a 759 - Karina







8 de jan. de 2013

Cantinho da Música

http://www.youtube.com/watch?v=3TdnHbfVgHE


Aos pés do monte

Um sentimento me ronda
Não sei dizer, tudo é novo pra mim
Meu coração se renova
Sinto a esperança invadir o meu ser
Quero ser manso, ser limpo, ser justo
E pobre de espírito ser
Tua palavra me sonda
Me conta do Reino que espera por mim
Eu te ofereço meu pranto
As dores da alma que quer renascer
Eu ouvi tua voz
Teu falar me encantou
Quis seguir, caminhar
Quis saber pra onde vou
Eis-me aqui
Minha dor serenou.

2 de jan. de 2013

MOMENTO CEAO


Este ano de 2013 é o décimo-sexto de circulação do nosso Boletim Informativo. Como em 2012, continuaremos a abordar um tema a cada número. 

Neste primeiro número do ano, o tema é O Evangelho segundo o Espiritismo, que foi lançado em abril de 1864, com o objetivo de facilitar a compreensão do ensino moral de Jesus por toda a humanidade, evidenciando o sentido profundo das parábolas e dos ensinos do Divino Mestre.

Ciente de que a publicação desta obra provocaria reações diversas e intensas na sociedade, Kardec indaga aos Espíritos amigos a opinião deles sobre a sua iniciativa de organizá-la. Publicamos, no mês de outubro passado, a resposta dos mentores espirituais a Kardec e, neste número, apresentamos a 2ª. pergunta  que trata da reação da Igreja. 

Valorizemos, pois, este esforço de Kardec e estudemos o Evangelho em grupo e individualmente. Atendendo à orientação de Paulo de Tarso ao nos alertar que “a letra mata, mas o espírito vivifica”, dediquemos a cada dia alguns momentos  à leitura e reflexão em torno do Evangelho   e, uma vez por semana, reunamos a família para o Culto Cristão no Lar.

O Cristo e o Livro

O vento... O frio... A noite... O céu que se ilumina...
Sorri Jesus na palha em sublime epopeia!...
Depois, Jerusalém... Depois, a Galileia,
O povo, o bem, a paz, a esperança, a doutrina!

O Mestre salva, ergue, ampara, eleva, ensina,
Brunindo o coração e aprimorando a ideia...
Depois, o escárnio, a cruz, a agressiva assembleia,
A morte... E, após a morte, a vitória divina...

Depois, a nova era, a fé profunda e clara,
O apostolado ardente, enriquecendo a seara...
Depois de tudo, um livro - o Evangelho fecundo...

E o livro, arca da vida, em que a luz se condensa,
Traz o Cristo até nós por Eterna Presença,
Vencendo gerações para a glória do mundo!...

Constâncio Alves 

OBS: Com o objetivo de estimular o estudo, a prática e divulgação do ensino moral do Cristo, a FEB está desenvolvendo as seguintes atividades: curso sobre a obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, a série transmitida pela TVCEI, “Estudo do Evangelho  à luz do Espiritismo.”
Foi criado, também, o “Núcleo de estudo e Pesquisa do Evangelho” com a finalidade de estudo e pesquisa do Evangelho à luz das Obras Básicas da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.
Informações: www.febnet.org.br

Fonte: ROTA DE LUZ - Boletim Informativo do Centro Espírita Amaral Ornellas (Janeiro/2013)

19 de dez. de 2012

NATAL E ESPIRITISMO

::: NATAL E ESPIRITISMO :::

 

1. INTRODUÇÃO

... De onde vem o termo Natal? Por que 25 de dezembro? Desde quando se comemora nesta data? Qual o espírito do Natal? Qual o significado dos presentes, das árvores e do Papai Noel? Tencionamos desenvolver este assunto analisando o nascimento de Cristo, o espírito natalício e os subsídios oferecidos pelo Espiritismo, para uma melhor interpretação da sua simbologia.

