5 de out. de 2010

ESPIRITISMO E ECOLOGIA

A DERRUBADA

Rangem troncos seculares aos golpes do lenhador. É o machado formidando no impulso renovador. Toda a floresta se agita em terríveis convulsões, continua a derrubada que precede as plantações. Sol quente. Suor. Serviço. E as árvores vigorosas estraçalham com fragor as frondes cariciosas. Após o trabalho ingente, a invasão do fogaréu; Fumo espesso devorando a doce amplidão do céu. Gritam aves assustadas, sem ninho, sem paz, sem guia, animais inferiores vão fugindo em correria. A seguir vem a coivara completando a grande prova, é o termo da derrubada a favor da vida nova. Somente aí são possíveis, pasto verde e espiga loura, pomares esementeiras, celeiro, casa e lavoura. Já observastes que o homem, ao longo de toda a estrada, precisa também, por vezes, das foices da derrubada? É a dor proveitosa e rude, surgindo em golpes violentos, a força que retifica a mata dos sentimentos. Sem trabalho não teremos, no caminho universal, nem casa com Jesus - Cristo nem pão espiritual.

Livro: Cartilha Da Natureza

Casemiro Cunha / Francisco Cândido Xavier

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