28 de abr. de 2010

A IMPORTÂNCIA DO EVANGELHO NO LAR

O Mestre Jesus aconselhou: "Orai e vigiai". Refletindo sobre estas palavras, muitos questionam sobre a importância da realização do Evangelho no Lar. Como planejá-lo? Durante quanto tempo ele deve ser realizado? Seria aconselhável evitar manifestações mediúnicas? As respostas para estes questionamentos se encontram logo abaixo, no roteiro para a realização do Evangelho.

ROTEIRO PARA REALIZAÇÃO

1. Escolha um dia e horário da semana em que seja possível a presença de todos os membros da família ou da maior parte deles. Caso ninguém queira participar você pode realizá-lo sozinho. Realize-o, porém, sempre no mesmo dia e horário escolhidos para facilitar a assistência Espiritual.

2. A duração da reunião pode ser de 20 a 30 minutos.

3. Direção – A reunião poderá ser dirigida pelo chefe da casa ou pela pessoa que tiver maiores conhecimentos doutrinários.

4. Iniciar a reunião com uma prece simples e espontânea, em que mais que as palavras tenham valor os sentimentos.

5. Fazer a leitura metódica e seqüente ou abrir aleatoriamente uma página de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Fazer breves comentários do trecho lido, buscando sempre a essência dos ensinamentos de Jesus para sua aplicação diária.

6. Fazer a prece de encerramento lembrando dos amigos, dos parentes, dos enfermos do corpo e da alma, onde quer que estejam e agradecendo o amparo espiritual.
Obs. Se desejar, pode colocar sobre a mesa copinhos com água para ser fluidificada.

IMPORTANTE: Evitar manifestações mediúnicas.


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CULTO CRISTÃO NO LAR

"O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa Nova seguiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.


A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.


Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. A observação impensada é ouvida sem revolta. A calúnia é isolada no algodão do silêncio. A enfermidade é recebida com calma. O erro alheio encontra compaixão. A maldade não encontra brechas para insinuar-se.


E aí , dentro desse paraíso que alguns já estão, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, e, todas as circunstâncias.

Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus aberta ao olhar e á apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação".

Emmanuel
(Livro Luz no Lar, Cap. 1, item 9)

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