2. CONCEITO

Natal - Do latim natale significa nascimento. Dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro).

3. HISTÓRICO

As Igrejas orientais, desde o século IV, celebravam a Epifania (“aparição” ou “manifestação”), em 6 de janeiro, cujo simbolismo referia-se ao mistério da vinda ao mundo do Verbo Divino feito homem. Em Roma, desde o tempo do Imperador Aureliano (274), o dia 25 de dezembro (solstício de Inverno, no calendário Juliano) era consagrado ao Natalis Solis Invicti, festa mitríaca do “renascimento” do Sol. A Igreja romana não tardou em contrapor-lhe a festa cristã do Natale de Cristo, o verdadeiro “sol de justiça”. Esta festa pronto se estendeu por todo o Ocidente, não tardando também em ser adotada por todas as igrejas orientais. (Enciclopédia luso-Brasileira de Cultura)

O nascimento de Cristo sempre esteve envolvido em controvérsias. Para uns, seria 1.º de janeiro; para outros, 6 de janeiro, 25 de março e 20 de maio. Pelas observações dos chineses, o Natal seria em março, que foi quando um cometa, tal qual a estrela de Belém, reluziu na noite asiática no ano 5 d.C. Como data festiva, é um arranjo inventado pela Igreja e enriquecida através dos tempos pela incorporação de hábitos e costumes de várias culturas: a árvore natalina é contribuição alemã (século VIII); o Papai Noel (vulgo São Nicolau) nasceu na Turquia (século IV); os cartões de natal surgiram na Inglaterra, em meados do século XIX. (Estado de São Paulo, p. D3)


4. NASCIMENTO DE JESUS

4.1. A MANJEDOURA

Conta-se que Jesus nascera numa manjedoura, rodeado de animais. Um monge diz que isso não é verdade, pois como a casa de José era pequena para abrigar toda a sua família, o novo rebento deu-se no estábulo. Em termos simbólicos, a manjedoura revela o caráter humilde e simples daquele que seria o maior revolucionário de todos os tempos, sem que precisasse escrever uma única palavra. Os exemplos de sua simplicidade devem nortear os nossos passos nos dias que correm. De nada adianta dizermo-nos adeptos de Cristo e agirmos de modo contrário aos seus ensinamentos.

4.2. ANÚNCIO PROFÉTICO

O nascimento de Jesus fora anunciado pelos profetas da antiguidade, nos seguintes termos: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus convosco)”. Na época predita veio ao mundo o arauto, o Salvador, aquele que tiraria os “pecados” do mundo. Os judeus, contudo, não entenderam a grande mensagem do Salvador: esperavam-no na condição de rei, de governador. Ele, porém, dizia ser rei, mas não deste mundo. Enaltecendo a continuidade desta vida, vislumbrava-nos a expectativa da vida futura, muito mais proveitosa e sem as dificuldades materiais da vida presente.

4.3. UMA NOVA LUZ

O nascimento de Jesus coincide com a percepção de uma nova luz para a humanidade sofredora. Os ensinamentos de Jesus devem servir para transformar não apenas um homem, mas toda a Humanidade. Numa simples visão de conjunto, observamos o que era planeta antes e no que se transformou depois de sua vinda. O Espírito Emmanuel, em Roteiro, diz-nos que antes de Cristo, a educação demorava-se em lamentável pobreza, o cativeiro era consagrado por lei, a mulher aviltada qual alimária, os pais podiam vender os filhos etc. Com Jesus, entretanto, começa uma era nova para o sentimento. Iluminados pela Divina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes; Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados; instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular etc. (Xavier, 1980, cap. 21)

5. A SIMBOLOGIA DO NATAL

5.1. PAPAI NOEL

Papai Noel, símbolo do Natal, é usado pelos comerciantes, a fim de incrementar as vendas dos seus produtos no final de cada ano. O espírito do natal, segundo a propaganda, está relacionado com a fartura da mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o consumidor possa ter em seu lar. À semelhança dos reflexos condicionados, estudados por Pavlov, há repetição, intensidade e clareza dos estímulos à compra, dando-nos a entender que estamos comemorando o renascimento de Cristo. Se não prestarmos atenção, cairemos na armadilha do consumismo exacerbado, dificultando a meditação e a reflexão durante esta data tão especial para a Humanidade.

