2 de nov. de 2013

REFLEXÕES

O Dia dos Mortos


Na sessão da Sociedade de 2 de Novembro,
Charles Nodier, rogado a consentir para continuar o trabalho que começou, respondeu:

Permiti-me, esta noite, meus muito caros amigos, vos falar sobre um outro assunto; continuarei o meu trabalho começado numa próxima vez.

Hoje é uma época que nos é muito pessoalmente consagrada, pelo que não lembraremos a vossa atenção sobre a morte e sobre as preces que reclamam a maioria daqueles que vos precederam.

Esta semana é uma época de confraternização entre o céu e a Terra, entre os vivos e os mortos; deveis vos ocupar de nós mais particularmente, e de vós também; porque meditando este pensamento de que logo, como para nós, os vivos pedirão pela vossa alma, deveis vos tornar melhores.

Segundo a maneira pela qual vivestes neste mundo, sereis recebidos diante de Deus.

O que é a vida, depois de tudo? Uma curtíssima emigração do Espírito sobre a Terra; tempo, entretanto, em que pode amontoar um tesouro de graças ou se preparar para cruéis tormentos.

Pensai nisso, pensai no céu, e a vida, qualquer que a tendes, vos parecerá bem breve.”

Charles Nodier (Médium: senhorita Huet)

* * *

As perguntas seguintes foram dirigidas ao Espírito a respeito de sua comunicação:

1. Hoje os Espíritos são mais numerosos do que habitualmente nos cemitérios?

R. Neste tempo estamos mais de bom grado junto de nossos despejos terrestres, porque os vossos pensamentos, as vossas preces ali estão conosco.

2. Os Espíritos que, nestes dias, vêm para suas tumbas junto das quais ninguém roga, sofrem por se verem abandonados, ao passo que outros têm seus parentes e seus amigos que vêm lhes dar um sinal de lembrança?

R. Não há pessoas piedosas que oram por todos os mortos em geral? Pois bem! Essas preces retornam ao Espírito esquecido, são para eles o maná celeste que cai para o preguiçoso como para o homem ativo; a prece é para o conhecido como para o desconhecido: Deus a reparte igualmente, e os bons Espíritos que dela não têm mais necessidade a revertem para aqueles que ela pode ser necessária.

3. Sabemos que a fórmula das preces é indiferente, todavia, muitas pessoas têm necessidade de uma fórmula para fixar as suas idéias; por isso, vos seríamos reconhecidos em consentir em nos ditar uma sobre esse assunto; todos nós nos associaremos a ela pelo pensamento, para aplicá-la aos Espíritos que podem dela ter necessidade.

R. Eu o desejo muito.

Deus, criador do universo, dignai-vos ter piedade de vossas criaturas; considerai as suas fraquezas; abreviai as suas provas terrestres, se estão acima de suas forças; compadecei-vos das penas daqueles que deixaram a Terra, e inspirai-lhes o desejo de progredir para o bem.”


Texto retirado da Revista Espírita – 1860 / Allan Kardec

29 de out. de 2013

REUNIÕES PÚBLICAS



  NOVEMBRO DE 2013

Terças, 14 h
dia 05 - Tema : A parábola da figueira que secou –ESE,XVIII,10 – Roseli Sebastiana

dia 12 - Tema 1 : O homem no mundo- ESE, XVII,10  -  Maria José
            Tema 2 : Caracteres do homem de bem - LE, 918 – Luiz Fernando


dia 19 – Tema   : A porta estreita, ESE,XVII, 3 a 5 – Sylvia Maria
          Comentário :Um minuto com Jesus - pag 57 -Alice Maia


dia 26- Dramas da Obsessão – Ivone Maria

Sextas, 20h
Dia 01 - Tema : A virtude. ESE, XVII, 8 – Maria Fausta
Comentário :Um minuto com Jesus - pag 53 – Walquíria

Dia 8 - Tema : O materialismo – Bianca Cirilo

dia 15 - Tema 1 : Cuidar do corpo e do espírito- ESE, XVII,11  - Heloíse
            Tema 2 : Conhecimento de si mesmo- LE, 919 – Nilza Erich


