Dois de novembro, dia que elegemos para homenagear os entes amados que voltaram ao mundo espiritual. Momento solene para os encarnados: dia de lembrar e orar. Em muitos casos, a lembrança de uma prece fica apenas por este dia, o que já representa alguma coisa para aquele a quem ela é dirigida. Em O Livro dos Espíritos, na questão 320, aprendemos que a lembrança sensibiliza aos Espíritos “Muito mais do que podeis supor. Se são felizes, esse fato lhes aumenta a felicidade. Se são desgraçados, serve-lhes de lenitivo.”
Mas, basta a lembrança e a prece em apenas um dia?
O Espiritismo nos esclarece que os laços afetivos não se rompem e que a saudade é sentimento natural que deve ser equilibrado para não perturbar a caminhada daqueles que antecederam-nos, portanto, a prece é o grande recurso para que o nosso testemunho de simpatia os alcance e os auxilie a desprender-se das preocupações terrenas; bem como para balsamizar as dores dos que aqui ficaram. É um momento de encontro de corações sob a proteção divina, e deve dar-se durante todo o ano e não apenas num dia.
E a volta ao mundo corporal? Sempre a associamos a momentos felizes, preparação do enxoval, escolha do nome, imaginar o rostinho, sonhar com o futuro...
Mas, e para o reencarnante? Em O Livro dos Espíritos, questões 339 a 341, aprendemos que no momento de encarnar a perturbação espiritual é “Muito maior e sobretudo mais longa. (...) Procede como o viajante que embarca para uma travessia perigosa (...) De ansiedade bem grande, pois que as provas de sua existência o retardarão ou farão avançar conforme as suporte.” Dessas informações concluímos, também, que a prece se faz necessária para que o reencarnante sinta-se fortalecido e certo do amparo de seus pais.
É pela importância desses dois momentos na nossa vida que neste número refletimos sobre eles.
Livre, enfim!...
Hora final!.. A angústia, às súbitas, me toma...
Na fixidez do olhar, as lágrimas por clima...
Dentre a névoa difusa, uma luz se aproxima...
Ergo-me!... O corpo lembra esdrúxula redoma!...
Redivivo, me arrasto... Aspiro doce aroma...
Saio... O luar esplende... A visão se reanima...
O mundo é um roseiral estrelejado em cima...
Dos recessos do ser, o regozijo assoma!...
Será isso morrer?... Em êxtase me espanto!...
Arfa-me o peito em prece... Ouço terno acalanto...
Velhas canções do lar!... Brilha a noite orvalhada!...
Torno aos amados meus!... Cessa a estrada sombria
E parto, livre enfim, sonhando novo dia
No encalço de Outra Luz. Na luz da madrugada!...
Sabino Silva
Como explicar aos pequenos as questões ligadas a desencarnação, encarnação e reencarnação ? Se esta é a sua pergunta, sugerimos uma resposta: busque o auxílio da literatura espírita em obras destinadas à infância.
Para estes temas indicamos três obras publicadas pela FEB:
Meu Avô Desencarnou – Daniella e Fernanda Priolli F.e Carvalho
Bellinha e a Lagarta Bernadete – Adeilson Salles
Volta às aulas – Adeilson Salles
Fonte :Editorial do Rota de Luz-Boletim Informativo do CEAO- Novembro/2012

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