5.2. O ESPÍRITO DO NATAL

O espírito do Natal deve ser entendido como a revivescência dos ensinos de Cristo em cada uma de nossas ações. Não há necessidade de esperarmos o ano todo para comemorá-lo. Se em nosso dia-a-dia estivermos estendendo simpatia para com todos e distribuindo os excessos de que somos portadores, estaremos aplicando eficazmente a “Boa-Nova” trazida pelo mestre Jesus. “Não se pode servir a Deus e a Mamon”. A perfeição moral exige distinção entre espírito e matéria. A riqueza existe para auxiliar o homem no seu aperfeiçoamento espiritual. Se lhe dermos demasiado valor, poderemos obscurecer nossa iluminação interior. Útil se torna, assim, conscientizarmo-nos de que somos usufrutuários e não proprietários dos bens terrenos.

Sérgio Biagi Gregório

Fonte: Centro Espírita Ismael

http://www.facebook.com/PensamentosDeAndreLuiz
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13 de dez. de 2012

REFLEXÕES

Fermento Espiritual


"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?"

- Paulo. (I Coríntios, 5:6).



O fermento é uma substância que excita outras substâncias, e nossa vida é sempre um fermento espiritual com que influenciamos as existências alheias.

Ninguém vive só.

Temos conosco milhares de expressões do pensamento dos outros e

milhares de outras pessoas nos guardam a atuação mental, inevitavelmente.

Os raios de nossa influência entrosam-se com as emissões de quantos

nos conhecem direta ou indiretamente, e pesam na balança do mundo

para o bem ou para o mal.

Nossas palavras determinam palavras em quem nos ouve, e, toda vez que

não formos sinceros, é provável que o interlocutor seja igualmente desleal.

Nossos modos e costumes geram modos e costumes da mesma natureza,

em torno de nossos passos, mormente naqueles que se situam em posição inferior à nossa, nos círculos da experiência e do conhecimento.

Nossas atitudes e atos criam atitudes e atos do mesmo teor,

em quantos nos rodeiam, porquanto aquilo que fazemos atinge

o domínio da observação alheia, interferindo no centro de elaboração

das forças mentais de nossos semelhantes.

O único processo, portanto, de reformar edificando é aceitar as sugestões

do bem e praticá-las intensivamente, por intermédio de nossas ações.

Nas origens de nossas determinações, porém, reside a idéia.

A mente, em razão disso, é a sede de nossa atuação pessoal, onde estivermos.

Pensamento é fermentação espiritual. Em primeiro lugar estabelece atitudes, em segundo gera hábitos e, depois, governa expressões e palavras, através das quais a individualidade influencia na vida e no mundo.

Regenerado, pois, o pensamento de um homem, o caminho

que o conduz ao Senhor se lhe revela reto e limpo.

Do livro Fonte Viva - Emmanuel . pisicografia de Francisco Candido Xavier



4 de dez. de 2012

CANTINHO DA POESIA

Cada vez que o Natal volta de novo

A cantar e a fulgir,

Cristo retorna ao coração do povo,

Aclarando o porvir. 


Amaral Ornellas

 

Canção do Natal

Mestre amado, agradecemos,

Em teu Natal de alegria,

A paz que anuncia

A vida superior...

Por nossa esperança em festa,

Pelo pão, pelo agasalho,

Pelo suor do trabalho,

Louvado sejas, Senhor!...

