10 de abr. de 2018

LIVRO DO MÊS


Nossa sugestão de leitura é o capítulo intitulado: O necessário e o Supérfluo, do livro A Educação a luz do Espiritismo, por Lydienio Barreto de Menezes. Nesse capítulo, o autor assinala o seguinte:

Como pode o homem conhecer o limite do necessário? “Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa."

Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades?

“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais." (O Livro dos Espíritos - Questão 715 e 716)

“Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta» reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Frequentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as consequências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXV, item 7).

Ao analisarmos a questão 716 de “O Livro dos Espíritos vamos observar que a Natureza dotou o homem de condições para avaliar quais os limites de suas reais necessidades. Porém, fugindo do caminho que a Natureza sempre apontou, foi aumentando cada vez mais as suas necessidades e, nos dias atuais, milhões e milhões são gastos na compra de produtos que, se nunca tivessem existido, não fariam falta nenhuma. Estamos vivendo a era do consumismo.

Poderão alguns argumentar que a produção desses produtos gera empregos necessários para a manutenção de muitas famílias, o que refutamos, pois esses empregos e capitais poderiam ser utilizados na produção de uma maior quantidade de alimentos ou bens necessários para atender a um número maior de habitantes que não têm acesso a eles, já que a aquisição do supérfluo não está ao alcance de todos. (...)

Respondendo à questão 715 que encima este comentário, os Espíritos Superiores disseram: “Aquele que é ponderado conhece os limites das necessidades por intuição.“ O inconsequente, que tenta açambarcar os bens da Terra para se proporcionar o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário, olvida a lei de Deus e terá que responder pelas privações que houver causado aos outros.” - Questão 717.


Acautelem-se, portanto os pais ensinando aos seus filhos quanto ao equilíbrio tão necessário no consumo dos bens que eles - os pais - ou a natureza oferecem, para evitar surpresas futuras.

Sugestão de: Antônio Oliveira.

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