Dia 22 - Tema : Perda dos entes queridos – LE, 934 a 936 - Bernardo
               Comentário :Um minuto com Jesus - pag 59 - Nair


dia 29 - Tema : Vida e Ato dos Apóstolos - Angela Vidal

Sábados, 17h30
Dia 02- Tema : Aprendendo com André Luiz- Wantuil Rodrigues


Dia 09 - Tema 1 : Os superiores e os Inferiores- ESE, XVII,9  - Marcio Martins
            Tema 2 : O egoísmo- LE, 913 a 917 – Maria Cristina


dia  16 – Tema: Parábola do festim das bodas- Sara
               Comentário :Um minuto com Jesus - pag 55-Karina

dia 23 - Tema : A Gratidão – Telma Brilhante

dia 30- Tema : Quem tem medo da morte ? – Sonia Alvarenga

18 de out. de 2013

BIOGRAFIA

Ana Prado

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Durante os anos de 1918 e 1921, uma gama de surpreendentes fenômenos sacudiram o Brasil, e, especialmente, a cidade de Belém do Pará.
Ana Prado foi uma extraordinária médium que possibilitou a realização de  extraordinários fenômenos de materialização em nessa cidade. As sessões aconteciam na residência da família, sendo a filha do casal, Antonina Prado, médium psicografa.
As primeiras manifestações tiveram lugar em 12 de junho de 1918. Num fenômeno de transporte, os Espíritos fizeram aparecer, sob pequena mesa situada na sala devidamente fechada, uma flor que, de forma poética, simbolizava a avalanche de prodigiosas comprovações da imortalidade da alma que aquele pequeno grupo assistiria ao longo de três anos.
Um dos feitos mediúnicos mais expressivos de Ana registrou-se em 28 de abril de 1921, quando o espírito de Rachel Figner se materializou na presença de seu pai, Frederico Figner, diretor da conceituada Casa Edison, no Rio de Janeiro. Além das fotografias das materializações, foram produzidos moldes em parafina de flores, mãos e pés materializados. O fenômeno teve ampla cobertura da imprensa regional à época, muito contribuindo para a divulgação do Espiritismo.

A médium Ana Prado foi casada com Eurípedes Prado, um guarda-livros da firma Albuquerque & Cia. e desencarnou em 24 de abril de 1923 na cidade de Belém no estado do Pará.

12 de out. de 2013

NOSSA HOMENAGEM A TODAS AS CRIANÇAS

42 - ESSAS OUTRAS CRIANÇAS

Quando abraças teu filho, no conforto doméstico, fica essas outras crianças que jornadeiam sem lar.
Dispões de alimento abundante para que teu filho se mantenha em linha de robustez.
Essas outras crianças, porem, caminham desnorteadas, aguardando os restos da mesa que lhes atira, com displicência,
findo o repasto.
Escolhes a roupa nobre e limpa de que teu filho se vestirá, conforme a estação.
Todavia, essas outras crianças tremem de frio, recobertas de andrajos.
Defendes teu filho contra a intempérie, sob o teto acolhedor, sustentando-o à feição de jóia no escrínio.
Contudo , essas outras crianças cochilam estremunhadas na via pública quando não se distendem no espaço asfixiante
do esgoto.
Abres ao olhar deslumbrados de teu filho, os tesouros da escola.
E essas outras crianças suspiram debalde pela luz do alfabeto, acabando, muita vez, encerradas no cubículo das prisões,
à face da ignorância que lhes cega a existência.
Conduzes teu filho a exame de pediatras distintos sempre que entremostre leve dor de cabeça.
Entretanto, essas outras crianças mimadas por moléstias atrozes, agonizam em leitos de pedra, sem que mão amiga as
socorra.
Ofereces aos sentidos de teu filho, a festa permanente das sugestões felizes, através da educação incessante.
No entanto, essas outras crianças guardam olhos e ouvidos quase sintonizados no lodo abismal das trevas.
Afaga, assim, teu filho no trono familiar, mas desce ao pátio da provação, onde essas outras crianças se agitam em
sombra ou desespero e ajuda-as quanto possa!
Quem serve no amor de Cristo, sabe que a boa palavra e o gesto de carinho, o pedaço de pão e a peça de vestuário, o
frasco de remédio e a xícara de leite operam maravilhas.
Proclamas a cada passo que esperas confiante o esplendor do futuro mas, enquanto essas outras crianças chorarem
desamparadas, clamaremos em vão pelo mundo melhor.

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Religião dos Espíritos" - EDIÇÃO FEB

10 de out. de 2013

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 Cápitulo 3- Retorno da vida corpórea à vida Espiritual