Envoltos na luz da prece,

Louvamos-te os dons supremos,

Nas flores que te trazemos,

Cantando de gratidão!...

Felizes e reverentes,

Rogamos-te, Doce Amigo,

A bênção de estar contigo

No templo do coração.


Casimiro Cunha


 Fonte : Rota de Luz -Ano XV Nº.9 Boletim Informativo do Centro Espírita Amaral Ornellas (Dezembro /2012)

 


 


 


 


 

MOMENTO CEAO




Neste último Boletim de 2012, queremos agradecer a todos aqueles que cooperaram com as atividades doutrinárias e assistenciais desta Casa e desejar-lhes um período natalino de paz pela sintonia com as vibrações amorosas do Mestre Jesus.

Que em 2013 possamos nos inspirar nos versos de Jésus Gonçalves e dar a cada dia um significado especial no esforço de nos transformarmos em verdadeiros cristãos:


Mestre, por teu exemplo de bondade

Todos nós recebemos, cada dia,

Os tesouros da paz e da alegria

Nos talentos divinos da humildade.

É por Ti, meu Senhor, na palha agreste,

Revestida de excelsos resplendores,

Que pisamos o chão de nossas dores

Como quem segue para o Lar Celeste!...

Jésus Gonçalves





Sugestão de leitura para a garotada:

Histórias que Jesus Contou – Clóvis Tavares

O Evangelho da Meninada: uma história de Jesus – Eliseu Rigonatti

Atendamos ao Sublime Apelo:

“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais...” – Jesus.


 

FONTE : ROTA DE LUZ-Boletim Informativo do Centro Espírita Amaral Ornellas (Dezembro /2012)




 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 




2 de dez. de 2012

REUNIÕES PÚBLICAS

Dezembro de 2012


3ª feira, 14h




Dia 4 - Tema 1 : Injúrias e violências, ESE, IX, 1 a 5 - Luiz |Fernando

             Tema 2: Sinal Verde Lição 38 -Alice Maria


Dia 11- Anjos de Guarda  - Deuza Nogueira



Dia 18- Dramas da obsessão- Ivone Maria



6ª feira, 20h



Dia 7 - Privações voluntárias,LE, 718 a 720- Bernardo



Dia 14 -A depressão e Jesus, o maior psicólogo do mundo- Alonso Santos



Dia 21 - Tema 1 - Sinal Verde Lição 39- Maria Ines Monteiro
               Tema 2 -Obediência e resignação ESE, IX, 8- Maria Fausta


Dia 28 -Tema :Vida e Atos dos Apóstolos - Ângela Vidal



Sábado, 17:30


Dia 1- Aprendendo com André Luiz - Wantuil Rodrigues



Dia 8 - A Lição da Semente - do livro Jesus no Lar - Sonia Alvarenga


Dia 15- Tema 1 :Destruição necessária e Destruição abusiva LE, 728 a 730 - Maria Cristina

             Tema 2 :A paciência, -ESE, IX, 7 - Ivone Maria


Dia 22 -Meditando no Natal: a presença de Jesus na Terra - Ana Maria de Carvalho

Dia 29 - Tema 1 - Sinal Verde Lição 40- Elysa
                Tema 2 - Ano - Novo na visão espírita -Gilberto Marques
























23 de nov. de 2012

REFLEXÕES

HÓSPEDES



Convite é responsabilidade para quem o formula.

O hóspede receberá o tratamento que se dispensa à família.

Nenhum amigo, por mais íntimo, tomará a liberdade de chegar à residência dos

anfitriões, a fim de hospedar-se com eles, sem aviso.

Se a pessoa não é convidada a hospedar-se com esse ou aquele companheiro e

precisa valer-se da moradia deles para certos fins, mesmo a curto prazo, não deve fazer isso

sem consulta prévia.

