Nossa sugestão de leitura é o capítulo intitulado: O necessário e o Supérfluo, do livro A Educação a luz do Espiritismo, por Lydienio Barreto de Menezes. Nesse capítulo, o autor assinala o seguinte:
Como pode o homem conhecer o
limite do necessário? “Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só
chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa."
Mediante a organização que nos
deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades?
“Sem dúvida, mas o homem é
insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite
das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram
necessidades que não são reais." (O Livro dos Espíritos - Questão 715 e
716)
“Deus conhece as nossas
necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável
nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não
lhe basta» reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si
mesmo. Frequentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver
desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos,
Deus fá-lo sofrer as consequências, a fim de que lhe sirvam de lição para o
futuro.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXV, item 7).
Ao analisarmos a questão 716 de
“O Livro dos Espíritos vamos observar que a Natureza dotou o homem de condições
para avaliar quais os limites de suas reais necessidades. Porém, fugindo do
caminho que a Natureza sempre apontou, foi aumentando cada vez mais as suas
necessidades e, nos dias atuais, milhões e milhões são gastos na compra de
produtos que, se nunca tivessem existido, não fariam falta nenhuma. Estamos
vivendo a era do consumismo.
Poderão alguns argumentar que a
produção desses produtos gera empregos necessários para a manutenção de muitas
famílias, o que refutamos, pois esses empregos e capitais poderiam ser utilizados
na produção de uma maior quantidade de alimentos ou bens necessários para
atender a um número maior de habitantes que não têm acesso a eles, já que a
aquisição do supérfluo não está ao alcance de todos. (...)
Respondendo à questão 715 que
encima este comentário, os Espíritos Superiores disseram: “Aquele que é
ponderado conhece os limites das necessidades por intuição.“ O inconsequente,
que tenta açambarcar os bens da Terra para se proporcionar o supérfluo, com prejuízo
daqueles a quem falta o necessário, olvida a lei de Deus e terá que responder
pelas privações que houver causado aos outros.” - Questão 717.
Acautelem-se, portanto os pais
ensinando aos seus filhos quanto ao equilíbrio tão necessário no consumo dos
bens que eles - os pais - ou a natureza oferecem, para evitar surpresas
futuras.
Sugestão de: Antônio Oliveira.
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