Perturbação Espírita

163. Deixando o corpo, a alma tem imediata consciência de si mesma?
— Consciência imediata não é o termo: ela fica perturbada por algum tempo.
164. Todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?
Não, pois isso depende da sua elevação. Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, enquanto o homem carnal, cuja consciência não é pura, conserva por muito tempo mais a impressão da matéria.
165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração maior ou menor da perturbação?
Uma grande influência, pois o Espírito compreende antecipadamente a sua situação; mas a prática do bem e a pureza de consciência são o que exerce maior influência.
Comentário de Kardec: No momento da morte, tudo, a princípio, é confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer; sente-se como atordoada, no mesmo estado de um homem que saísse de um sono profundo e procurasse compreender a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam à medida que se extingue a influência da matéria de que se desprendeu, e que se dissipa essa espécie de nevoeiro que lhe turva os pensamentos.
A duração da perturbação de após morte é muito variável: pode ser de algumas horas, como de muitos meses e mesmo de muitos anos. Aqueles em que é menos longa são os que se identificaram durante a vida com o seu estado futuro, porque então compreendem imediatamente a sua posição.
Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares, segundo o caráter dos indivíduos e sobretudo de acordo com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc. o Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante, vê o seu corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado Procura as pessoas de sua afeição, dirige-se a elas e não entende por que não o ouvem. Esta ilusão mantém-se até o completo desprendimento do espírito, e somente então ele reconhece o seu estado e compreende que não faz mais parte do mundo dos vivos.
Esse fenômeno é facilmente explicável. Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica aturdido com a mudança brusca que nele se opera. Para ele, a morte é ainda sinônimo de destruição, de aniquilamento; ora, como continua a pensar, como ainda vê e escuta, não se considera morto. E o que aumenta a sua ilusão é o fato de se ver num corpo semelhante ao que deixou na terra, cuja natureza etérea ainda não teve tempo de verificar. Ele o julga sólido e compacto como o primeiro e, quando se chama a sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder apalpá-lo.
Assemelha-se este fenômeno ao dos sonâmbulos inexperientes que não crêem estar dormindo. Para eles, o sono é sinônimo de suspensão das faculdades; ora, como pensam livremente e podem ver, não acham que estejam dormindo. Alguns Espíritos apresentam esta particularidade, embora a morte não os tenha colhido inopinadamente; mas ela é sempre mais generalizada entre os que, apesar de doentes, não pensavam em morrer. Vê-se então o espetáculo singular de um Espírito que assiste aos próprios funerais como os de um estranho, deles falando como de uma coisa que não lhe dissesse respeito, até o momento de compreender a verdade.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranqüilo. Para aquele cuja consciência não está pura, é cheia de ansiedades e angústias.
Nos casos de morte coletiva, observou-se que todos os que pereceram ao mesmo tempo nem sempre se revêem imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para o seu lado ou só se preocupa com aqueles que lhe interessam.

30 de set. de 2013

REUNIÕES PÚBLICAS

  OUTUBRO DE 2013

Terças, 14 h
dia 01 - Tema : A casa espírita, um templo de amor e respeito- Denise Duarte
dia 8 - Tema  : As virtudes e os vícios, LE 903 a 906 - Luiz Fernando
          Comentário :Um minuto com Jesus - pag 47 -Alice Maia

dia 15 - Tema 1 : Parábola do Samaritano- ESE, XVII,5 e 6 -  Sylvia Maria
            Tema 2 : Paixões - LE, 907 a 912 - Maria Cristina
dia 22-Tema : Homenagem a Amaral Ornellas - Gilberto Marques

dia 29- Dramas da Obsessão – Ivone Maria

Sextas, 20h
Dia 04 - Tema : O homem de bem. ESE, XVII, 3 – Maria Fausta
Comentário :Um minuto com Jesus - pag 45 - Nair
Dia 11 - Tema : O dever - ESE, XVII, 7 - Bruno Toscano
               Comentário :Um minuto com Jesus - pag 49 - Walquíria
dia 28 - Tema : Os Espíritos, os espíritas e o sexo - Odiléa Ferraz
dia 25 - Tema : Vida e Ato dos Apóstolos - Angela Vidal

Sábados, 17h30
dia 05- Tema : Aprendendo com André Luiz- Wantuil Rodrigues
dia  12 – Tema: A necessidade da Infância - Karina
               Comentário :Um minuto com Jesus - pag 51-Thamires

dia 19 - Tema : Homenagem a Kardec - Bernardo Marques

dai 26- Tema :A maledicência -Luiz Carlos Leite


15 de set. de 2013

MINUTOS DE SABEDORIA

32

ACATE com respeito todos as religiões.
Cada homem tem o direito de escolher o caminho que prefere.
Respeite a liberdade de crenças dos outros; tanto quanto apre cia que
respeitem a sua.
Não discuta nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a
não ser que seja procura do para isso.