Se alguém procura saber de alguém, quanto à possibilidade de hospedagem e não

recebe resposta, procederá corretamente, buscando um hotel, de vez que o amigo

consultado talvez tenha dificuldades, em casa, que, de pronto, não possa resolver.

Um hóspede para ser educado não entra nos desacordos da família ou do grupo que

o acolhe.

Em casa alheia, necessitamos naturalmente respeitar os horários e hábitos dos

anfitriões, evitando interferir em assuntos de cozinha e arranjos domésticos, embora seja

obrigação trazer o quarto de dormir tão organizado e tão limpo, quanto possível.

Grande mostra de educação acatar os pontos de vista das pessoas amigas, na

residência delas.

Na moradia dos outros, é imperioso ocupar banheiros pelo mínimo de tempo, para


que não se estrague a vida de quem nos oferece acolhimento.

Fugir de apontamentos e relatos inconvenientes à mesa, principalmente na hora das

refeições.

O hóspede não se intrometerá em conversações caseiras que não lhe digam respeito.

Justo gratificar, dentro das possibilidades próprias, aos irmãos empregados nas

residências que nos hospedam, já que eles não têm a obrigação de nos servir.     Do livro Sinal Verde pelo Espírito de André Luiz

Psicografado por Francisco Cândido Xavier

13 de nov. de 2012

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÌRITOS

Parte Segunda – Capítulo 2 - Encarnação dos espíritosObjetivo da encarnação  –A Alma -Materialismo


Materialismo



147 Por que os anatomistas2, os fisiologistas3 e em geral os que se aprofundam nas ciências naturais são, muitas vezes, levados ao materialismo?



– O fisiologista vê tudo à sua maneira. Orgulho dos homens,que acreditam saber tudo e não admitem que alguma coisa possa ultrapassar seu conhecimento. Sua própria ciência lhes dá presunção. Pensam que a natureza não pode lhes ocultar nada.



148 Não é de lamentar que o materialismo seja uma conseqüência de estudos que deveriam, ao contrário, mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo? Por isso, pode-se concluir que são perigosos?



– Não é exato dizer que o materialismo seja uma conseqüência desses estudos. É o homem que tira deles uma falsa conseqüência, porque tem a liberdade de abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. O nada, aliás, os amedronta mais do que eles demonstram, e os Espíritos fortes são, muitas vezes, mais fanfarrões do que bravos. A maioria dos materialistas só o são porque não têm nada para encher o vazio do abismo que se abre diante deles. Mostre-lhes uma âncora de salvação e se agarrarão a ela apressadamente.



☼ Por uma aberração4 da inteligência, há pessoas que vêem nos seres orgânicos apenas a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos. Vêem no corpo humano apenas a máquina elétrica; estudaram o mecanismo da vida apenas pelo funcionamento dos órgãos que muitas vezes viram se extinguir pela ruptura de um fio, e não viram nada mais que esse fio.



Procuraram ver se restava alguma coisa e, como encontraram apenas a matéria, que se tornara inerte, e não viram a alma escapar nem a puderam apanhar, concluíram que tudo estava nas propriedades da matéria e que, depois da morte, o pensamento se aniquilava. Triste conseqüência se fosse assim, porque então o bem e o mal não teriam significação alguma; o homem seria levado apenas a pensar em si mesmo e a colocar acima de tudo a satisfação de seus prazeres materiais, os laços sociais seriam rompidos e as afeições mais santas destruídas para todo o sempre. Felizmente, essas idéias estão longe de ser gerais, pode se até mesmo dizer que são muito limitadas e constituíram apenas opiniões individuais, porque em nenhuma parte constituíram doutrina. Uma sociedade fundada sobre essas bases teria em si o germe de sua dissolução, e seus membros se entredevorariam como animais ferozes5 .



O homem tem o pensamento instintivo de que nem tudo se acaba quando cessa a vida. Tem horror ao nada. Ainda que teime e resista inutilmente contra a idéia da vida futura, quando chega o momento supremo são poucos os que não se perguntam o que vai ser deles; a idéia de deixar a vida e não mais retornar é dolorosa. Quem poderia, de fato, encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que amou? Quem poderia, sem medo, ver abrir-se diante de si o imenso abismo do nada onde se dissiparão para sempre todas as nossas capacidades, todas as nossas esperanças, e dizer a si mesmo: “Qual o quê! Depois de mim, nada, nada mais além do vazio; tudo acabou; daqui a alguns dias minhas lembranças serão apagadas da memória dos que me sobreviverem; daqui a pouco não restará nenhum traço de minha passagem pela Terra; o próprio bem que fiz será esquecido pelos ingratos a quem servi; e nada pode compensar tudo isso, nenhuma outra perspectiva além do meu corpo roído pelos vermes!”



Esse quadro não tem alguma coisa de apavorante, glacial? A religião nos ensina que não pode ser assim, e a razão o confirma. Mas essa existência futura, vaga e indefinida não nos dá nenhuma esperança, sendo para muitos a origem da dúvida. Temos uma alma, sim, mas o que é nossa alma? Ela tem uma forma, uma aparência qualquer? É um ser limitado ou indefinido? Uns dizem que é um sopro de Deus; outros, uma centelha; outros, uma parte do grande Todo, o princípio da vida e da inteligência, mas o que tudo isso nos oferece? O que nos importa ter uma alma se depois da morte ela se confunde na imensidade como as gotas d’água no oceano? A perda de nossa individualidade não é para nós o mesmo que o nada? Diz-se, ainda, que é imaterial; mas uma coisa imaterial não poderá ter proporções definidas e para nós equivale ao nada. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou infelizes, conforme o bem ou o mal que tivermos feito. Mas em que consiste essa felicidade que nos espera no seio de Deus? É uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação a não ser a de cantar louvores ao Criador? As chamas do inferno são uma realidade ou um símbolo? A própria Igreja as entende nesta última significação, mas quais são aqueles sofrimentos? Onde está esse lugar de suplício? Numa palavra, o que se faz, o que se vê, nesse mundo que nos espera a todos? Diz-se que ninguém voltou de lá para nos prestar contas.



É um erro dizer isso. A missão do Espiritismo é precisamente a de nos esclarecer sobre esse futuro, de nos fazer, até certo ponto, tocá-lo e vê-lo, não mais só pelo raciocínio, mas apresentando fatos. Graças às comunicações espíritas, isso não é uma presunção, uma probabilidade que cada um entende à sua maneira, que os poetas embelezam com suas ficções ou pintam de imagens alegóricas que nos enganam. É a realidade que nos aparece, pois são os próprios Espíritos que vêm nos descrever sua situação, nos dizer o que foram, o que nos permite assistir, por assim dizer, a todas as peripécias de sua nova vida e, por esse meio, nos mostram a sorte inevitável que nos está reservada, de acordo com nossos méritos e deméritos. Há nisso algo de anti-religioso? Bem ao contrário, uma vez que os incrédulos aí encontram a fé e os indecisos a renovação de fervor e de confiança. O Espiritismo é o mais poderoso auxiliar da religião. E se é assim, é porque Deus o permite e o permite para reanimar nossas esperanças vacilantes e nos reconduzir ao caminho do bem mediante a perspectiva do futuro.





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Compare essa resposta com a da questão 628 (N. E.).

Anatomista: profissional que estuda a forma e a estrutura dos órgãos do corpo humano (N. E.).

Fisiologista: profissional que estuda o funcionamento das atividades vitais do corpo humano: crescimento, respiração, pensamento, etc. (N. E.).

Aberração: desvio, distorção, desatino (N. E.).

Como animais ferozes: embora Kardec tenha escrito isso há quase 150 anos, os sistemas políticos que se basearam na doutrina materialista se auto dissolveram por si, não tiveram continuidade (N. E.).