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Separação da alma e do corpo

154 O corpo ou a alma sente alguma dor no momento da morte?
– Não; o corpo sofre muitas vezes mais durante a vida do que no momento da morte: a alma não toma nenhuma parte nisso. Os sofrimentos que às vezes ocorrem no momento da morte são uma alegria para o Espírito, que vê chegar o fim de seu exílio.
Na morte natural, a que acontece pelo esgotamento dos órgãos em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem se dar conta disso: é como um foco de luz que se apaga por falta de suprimento.
155 Como se opera a separação da alma e do corpo?
– Quando os laços que a retinham se rompem, ela se desprende.
155 a A separação se opera instantaneamente e por uma transição brusca? Há uma linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte?
– Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Esses dois estados se tocam e se confundem de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos laços que o retinham no corpo físico: eles se desatam, não se quebram.
Durante a vida, o Espírito se encontra preso ao corpo por seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é apenas a destruição do corpo e não do perispírito, que se separa do corpo quando nele cessa a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; opera-se gradualmente e com uma lentidão muito variável, conforme os indivíduos. Para uns é bastante rápido e pode-se dizer que o momento da morte é ao mesmo instante o da libertação, quase imediata. Mas, para outros, aqueles cuja vida foi extremamente material e sensual, o desprendimento é mais demorado e dura algumas vezes dias, semanas e até mesmo meses. Isso sem que haja no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno à vida, mas uma simples afinidade entre corpo e Espírito, afinidade que sempre se dá em razão da importância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É racional conceber, de fato, que quanto mais o Espírito se identifica com a matéria, mais sofre ao se separar dela. Por outro lado, a atividade intelectual e moral, a elevação de pensamentos, operam um início do desprendimento mesmo durante a vida do corpo, de tal forma que, quando a morte chega, o desprendimento é quase instantâneo. Esse é o resultado de estudos feitos em todos os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações ainda provaram que a afinidade que em alguns indivíduos persiste entre a alma e o corpo é, algumas vezes, muito dolorosa, visto que o Espírito pode sentir o horror da decomposição. Esse caso é excepcional e particular para certos gêneros de vida e certos gêneros de morte; verifica-se entre alguns suicidas.
156 A separação definitiva da alma do corpo pode ocorrer antes da completa cessação da vida orgânica?
– Na agonia, a alma, algumas vezes, já deixou o corpo. Nada mais resta nele do que a vida orgânica. O homem não tem mais consciência de si mesmo e, entretanto, ainda há nele um sopro de vida orgânica. O corpo é uma máquina que o coração faz mover. Existe, enquanto o coração faz circular o sangue em suas veias, e não tem necessidade da alma para isso.
157 No momento da morte, a alma tem, às vezes, um desejo ou um êxtase que lhe faz entrever o mundo em que vai entrar?
– Muitas vezes a alma sente desfazerem-se os laços que aprendem ao corpo, então, faz todos os seus esforços para rompê-los completamente. Já em parte desprendida da matéria, vê o futuro desdobrar-se à sua frente e desfruta, por antecipação, do estado de Espírito.
158 O exemplo da lagarta, que inicialmente rasteja na terra, depois se fecha na sua crisálida1 numa morte aparente para renascer em uma existência brilhante, pode nos dar uma idéia da vida terrestre, da vida espiritual e, enfim, de nossa nova existência?
– Uma idéia imperfeita, mas a imagem é boa. Não deverá, entretanto, ser tomada ao pé da letra, como muitas vezes fazeis.
159 Que sensação experimenta a alma no momento em que reconhece estar no mundo dos Espíritos?
– Isso depende. Se fizestes o mal com o desejo de fazê-lo, vos envergonhareis de tê-lo feito, num primeiro momento. Para o justo, é bem diferente: é como o alívio de um grande peso, porque não teme nenhum olhar indagador.
160 O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que desencarnaram antes dele?
– Sim, de acordo com a afeição que havia entre eles, muitas vezes vêm recebê-lo na volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se desprender das faixas da matéria. Assim como reencontra também muitos que havia perdido de vista durante sua permanência na Terra. Vê os que estão na erraticidade2, como também vai visitar os que estão encarnados.
161 Na morte violenta e acidental, quando os órgãos ainda não estão enfraquecidos pela idade ou por doenças, a separação da alma e o término da vida ocorrem simultaneamente?
– Geralmente é simultâneo, mas, em todos os casos, o momento dessa separação é muito curto.
162 No caso de decapitação, por exemplo, o homem conserva por alguns instantes a consciência de si mesmo?
– Muitas vezes a conserva durante alguns minutos, até que a vida orgânica tenha-se extinguido completamente. Mas às vezes ocorre que a apreensão da morte pode fazer com que perca a consciência mesmo antes do instante do suplício.
Trata-se aqui da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, como homem e por intermédio dos órgãos, e não como Espírito. Se não perdeu a consciência antes do suplício pode, ainda, conservá-la por alguns instantes que são de uma duração muito curta e cessa necessariamente com a vida orgânica do cérebro, o que não implica que o perispírito esteja completamente desligado do corpo. Pelo contrário: em todos os casos de morte violenta, quando não acontece pela extinção natural das forças vitais, os laços que unem o corpo ao perispírito são muito fortes, e o desprendimento completo demora mais.